Quantidade
Sobre o produto
Descrição do Produto
Pregabalina,
para o que é indicado e para o que serve?
Este
medicamento é destinado ao tratamento de:
·
Dor
neuropática em adultos;
·
Epilepsia,
como terapia adjuvante das crises parciais, com ou sem generalização
secundária, em pacientes adultos;
·
Transtorno
de ansiedade generalizada (tag) em adultos;
·
Fibromialgia:
indicado para o controle da fibromialgia.
Quais as contraindicações do
Pregabalina?
Pregabalina é é
contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à pregabalina
ou a qualquer componente da fórmula.
Como usar o Pregabalina?
Cada
comprimido de Pregabalina de 75 mg ou 150 mg contêm 75 mg ou 150 mg de
Pregabalina, respectivamente.
A segurança
e eficácia de Pregabalina somente é garantida na administração por via oral.
A dose é de
150 a 600 mg/dia divididas em duas ou três doses, Pregabalina deve ser tomado
com ou sem alimentos.
Dor neuropática
·
A dose
inicial recomendada de Pregabalina é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia),
com ou sem alimentos.
·
Em estudos
clínicos, a eficácia da Pregabalina foi demonstrada em pacientes que receberam
uma faixa de 150 a 600 mg/dia. Para a maioria dos pacientes, 150 mg duas vezes
ao dia é a dose ideal. A eficácia da Pregabalina foi demonstrada na primeira
semana. Entretanto, com base na resposta individual e na tolerabilidade do
paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia após um
intervalo de 3 a 7 dias e, se necessário, até uma dose máxima de 300 mg duas
vezes ao dia uma semana após o último aumento de dose.
Epilepsia
·
A dose
inicial recomendada de Pregabalina é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia),
com ou sem alimentos.
·
Em estudos
clínicos, a eficácia da Pregabalina foi demonstrada em pacientes que receberam
uma faixa de 150 a 600 mg/dia. A eficácia da Pregabalina foi demonstrada já na
Semana 1. Entretanto, com base na resposta e tolerabilidade individuais do
paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia após 1
semana. A dose máxima de 300 mg duas vezes ao dia pode ser atingida 1 semana
após o último aumento de dose.
·
Não é
necessário monitorar as concentrações plasmáticas de Pregabalina para otimizar
a terapia com tal agente. A Pregabalina não altera as concentrações plasmáticas
de outros medicamentos anticonvulsivantes frequentemente
utilizados. Do mesmo modo, medicamentos anticonvulsivantes frequentemente
usados não alteram as concentrações plasmáticas da Pregabalina.
Transtorno de ansiedade
generalizada (TAG)
·
A dose
varia de 150 a 600 mg/dia, divididas em duas ou três tomadas diárias. A
necessidade para o tratamento deve ser reavaliada regularmente. A dose inicial
eficaz recomendada de Pregabalina é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia),
com ou sem alimentos. Em estudos clínicos, a eficácia da Pregabalina foi
demonstrada em pacientes que receberam uma faixa de 150 a 600 mg/dia. Com base
na resposta e tolerabilidade individuais do paciente, a dose pode ser aumentada
para 300 mg ao dia após 1 semana. Depois de mais uma semana, a dose pode ser
aumentada para 450 mg ao dia. A dose máxima de 600 mg ao dia pode ser atingida
após mais 1 semana.
Fibromialgia
·
A dose
recomendada de Pregabalina é de 300 a 450 mg/dia para a maioria dos pacientes,
divididas em duas doses.
·
Alguns
pacientes podem obter benefícios adicionais com 600 mg por dia. A dose deve ser
iniciada com 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia), e pode ser aumentada para
150 mg duas vezes ao dia (300 mg/dia) em uma semana, baseado na eficácia e
tolerabilidade. Pacientes que não experimentaram benefícios suficientes com uma
dose de 300 mg/dia podem ter a dose aumentada para 225 mg duas vezes ao dia
(450 mg/dia). Se necessário, em alguns pacientes, baseado na resposta e
tolerabilidade individual, a dose pode ser aumentada até o máximo de 600 mg/dia
após uma semana adicional.
Descontinuação do tratamento
Se
Pregabalina for descontinuado, recomenda-se que isto seja feito gradualmente
durante um período mínimo de 1 semana.
Uso em Pacientes com Insuficiência
Renal
A redução da dosagem em
pacientes com a função renal comprometida deve ser individualizada de acordo
com o clearance de creatinina (CLcr), conforme indicado na Tabela 1,
utilizando a seguinte fórmula:

Para
pacientes submetidos à hemodiálise, a dose diária de Pregabalina
deve ser ajustada com base na função renal.
Além da
dose diária, uma dose suplementar deve ser administrada imediatamente após cada
tratamento de 4 horas de hemodiálise (vide Tabela 1).
Tabela 1. Ajuste da dose de
Pregabalina baseado na Função Renal
|
Clearence de creatinina (CLCr) (mL/min) |
Dose
diária total de Pregabalina (1) |
Regime
terapêutico |
|
|
Dose inicial (mg/dia) |
Dose máxima (mg/dia) |
||
|
≥ 60 |
150 |
600 |
2 ou 3
vezes ao dia |
|
≥ 30 - < 60 |
75 |
300 |
2 ou 3 vezes ao dia |
|
≥ 15 -
< 30 |
25-50 |
150 |
1 ou 2
vezes ao dia |
|
< 15 |
25 |
75 |
1 vez ao dia |
|
Dosagem
complementar após hemodiálise (mg) |
|||
|
|
25 |
100 |
Dose única (2) |
(1) A dose diária total
(mg/dia) deve ser dividida conforme indicado pelo regime terapêutico para
resultar em mg/dose;
(2) A dose suplementar é uma
dose única adicional.
Uso em pacientes com insuficiência
hepática
·
Nenhum
ajuste de dose é necessário para pacientes com insuficiência hepática.
Uso em crianças e adolescentes
(12 a 17 anos de idade)
·
A segurança
e a eficácia da Pregabalina em pacientes pediátricos abaixo de 12 anos de idade
ainda não foram estabelecidas. A segurança e eficácia da substância Pregabalina
não foram estabelecidas em pacientes adolescentes (12 a 17 anos) para as
indicações aprovadas (incluindo epilepsia). O uso em crianças não é
recomendado.
Uso em pacientes idosos (acima
de 65 anos de idade)
·
Pacientes
idosos podem necessitar de redução da dose de Pregabalina devido à
diminuição da função renal.
Dose omitida
Caso o
paciente esqueça de tomar Pregabalina no horário estabelecido, deve tomá-lo
assim que lembrar.
Entretanto,
se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, deve desconsiderar a
dose esquecida e tomar a próxima. Neste caso, o paciente não deve tomar a dose
duplicada para compensar doses esquecidas.
O esquecimento de dose pode
comprometer a eficácia do tratamento.
Quais as reações adversas e os
efeitos colaterais do Pregabalina?
Os estudos
clínicos com a Pregabalina envolveram mais de 12.000 pacientes expostos a ela,
dos quais mais de 7.000 participaram de estudos duplo-cegos, placebo
controlados.
As reações
adversas mais frequentemente notificadas foram tontura e
sonolência. As reações adversas foram, em geral, de intensidade leve a
moderada. Em todos os estudos controlados, o índice de descontinuação devido a
eventos adversos foi de 14% para pacientes recebendo Pregabalina e de 5% para
pacientes recebendo placebo. As reações adversas mais comuns que resultaram em
descontinuação nos grupos de tratamento com Pregabalina foram tontura e
sonolência.
Reações adversas selecionadas
que foram relacionadas ao tratamento em uma análise conjunta de ensaios
clínicos estão listadas na tabela abaixo por Classe de Sistema de Órgãos (SOC)
e frequência:
·
Reação
muito comum (≥ 1/10);
·
Reação
comum (≥ 1/100 e < 1/10);
·
Reação
incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100);
·
Reação rara
(≥ 1/10.000 e < 1/1.000).
As reações adversas listadas
poderão estar associadas a doenças subjacentes e/ou medicamentos concomitantes.
|
Classe de
Sistema de Órgãos |
Reações
Adversas ao Medicamento |
|
Infecções e Infestações |
|
|
Comuns |
Nasofaringite |
|
Sangue e sistema linfático |
|
|
Incomuns |
Neutropenia |
|
Metabólicos e nutricionais |
|
|
Comuns |
Aumento
de apetite |
|
Incomuns |
Anorexia e hipoglicemia |
|
Psiquiátricos |
|
|
Comuns |
Humor eufórico, confusão, irritabilidade, depressão,
desorientação, insônia e diminuição da libido |
|
Incomuns |
Alucinações, inquietação,
agitação, humor deprimido, humor elevado, mudanças de humor,
despersonalização, sonhos anormais, dificuldade de encontrar palavras,
aumento da libido, anorgasmia, síncope e nistagmo |
|
Raros |
Crise de pânico, desinibição, apatia e disgrafia |
|
Sistema
nervoso |
|
|
Muito comuns |
Tontura e sonolência |
|
Comuns |
Ataxia,
coordenação anormal, tremores, disartria, amnésia, dificuldade de memória,
distúrbios de atenção, parestesia, hipoestesia, sedação,
transtorno de equilíbrio, disdiadococinesia e letargia |
|
Incomuns |
Síncope, mioclonia, hiperatividade
psicomotora, discinesia, hipotensão postural, vertigem postural,
tremor de intenção, nistagmo, transtornos cognitivos, transtornos da fala,
hiporreflexia, hiperestesia e sensação de queimação |
|
Raros |
Estupor,
parosmia, hipocinesia, ageusia e disgrafia |
|
Oftalmológicos |
|
|
Comuns |
Visão
turva e diplopia |
|
Incomuns |
Perda de visão periférica, alteração
visual, inchaço ocular, deficiência no campo visual, redução
da acuidade visual, dor ocular, astenopia, fotopsia, olhos secos, aumento do
lacrimejamento e irritação ocular |
|
Raros |
Oscilopsia,
percepção visual de profundidade alterada, midríase, estrabismo e
brilho visual |
|
Auditivos e de labirinto |
|
|
Comuns |
Vertigem |
|
Incomuns |
Hiperacusia |
|
Cardíacos |
|
|
Incomuns |
Taquicardia, bloqueio atrioventricular de primeiro grau e bradicardia sinusal |
|
Raros |
Taquicardia
sinusal e
arritmia sinusal |
|
Vasculares |
|
|
Incomuns |
Hipotensão
arterial, hipertensão arterial, ondas de calor, rubores e frio nas
extremidades |
|
Respiratórios, torácicos e mediastinais |
|
|
Incomuns |
Dispneia, epistaxe, tosse, congestão
nasal, rinite e ronco |
|
Raros |
Aperto na garganta, secura nasal, coriza |
|
Gastrintestinais |
|
|
Comuns |
Vômitos, constipação, flatulência, distensão
abdominal, boca seca |
|
Incomuns |
Refluxo gastresofágico,
hipersecreção salivar e hipoestesia oral. |
|
Raros |
Ascite, pancreatite e disfagia |
|
Pele e
tecido subcutâneo |
|
|
Incomuns |
Erupções cutâneas papulares (rash), urticária e sudorese |
|
Raros |
Suor frio |
|
Musculoesqueléticos e tecido conjuntivo |
|
|
Comuns |
Espasmo
muscular, artralgia, dor lombar, dor nos membros e espasmo cervical |
|
Incomuns |
Inchaço articular, mialgia, espasmo muscular, dor cervical e rigidez
muscular |
|
Raros |
Rabdomiólise |
|
Renais e urinários |
|
|
Incomuns |
Incontinência
urinária e disúria |
|
Raros |
Insuficiência renal e oligúria |
|
Sistema
reprodutor e mama |
|
|
Incomuns |
Disfunção erétil, disfunção sexual, retardo na ejaculação, e dismenorreia |
|
Raros |
Dor
mamária, amenorreia, secreção de mama e ginecomastia |
|
Gerais |
|
|
Comuns |
Edema periférico, edema,
marcha anormal, quedas, sensação de embriaguez, sensação anormal e fadiga |
|
Incomuns |
Edema generalizado, aperto no peito, dor,
pirexia, sede, calafrio e astenia |
|
Exames
laboratoriais |
|
|
|
|
|
|
|
|
Comuns |
Aumento de peso |
|
Incomuns |
Elevação
de creatina fosfoquinase sanguínea, elevação de alanina aminotransferase,
elevação de aspartato aminotransferase, elevação da glicose sanguínea,
diminuição da contagem de plaquetas, diminuição do potássio sanguíneo e
diminuição de peso |
|
Raros |
Diminuição de leucócitos e elevação da
creatinina sanguínea |
As seguintes reações adversas
foram relatadas durante a pós-comercialização da Pregabalina:
Sistema imune
·
Incomuns:
angioedema, reação alérgica e hipersensibilidade;
Sistema nervoso
·
Muito
comuns: dor de cabeça, perda de consciência e prejuízo mental;
Cardíacos
·
Rara: insuficiência
cardíaca congestiva;
Oftalmológicos
·
Rara: ceratite;
Gastrintestinais
·
Incomuns:
edema de língua, diarreia e náusea;
Geral
·
Incomum:
mal-estar;
Pele e tecido subcutâneo
·
Incomuns:
inchaço da face e prurido;
Renais e urinários
·
Rara:
retenção urinária;
Respiratório, torácico e
mediastinal
·
Rara: edema
pulmonar;
Psiquiátricos
·
Incomum: agressividade;
·
Rara:
ideação suicida.
Idosos (acima de 65 anos de
idade)
Num total
de 998 pacientes idosos, não foram observadas diferenças quanto à segurança
geral, em comparação aos pacientes com menos de 65 anos de idade.
Atenção: este produto é um
medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas
tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado
corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.
Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no
Portal da Anvisa.
Superdose: o que acontece se
tomar uma dose do Pregabalina maior do que a recomendada?
Em
superdoses de até 15 g, nenhuma reação adversa inesperada foi notificada.
Em
experiência pós-comercialização, os eventos adversos mais comumente relatados
quando houve superdosagem de Pregabalina incluem distúrbios afetivos,
sonolência, estado de confusão mental, depressão, agitação e inquietação.
O
tratamento da superdose com Pregabalina deve incluir medidas gerais de suporte,
podendo ser necessária hemodiálise.
Em caso de intoxicação ligue
para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Interação medicamentosa: quais
os efeitos de tomar Pregabalina com outros remédios?
A
Pregabalina provavelmente não produzirá, nem estará sujeita, a interações
farmacocinéticas, uma vez que é predominantemente excretada inalterada na
urina, sofre metabolismo desprezível em humanos (<2% da dose é recuperada na
urina como metabólitos), não inibe o metabolismo de fármacos in vitro e
nem se liga a proteínas plasmáticas.
Do mesmo
modo, em estudos in vivo, nenhuma interação farmacocinética
clinicamente relevante foi observada entre a Pregabalina e a fenitoína, carbamazepina,
ácido valpróico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou
etanol. Além disso, a análise farmacocinética populacional indicou que
hipoglicemiantes orais, diuréticos, insulina, fenobarbital,
tiagabina e topiramato não tiveram efeito clinicamente
significativo sobre o clearance da Pregabalina.
A
coadministração da Pregabalina com os contraceptivos orais noretisterona e/ou
etinilestradiol não influencia a farmacocinética de qualquer um dos agentes no
estado de equilíbrio. A Pregabalina pode potencializar os efeitos do etanol e
do lorazepam.
Em estudos
clínicos controlados, doses orais múltiplas de Pregabalina coadministrada com
oxicodona, lorazepam ou etanol não resultaram em efeitos clinicamente
importantes sobre a respiração. Em experiência pós-comercialização, houve
relatos de insuficiência respiratória e coma em pacientes em tratamento com a
Pregabalina cápsulas e outros medicamentos depressores do SNC. A Pregabalina
parece ter efeito aditivo no prejuízo da função cognitiva e coordenação motora
grosseira causado pela oxicodona.
Em
experiência pós-comercialização, houve relatos de insuficiência respiratória,
coma e morte em pacientes sob tratamento de Pregabalina e outros medicamentos
depressores do SNC, inclusive em pacientes que abusam da substância. Há relatos
pós-comercialização de eventos relacionados à redução da motilidade do trato
gastrintestinal inferior (por exemplo, obstrução intestinal, íleo paralítico e
constipação) quando a Pregabalina foi coadministrada com medicamentos que têm o
potencial para produzir constipação, tais como analgésicos opioides.
Não foram conduzidos estudos de
interação farmacodinâmica específica em voluntários idosos.
Quais cuidados devo ter ao usar
o Pregabalina?
Pacientes
com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência
de lactase de Lapp ou má-absorção de glicose-galactose não
devem utilizar Pregabalina.
Alguns
pacientes diabéticos em tratamento com Pregabalina que apresentarem ganho de
peso podem necessitar de ajuste da medicação hipoglicêmica.
Houve
relatos, no período pós-comercialização, de reações de hipersensibilidade,
incluindo casos de angioedema, associados ao uso da Pregabalina. Pregabalina
deve ser descontinuada imediatamente se ocorrerem sintomas de angioedema,
tais como edema facial, perioral ou da via aérea superior.
O
tratamento com a Pregabalina foi associado a tontura e sonolência, que podem
aumentar a ocorrência de acidentes (queda) na população idosa. Houve também
relatos pós-comercialização da Pregabalina de perda de consciência, confusão e
dano mental. Portanto, os pacientes devem ser alertados para ter cautela até
que os efeitos potenciais de Pregabalina sejam familiares.
Na
experiência pós-comercialização, visão borrada transitória e outras alterações
na acuidade visual foram reportadas por pacientes tratados com Pregabalina. A
descontinuação da Pregabalina pode resultar na resolução ou melhora desses
sintomas visuais.
Não há
dados suficientes para a suspensão de medicamentos antiepiléticos concomitantes
e adoção de monoterapia com a Pregabalina, uma vez que o controle das
convulsões com a Pregabalina foi atingido na situação de uso concomitante com
outra droga antiepilética e adoção de monoterapia com Pregabalina.
Foram observados sintomas de
retirada em alguns pacientes após a descontinuação do tratamento prolongado e
de curto prazo com a Pregabalina. Os seguintes eventos foram mencionados:
·
Insônia,
dor de cabeça, náusea, ansiedade, hiperidrose, diarreia, síndrome gripal, nervosismo,
depressão, dor, convulsão e tontura. O paciente deve ser
informado sobre estes eventos no início do tratamento. As convulsões, incluindo
estado epilético e convulsões do tipo grande mal, podem ocorrer durante o uso
ou logo após a descontinuação de Pregabalina.
A
Pregabalina não é conhecida como sendo ativa em locais de receptores associados
com abuso de drogas. Casos de mau uso e abuso foram relatados na base de dados
de pós-comercialização. Como é o caso com qualquer droga ativa do SNC, deve-se
avaliar cuidadosamente o histórico de pacientes quanto ao abuso de drogas e
observá-los quanto a sinais de mau uso ou abuso da Pregabalina (por exemplo,
desenvolvimento de tolerância, aumento da dosagem e comportamento de procura de
droga).
Embora os
efeitos da descontinuação sobre a reversibilidade da insuficiência renal não
tenham sido sistematicamente estudados, foi relatada melhora da função renal
após a descontinuação ou redução da dose da Pregabalina.
Embora não
tenha sido identificada nenhuma relação causal entre a exposição à Pregabalina
e insuficiência cardíaca congestiva, houve relatos pós-comercialização de
insuficiência cardíaca congestiva em alguns pacientes recebendo a Pregabalina.
Em estudos de curto prazo com pacientes sem doença vascular periférica ou
cardíaca clinicamente significante, não houve associação aparente entre edema
periférico e complicações cardiovasculares tais como hipertensão ou
insuficiência cardíaca congestiva. Devido aos dados limitados de pacientes com
insuficiência cardíaca congestiva grave, a Pregabalina deve ser administrada
com cautela nesses pacientes.
A ideação e
o comportamento suicida foram relatados em pacientes tratados com agentes
antiepiléticos em diversas indicações. A metanálise de estudos randomizados e
placebo-controlados de medicamentos antiepiléticos também mostrou um pequeno
risco de aumento de ideação e comportamento suicida. O mecanismo deste fenômeno
é desconhecido e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um risco
aumentado para a Pregabalina.
Portanto,
os pacientes devem ser monitorados para sinais de ideação e comportamento
suicida e, o tratamento apropriado deve ser considerado. Os pacientes (e
cuidadores dos pacientes) devem ser advertidos quanto à necessidade de buscar
ajuda médica se surgirem sinais de ideação ou comportamento suicida.
Foram
relatados casos de encefalopatia, principalmente em pacientes com condições de
base que facilitem a precipitação do quadro.
Uso durante a gravidez
Não há
dados adequados sobre o uso da Pregabalina em mulheres grávidas.
Estudos em
animais com a Pregabalina mostraram toxicidade reprodutiva. O risco
potencial a humanos é desconhecido. Portanto, Pregabalina não deve ser
utilizada durante a gravidez, a menos que o benefício à mãe justifique
claramente o risco potencial ao feto. Métodos contraceptivos eficazes devem ser
utilizados por mulheres com potencial para engravidar.
Categoria
de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a lactação
A
Pregabalina é excretada no leite de mães lactantes. Como a segurança da
Pregabalina em lactentes é desconhecida, não é recomendada a amamentação
durante o tratamento com Pregabalina. Deve ser tomada uma decisão entre
descontinuar a amamentação ou descontinuar o tratamento com Pregabalina,
levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício do
tratamento para a mulher.
Efeitos sobre a habilidade de
dirigir veículos e operar máquinas
A
Pregabalina pode causar tontura e sonolência que, portanto, podem prejudicar a
habilidade de dirigir veículos e operar máquinas. Os pacientes devem ser
aconselhados a não dirigir, operar máquinas complexas, ou se engajar em outras
atividades potencialmente perigosas até que se saiba se este medicamento afeta
a sua capacidade de executar tais atividades.
Uso em idosos, crianças e outros
grupos de risco
Vide “Como usar o
Pregabalina?”.
Qual a ação da substância
Pregabalina?
Resultados
de Eficácia
Dor neuropática
A eficácia
da Pregabalina foi demonstrada em estudos em neuropatia diabética e neuralgia
pós-herpética. A eficácia não foi estudada em outros modelos de dor
neuropática.
A
Pregabalina foi avaliada em 9 estudos clínicos controlados por até 13 semanas
com esquema posológico de 2 tomadas diárias e, após 8 semanas, com esquema
posológico de 3 vezes ao dia. No geral, o perfil de segurança e eficácia para
esquemas posológicos de 2 e 3 vezes ao dia foi similar.
Em estudos
clínicos de até 13 semanas, a redução da dor foi observada na Semana 1 e
mantida durante o período de tratamento.
Em estudos
clínicos controlados, 35% dos pacientes tratados com Pregabalina e 18% dos
pacientes recebendo placebo apresentaram uma melhora de 50% no escore da dor.
Para pacientes que não apresentaram sonolência, tal melhora foi observada em
33% dos pacientes tratados com Pregabalina e 18% dos pacientes tratados com
placebo.
Para os
pacientes que apresentaram sonolência as taxas de resposta foram 48% para
Pregabalina e 16% para placebo.
Epilepsia
A
Pregabalina foi avaliada em 3 estudos clínicos controlados de 12 semanas de
duração, com esquema posológico de 2 ou 3 vezes ao dia. As taxas de resposta
(redução de 50% na frequência de crises parciais) variaram de 13% (50 mg/dia) a
54% (600 mg/dia) para Pregabalina e de 9% a 14% para placebo. No geral, o
perfil de segurança e eficácia para ambos os esquemas foram similares. Uma
redução significativa na frequência das crises foi observada na Semana 1.
Transtorno de ansiedade
generalizada (TAG)
A
Pregabalina foi avaliada em 6 estudos controlados de 4-6 semanas de duração, um
estudo em idosos com 8 semanas de duração e um estudo de prevenção da recidiva
a longo prazo, com fase de prevenção da recidiva duplocego de 6 meses de
duração.
A redução
dos sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) avaliados pela
Escala de Avaliação da Ansiedade de Hamilton (HAM-A) foi observada na primeira
semana.
Em estudos
clínicos controlados (4-8 semanas de duração), 52% dos pacientes tratados com
Pregabalina e 38% dos pacientes tratados com placebo apresentaram no mínimo 50%
de melhora ao final do tratamento em relação à linha de base (pré-tratamento).
Fibromialgia
A
monoterapia com Pregabalina foi estudada em 5 estudos controlados com placebo,
três de 12 semanas de duração de dose fixa, uma de 7 semanas de duração de dose
fixa e um estudo de 6 meses demonstrando a eficácia a longo prazo. O tratamento
com Pregabalina em todos os estudos de dose fixas produziu redução
significativa na dor associada a fibromialgia em doses de 300 a 600 mg/dia
(duas vezes ao dia).
Nos três
estudos de dose fixa de 12 semanas, 40% dos pacientes tratados com Pregabalina
experimentaram 30% ou mais do alivio da escala da dor comparado a 28% dos
pacientes tratados com placebo; 23% dos pacientes tratados experimentaram
melhora 50% ou mais na escala da dor comparado com 15% dos pacientes tratados
com placebo.
A
Pregabalina produziu taxas significativamente superiores de avaliação global,
através da escala de Impressão de Mudança Global do Paciente (PGIC) nos três
estudos de dose fixa 12 semanas, comparado com pacientes tratados com placebo
(41% dos pacientes sentiram muito melhor ou melhor com Pregabalina contra 29%
com placebo).
Conforme
medido através do Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ), a Pregabalina
resultou em melhora estatisticamente significativa na função comparado com
pacientes tratados com placebo em 2 dos 3 estudos de dose fixa nos quais foram
avaliados. O tratamento com Pregabalina produziu melhora significantes em
relatos de resultado de sono de pacientes nos 4 estudos de dose fixa conforme
medido pelo Medical Outcomes Study Sleep Scale (MOS-SS)
sub-escala de perturbação do sono, MOSSS o índice de problemas global com sono,
e a qualidade do sono diário.
No estudo
de 6 meses, a melhora da dor, a percepção de mudança global (PGIC), função (FIQ
escala total) e sono (MOS-SS subescala do distúrbio do sono) foram
mantidos para os pacientes tratados com Pregabalina por período
significativamente mais longo comparado com pacientes tratados com placebo. A
Pregabalina 600 mg/dia mostrou uma melhora adicional em pacientes que relataram
problemas no sono em comparação com 300 e 450 mg/dia; efeitos médios sobre a
dor, avaliação global e FIQ foram similares em 450 e 600 mg/dia, embora a dose
de 600 mg tenha sido bem menos tolerada.
Referências
Bibliográficas
1 - BEYDOUN, A.; UTHMAN, B.M.; KUGLER, A.R.; GREINER M.J.; KNAPP,
L.E.; GAROFALO, E.A.; and the Pregabalin 1008–009 Study Group. Safety and
efficacy of two pregabalin regimens for add-on treatment of partial epilepsy.
Neurology, v. 64 (3), p.475-480, 2005.
2 - ARROYO, S., ANHUT, H., KUGLER, A.R., LEE, C.M., KNAPP, L.E., GAROFALO,
E.A., MESSMER, S., and the Pregabalin 1008-011 International Study Group.
Pregabalin Add-on Treatment: A Randomized, Double-blind, Placebo-controlled,
Dose–Response Study in Adults with Partial Seizures. Epilepsia, v. 45 (1): p.
20–27, 2004. FRENCH, J.A.; KUGLER, A.R.; ROBBINS, J.L.; KNAPP, L.E.; and
GAROFALO, E.A. Doseresponse trial of pregabalin adjunctive therapy in patients
with partial seizures. Neurology; v. 60 (10): p. 1631-7, 2003.
3 - SABATOWSKI R, GÁLVEZ R, CHERRY DA, JACQUOT F, VINCENT
E, MAISONOBE P, VERSAVEL M. Pregabalin reduces pain and improves sleep and mood
disturbances in patients with post-herpetic neuralgia: results of a
randomised, placebo-controlled clinical trial. Pain.; v 109(1-2): p 26-35,
2004.
4 - PANDE, A.C., CROCKATT, J.G., FELTNER, D.E., et al. Pregabalin in
generalized anxiety disorder: a placebocontrolled trial. Am J Psychiatry; v
160: p. 533-540, 2003.
5 - PANDE AC, CROCKATT JG, FELTNER.DE, et al. Three randomised,
placebo-controlled, doubleblind trials of pregabalin treatment of generalized
anxiety disorder (GAD). Eur Neuropsychopharmacol; 10(Suppl 3): S344 (Abstr
P.3.025), 2000.
6 - FELTNER, D.E., CROCKATT, J.G., DUBOVSKY, S.J., et al. A randomized,
double-blind, placebo-controlled, fixed-dose, multicenter study of pregabalin
in patients with generalized anxiety disorder. J Clin Psychopharmacol; v. 23:
p. 240-249, 2003.
7 - RICKELS, K., POLLACK, M.H., FELTNER, D.E., et al. Pregabalin for
treatment of generalized anxiety disorder: a 4- week, multicenter,
double-blind, placebo-controlled trial of pregabalin and alprazolam.
Arch Gen Psychiatry; v. 62: p. 1022- 1030, 2005.
8 - POHL RB, FELTNER DE, FIEVE RR, et al. Efficacy of pregabalin in the
treatment of generalized anxiety disorder: double-blind, placebo-controlled
comparison of BID versus TID dosing. J Clin Psychopharmacol; v. 25: p. 151-158,
2005.
9 - MONTGOMERY, S.A., TOBIAS, K., ZORNBERG, G.L., et al. Efficacy and
safety of pregabalin in the treatment of generalized anxiety disorder: a
6-week, multicenter, randomized, double-blind, placebo-controlled comparison of
pregabalin and venlafaxine. J Clin Psychiatry; v. 67: p. 771-782, 2006.
10 - MONTGOMERY S, CHATAMRA K, PAUER L, et al. Efficacy and safety of
pregabalin in elderly people with generalised anxiety disorder. Bri J Psych; v.
193 (5): p. 389-394, 2008.
11 - CROFFORD LJ. Pain management in Fibromyalgia. Curr Opin Rheumatol.
20(3): p.246-50, 2008. HEYMANN RE, PAIVA ES, HELFENSTEIN M et al. Consenso
brasileiro do tratamento da Fibromialgia. Rev Bras Reumatol 2010;50(1):56-66.
12 - CROFFORD, L.J.; MEASE, P.J.; SIMPSON, S.L.; YOUNG, J.P. J.R.; MARTIN,
S.A.; HAIG, G.M.; SHARMA, U. Fibromyalgia relapse evaluation and efficacy for
durability of meaningful relief (FREEDOM): a 6-month, double-blind,
placebo-controlled trial with pregabalin. Pain 2008; 136:419-431.
13 - MEASE PJ, RUSSELL IJ, ARNOLD LM, et al. A randomized, double-blind,
placebo-controlled, phase III trial of pregabalin in the treatment of patients
with fibromyalgia. J Rheumatol
2008; 35:502-14.
Características Farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
O
ingrediente ativo, Pregabalina (ácido (S)-3-(aminometil)-5-metil-hexanóico), é
um análogo do ácido gamaaminobutírico (GABA).
Mecanismo de ação
Estudos in
vitro mostram que a Pregabalina liga-se a uma subunidade proteica
auxiliar (α2-δ) dos canais de cálcio voltagem-dependentes no sistema nervoso
central.
Evidências
de modelos experimentais em animais, com indução de lesão nervosa, demonstram
que a Pregabalina reduz a liberação na medula espinhal de neurotransmissores
pró-nociceptivos dependentes de cálcio, possivelmente, pela interrupção do
transporte de cálcio e/ou através da redução da corrente de cálcio para o
interior da célula. Evidências de outros modelos de lesão nervosa em animais
sugerem que a atividade antinociceptiva também pode ser mediada pela interação
com vias descendentes noradrenérgicas e serotoninérgicas.
Propriedades farmacocinéticas
A
farmacocinética da Pregabalina no estado de equilíbrio é semelhante em
voluntários sadios, pacientes com epilepsia recebendo antiepilépticos e em
pacientes com dor crônica.
Absorção
A
Pregabalina é rapidamente absorvida quando administrada em jejum, com o pico
das concentrações plasmáticas ocorrendo dentro de 1 hora após administração
tanto de doses únicas como múltiplas. A biodisponibilidade oral da Pregabalina
foi estimada em 90% ou mais, sendo independente da dose. Após repetidas
administrações, o estado de equilíbrio é alcançado dentro de 24 a 48 horas. O
índice de absorção da Pregabalina é reduzido quando administrado com alimentos,
resultando numa diminuição da Cmáx de aproximadamente 25-30% e retardo do Tmáx em aproximadamente 2,5
horas. Entretanto, a administração de Pregabalina com alimentos não apresenta
efeito clinicamente significativo sobre o grau de absorção deste medicamento.
Distribuição
Em estudos
pré-clínicos, observou-se que a Pregabalina atravessa a barreira
hematoencefálica em camundongos, ratos e macacos. O fármaco demonstrou
atravessar a placenta em ratas e está presente no leite de ratas lactantes.
Em humanos,
o volume aparente de distribuição após administração oral é de aproximadamente
0,56 L/kg. A Pregabalina não se liga a proteínas plasmáticas.
Metabolismo
A
Pregabalina sofre metabolismo desprezível em humanos. Após uma dose
radiomarcada, aproximadamente 98% da radioatividade recuperada na urina foram
da Pregabalina inalterada. O derivado N-metilado da Pregabalina, o principal
metabólito encontrado na urina, foi responsável por 0,9% da dose. Em estudos
pré-clínicos, não houve indicações de racemização do enantiômero S em
enantiômero R da Pregabalina.
Eliminação
A
Pregabalina é eliminada da circulação sistêmica principalmente por excreção
renal como fármaco inalterado.
A meia-vida
de eliminação da Pregabalina é de 6,3 horas. O clearance plasmático
e o clearance renal são diretamente proporcionais ao clearance de
creatinina.
É
necessário o ajuste de dose em pacientes com função renal reduzida ou em
pacientes submetidos à hemodiálise.
Linearidade / Não-linearidade
A
farmacocinética da Pregabalina é linear na faixa de doses diárias recomendadas.
A variabilidade entre indivíduos é baixa (<20%). A farmacocinética das doses
múltiplas é previsível a partir dos dados para dose única. Portanto, não há
necessidade de monitoração de rotina das concentrações plasmáticas da
Pregabalina.
Farmacocinética em grupos
especiais de pacientes
Sexo
Estudos
clínicos indicam que o sexo não tem influência clinicamente significativa sobre
as concentrações plasmáticas da Pregabalina.
Insuficiência renal
O clearance da
Pregabalina é diretamente proporcional ao clearance de
creatinina. Além disso, a Pregabalina é removida do plasma por hemodiálise de
modo eficaz (após 4 horas de hemodiálise, as concentrações plasmáticas de
Pregabalina ficam reduzidas em aproximadamente 50%). Como a eliminação renal é
a principal via de excreção, é necessária a redução da dose em pacientes com
insuficiência renal e suplementação da dose após hemodiálise.
Insuficiência hepática
Nenhum
estudo farmacocinético específico foi conduzido em pacientes com insuficiência
hepática. Como a Pregabalina não sofre metabolismo significativo, sendo
excretada predominantemente como fármaco inalterado na urina, a insuficiência
hepática não deve alterar significativamente as concentrações plasmáticas da
Pregabalina.
Idosos (mais de 65 anos de
idade)
O clearance da
Pregabalina tende a diminuir com o avanço da idade. Esta diminuição no clearance da
Pregabalina oral está relacionada com as reduções no clearance de
creatinina associadas à maior idade. Pode ser necessária redução na dose em
pacientes com função renal comprometida devido à idade.
Lactantes
A
farmacocinética de 150 mg de Pregabalina administrados a cada 12 horas (dose
diária de 300 mg) foi avaliada em 10 mulheres lactantes que estavam a pelo
menos 12 semanas pós-parto. A lactação apresentou pouca ou nenhuma influência
na farmacocinética da Pregabalina. A Pregabalina foi excretada no leite materno
com concentração média no estado de equilíbrio de aproximadamente 76% da
concentração no plasma materno. A dose média diária estimada de Pregabalina
recebida pela criança pelo leite materno (assumindo um consumo médio de leite
de 150 mL/kg/dia) foi 0,31 mg/kg/dia, a qual, em termos de mg/kg seria,
aproximadamente, 7% da dose recebida pela mãe.
Dados de segurança pré-clínicos
Em estudos
convencionais de segurança farmacológica em animais, a Pregabalina foi bem
tolerada nas doses clinicamente relevantes. Em estudos de toxicidade das doses
repetidas em ratos e macacos foram observados efeitos no SNC, incluindo
hipoatividade, hiperatividade e ataxia. Foi comumente observado um aumento da
incidência de atrofia retiniana em ratos albinos com idade avançada, após
exposições prolongadas à Pregabalina em doses ≥ 5 vezes a média de exposição
humana na dose clínica máxima recomendada.
Teratogenicidade
A
Pregabalina não foi teratogênica em camundongos, ratos ou coelhos. A toxicidade
fetal em ratos e coelhos ocorreu somente com exposições suficientemente acima
da exposição humana. Em estudos de toxicidade pré- e pós-natal, a Pregabalina
induziu toxicidade no desenvolvimento da cria em ratos, com exposições 2 vezes
maiores que a exposição máxima recomendada para humanos.
Mutagenicidade
A
Pregabalina não é genotóxica, com base nos resultados de uma bateria de
testes in vitro e in vivo.
Carcinogenicidade
Estudos de
carcinogenicidade de 2 anos com Pregabalina foram realizados com ratos e
camundongos. Nenhum tumor foi observado em ratos expostos a até 24 vezes o
valor médio da exposição humana na dose clínica máxima recomendada de 600
mg/dia. Em camundongos, não houve aumento da incidência de tumores com
exposições semelhantes à média da exposição humana, mas observou-se um aumento
da incidência de hemangiossarcoma com altas exposições. O mecanismo
não-genotóxico da Pregabalina, de indução de formação de tumores em
camundongos, envolve alterações plaquetárias associadas à proliferação de
células endoteliais. Estas alterações plaquetárias não estavam presentes em
ratos ou humanos com base em dados clínicos de curto prazo ou longo prazo
limitado. Não há evidências sugerindo risco a humanos.
Em ratos
jovens a toxicidade não diferiu qualitativamente da observada em ratos adultos.
Entretanto,
os ratos jovens foram mais sensíveis. Em exposições terapêuticas, houve
evidência de sinais clínicos de hiperatividade do SNC e bruxismo e algumas
alterações no crescimento (supressão transitória do ganho de peso corporal).
Foi observado efeito sobre o ciclo estral com 5 vezes a exposição terapêutica
humana. Efeitos neuro comportamentais/cognitivos foram observados em ratos
jovens 1-2 semanas após uma exposição 2 vezes maior (resposta acústica de
sobressalto) ou 5 vezes maior (aprendizado/memória) que a exposição terapêutica
humana.
Resposta acústica de sobressalto
reduzida foi observada em ratos jovens, 1-2 semanas após uma exposição 2 vezes
maior que a exposição terapêutica humana. Nove semanas após a exposição, este
efeito não foi mais observado.
Fontes consultadas
·
Bula do Profissional do Medicamento Dorene Tabs.
Detalhes do Produto
Pregabalina,
para o que é indicado e para o que serve?
Este
medicamento é destinado ao tratamento de:
·
Dor
neuropática em adultos;
·
Epilepsia,
como terapia adjuvante das crises parciais, com ou sem generalização
secundária, em pacientes adultos;
·
Transtorno
de ansiedade generalizada (tag) em adultos;
·
Fibromialgia:
indicado para o controle da fibromialgia.
Quais as contraindicações do
Pregabalina?
Pregabalina é é
contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à pregabalina
ou a qualquer componente da fórmula.
Como usar o Pregabalina?
Cada
comprimido de Pregabalina de 75 mg ou 150 mg contêm 75 mg ou 150 mg de
Pregabalina, respectivamente.
A segurança
e eficácia de Pregabalina somente é garantida na administração por via oral.
A dose é de
150 a 600 mg/dia divididas em duas ou três doses, Pregabalina deve ser tomado
com ou sem alimentos.
Dor neuropática
·
A dose
inicial recomendada de Pregabalina é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia),
com ou sem alimentos.
·
Em estudos
clínicos, a eficácia da Pregabalina foi demonstrada em pacientes que receberam
uma faixa de 150 a 600 mg/dia. Para a maioria dos pacientes, 150 mg duas vezes
ao dia é a dose ideal. A eficácia da Pregabalina foi demonstrada na primeira
semana. Entretanto, com base na resposta individual e na tolerabilidade do
paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia após um
intervalo de 3 a 7 dias e, se necessário, até uma dose máxima de 300 mg duas
vezes ao dia uma semana após o último aumento de dose.
Epilepsia
·
A dose
inicial recomendada de Pregabalina é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia),
com ou sem alimentos.
·
Em estudos
clínicos, a eficácia da Pregabalina foi demonstrada em pacientes que receberam
uma faixa de 150 a 600 mg/dia. A eficácia da Pregabalina foi demonstrada já na
Semana 1. Entretanto, com base na resposta e tolerabilidade individuais do
paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia após 1
semana. A dose máxima de 300 mg duas vezes ao dia pode ser atingida 1 semana
após o último aumento de dose.
·
Não é
necessário monitorar as concentrações plasmáticas de Pregabalina para otimizar
a terapia com tal agente. A Pregabalina não altera as concentrações plasmáticas
de outros medicamentos anticonvulsivantes frequentemente
utilizados. Do mesmo modo, medicamentos anticonvulsivantes frequentemente
usados não alteram as concentrações plasmáticas da Pregabalina.
Transtorno de ansiedade
generalizada (TAG)
·
A dose
varia de 150 a 600 mg/dia, divididas em duas ou três tomadas diárias. A
necessidade para o tratamento deve ser reavaliada regularmente. A dose inicial
eficaz recomendada de Pregabalina é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia),
com ou sem alimentos. Em estudos clínicos, a eficácia da Pregabalina foi
demonstrada em pacientes que receberam uma faixa de 150 a 600 mg/dia. Com base
na resposta e tolerabilidade individuais do paciente, a dose pode ser aumentada
para 300 mg ao dia após 1 semana. Depois de mais uma semana, a dose pode ser
aumentada para 450 mg ao dia. A dose máxima de 600 mg ao dia pode ser atingida
após mais 1 semana.
Fibromialgia
·
A dose
recomendada de Pregabalina é de 300 a 450 mg/dia para a maioria dos pacientes,
divididas em duas doses.
·
Alguns
pacientes podem obter benefícios adicionais com 600 mg por dia. A dose deve ser
iniciada com 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia), e pode ser aumentada para
150 mg duas vezes ao dia (300 mg/dia) em uma semana, baseado na eficácia e
tolerabilidade. Pacientes que não experimentaram benefícios suficientes com uma
dose de 300 mg/dia podem ter a dose aumentada para 225 mg duas vezes ao dia
(450 mg/dia). Se necessário, em alguns pacientes, baseado na resposta e
tolerabilidade individual, a dose pode ser aumentada até o máximo de 600 mg/dia
após uma semana adicional.
Descontinuação do tratamento
Se
Pregabalina for descontinuado, recomenda-se que isto seja feito gradualmente
durante um período mínimo de 1 semana.
Uso em Pacientes com Insuficiência
Renal
A redução da dosagem em
pacientes com a função renal comprometida deve ser individualizada de acordo
com o clearance de creatinina (CLcr), conforme indicado na Tabela 1,
utilizando a seguinte fórmula:

Para
pacientes submetidos à hemodiálise, a dose diária de Pregabalina
deve ser ajustada com base na função renal.
Além da
dose diária, uma dose suplementar deve ser administrada imediatamente após cada
tratamento de 4 horas de hemodiálise (vide Tabela 1).
Tabela 1. Ajuste da dose de
Pregabalina baseado na Função Renal
|
Clearence de creatinina (CLCr) (mL/min) |
Dose
diária total de Pregabalina (1) |
Regime
terapêutico |
|
|
Dose inicial (mg/dia) |
Dose máxima (mg/dia) |
||
|
≥ 60 |
150 |
600 |
2 ou 3
vezes ao dia |
|
≥ 30 - < 60 |
75 |
300 |
2 ou 3 vezes ao dia |
|
≥ 15 -
< 30 |
25-50 |
150 |
1 ou 2
vezes ao dia |
|
< 15 |
25 |
75 |
1 vez ao dia |
|
Dosagem
complementar após hemodiálise (mg) |
|||
|
|
25 |
100 |
Dose única (2) |
(1) A dose diária total
(mg/dia) deve ser dividida conforme indicado pelo regime terapêutico para
resultar em mg/dose;
(2) A dose suplementar é uma
dose única adicional.
Uso em pacientes com insuficiência
hepática
·
Nenhum
ajuste de dose é necessário para pacientes com insuficiência hepática.
Uso em crianças e adolescentes
(12 a 17 anos de idade)
·
A segurança
e a eficácia da Pregabalina em pacientes pediátricos abaixo de 12 anos de idade
ainda não foram estabelecidas. A segurança e eficácia da substância Pregabalina
não foram estabelecidas em pacientes adolescentes (12 a 17 anos) para as
indicações aprovadas (incluindo epilepsia). O uso em crianças não é
recomendado.
Uso em pacientes idosos (acima
de 65 anos de idade)
·
Pacientes
idosos podem necessitar de redução da dose de Pregabalina devido à
diminuição da função renal.
Dose omitida
Caso o
paciente esqueça de tomar Pregabalina no horário estabelecido, deve tomá-lo
assim que lembrar.
Entretanto,
se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, deve desconsiderar a
dose esquecida e tomar a próxima. Neste caso, o paciente não deve tomar a dose
duplicada para compensar doses esquecidas.
O esquecimento de dose pode
comprometer a eficácia do tratamento.
Quais as reações adversas e os
efeitos colaterais do Pregabalina?
Os estudos
clínicos com a Pregabalina envolveram mais de 12.000 pacientes expostos a ela,
dos quais mais de 7.000 participaram de estudos duplo-cegos, placebo
controlados.
As reações
adversas mais frequentemente notificadas foram tontura e
sonolência. As reações adversas foram, em geral, de intensidade leve a
moderada. Em todos os estudos controlados, o índice de descontinuação devido a
eventos adversos foi de 14% para pacientes recebendo Pregabalina e de 5% para
pacientes recebendo placebo. As reações adversas mais comuns que resultaram em
descontinuação nos grupos de tratamento com Pregabalina foram tontura e
sonolência.
Reações adversas selecionadas
que foram relacionadas ao tratamento em uma análise conjunta de ensaios
clínicos estão listadas na tabela abaixo por Classe de Sistema de Órgãos (SOC)
e frequência:
·
Reação
muito comum (≥ 1/10);
·
Reação
comum (≥ 1/100 e < 1/10);
·
Reação
incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100);
·
Reação rara
(≥ 1/10.000 e < 1/1.000).
As reações adversas listadas
poderão estar associadas a doenças subjacentes e/ou medicamentos concomitantes.
|
Classe de
Sistema de Órgãos |
Reações
Adversas ao Medicamento |
|
Infecções e Infestações |
|
|
Comuns |
Nasofaringite |
|
Sangue e sistema linfático |
|
|
Incomuns |
Neutropenia |
|
Metabólicos e nutricionais |
|
|
Comuns |
Aumento
de apetite |
|
Incomuns |
Anorexia e hipoglicemia |
|
Psiquiátricos |
|
|
Comuns |
Humor eufórico, confusão, irritabilidade, depressão,
desorientação, insônia e diminuição da libido |
|
Incomuns |
Alucinações, inquietação,
agitação, humor deprimido, humor elevado, mudanças de humor,
despersonalização, sonhos anormais, dificuldade de encontrar palavras,
aumento da libido, anorgasmia, síncope e nistagmo |
|
Raros |
Crise de pânico, desinibição, apatia e disgrafia |
|
Sistema
nervoso |
|
|
Muito comuns |
Tontura e sonolência |
|
Comuns |
Ataxia,
coordenação anormal, tremores, disartria, amnésia, dificuldade de memória,
distúrbios de atenção, parestesia, hipoestesia, sedação,
transtorno de equilíbrio, disdiadococinesia e letargia |
|
Incomuns |
Síncope, mioclonia, hiperatividade
psicomotora, discinesia, hipotensão postural, vertigem postural,
tremor de intenção, nistagmo, transtornos cognitivos, transtornos da fala,
hiporreflexia, hiperestesia e sensação de queimação |
|
Raros |
Estupor,
parosmia, hipocinesia, ageusia e disgrafia |
|
Oftalmológicos |
|
|
Comuns |
Visão
turva e diplopia |
|
Incomuns |
Perda de visão periférica, alteração
visual, inchaço ocular, deficiência no campo visual, redução
da acuidade visual, dor ocular, astenopia, fotopsia, olhos secos, aumento do
lacrimejamento e irritação ocular |
|
Raros |
Oscilopsia,
percepção visual de profundidade alterada, midríase, estrabismo e
brilho visual |
|
Auditivos e de labirinto |
|
|
Comuns |
Vertigem |
|
Incomuns |
Hiperacusia |
|
Cardíacos |
|
|
Incomuns |
Taquicardia, bloqueio atrioventricular de primeiro grau e bradicardia sinusal |
|
Raros |
Taquicardia
sinusal e
arritmia sinusal |
|
Vasculares |
|
|
Incomuns |
Hipotensão
arterial, hipertensão arterial, ondas de calor, rubores e frio nas
extremidades |
|
Respiratórios, torácicos e mediastinais |
|
|
Incomuns |
Dispneia, epistaxe, tosse, congestão
nasal, rinite e ronco |
|
Raros |
Aperto na garganta, secura nasal, coriza |
|
Gastrintestinais |
|
|
Comuns |
Vômitos, constipação, flatulência, distensão
abdominal, boca seca |
|
Incomuns |
Refluxo gastresofágico,
hipersecreção salivar e hipoestesia oral. |
|
Raros |
Ascite, pancreatite e disfagia |
|
Pele e
tecido subcutâneo |
|
|
Incomuns |
Erupções cutâneas papulares (rash), urticária e sudorese |
|
Raros |
Suor frio |
|
Musculoesqueléticos e tecido conjuntivo |
|
|
Comuns |
Espasmo
muscular, artralgia, dor lombar, dor nos membros e espasmo cervical |
|
Incomuns |
Inchaço articular, mialgia, espasmo muscular, dor cervical e rigidez
muscular |
|
Raros |
Rabdomiólise |
|
Renais e urinários |
|
|
Incomuns |
Incontinência
urinária e disúria |
|
Raros |
Insuficiência renal e oligúria |
|
Sistema
reprodutor e mama |
|
|
Incomuns |
Disfunção erétil, disfunção sexual, retardo na ejaculação, e dismenorreia |
|
Raros |
Dor
mamária, amenorreia, secreção de mama e ginecomastia |
|
Gerais |
|
|
Comuns |
Edema periférico, edema,
marcha anormal, quedas, sensação de embriaguez, sensação anormal e fadiga |
|
Incomuns |
Edema generalizado, aperto no peito, dor,
pirexia, sede, calafrio e astenia |
|
Exames
laboratoriais |
|
|
|
|
|
|
|
|
Comuns |
Aumento de peso |
|
Incomuns |
Elevação
de creatina fosfoquinase sanguínea, elevação de alanina aminotransferase,
elevação de aspartato aminotransferase, elevação da glicose sanguínea,
diminuição da contagem de plaquetas, diminuição do potássio sanguíneo e
diminuição de peso |
|
Raros |
Diminuição de leucócitos e elevação da
creatinina sanguínea |
As seguintes reações adversas
foram relatadas durante a pós-comercialização da Pregabalina:
Sistema imune
·
Incomuns:
angioedema, reação alérgica e hipersensibilidade;
Sistema nervoso
·
Muito
comuns: dor de cabeça, perda de consciência e prejuízo mental;
Cardíacos
·
Rara: insuficiência
cardíaca congestiva;
Oftalmológicos
·
Rara: ceratite;
Gastrintestinais
·
Incomuns:
edema de língua, diarreia e náusea;
Geral
·
Incomum:
mal-estar;
Pele e tecido subcutâneo
·
Incomuns:
inchaço da face e prurido;
Renais e urinários
·
Rara:
retenção urinária;
Respiratório, torácico e
mediastinal
·
Rara: edema
pulmonar;
Psiquiátricos
·
Incomum: agressividade;
·
Rara:
ideação suicida.
Idosos (acima de 65 anos de
idade)
Num total
de 998 pacientes idosos, não foram observadas diferenças quanto à segurança
geral, em comparação aos pacientes com menos de 65 anos de idade.
Atenção: este produto é um
medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas
tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado
corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.
Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no
Portal da Anvisa.
Superdose: o que acontece se
tomar uma dose do Pregabalina maior do que a recomendada?
Em
superdoses de até 15 g, nenhuma reação adversa inesperada foi notificada.
Em
experiência pós-comercialização, os eventos adversos mais comumente relatados
quando houve superdosagem de Pregabalina incluem distúrbios afetivos,
sonolência, estado de confusão mental, depressão, agitação e inquietação.
O
tratamento da superdose com Pregabalina deve incluir medidas gerais de suporte,
podendo ser necessária hemodiálise.
Em caso de intoxicação ligue
para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Interação medicamentosa: quais
os efeitos de tomar Pregabalina com outros remédios?
A
Pregabalina provavelmente não produzirá, nem estará sujeita, a interações
farmacocinéticas, uma vez que é predominantemente excretada inalterada na
urina, sofre metabolismo desprezível em humanos (<2% da dose é recuperada na
urina como metabólitos), não inibe o metabolismo de fármacos in vitro e
nem se liga a proteínas plasmáticas.
Do mesmo
modo, em estudos in vivo, nenhuma interação farmacocinética
clinicamente relevante foi observada entre a Pregabalina e a fenitoína, carbamazepina,
ácido valpróico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou
etanol. Além disso, a análise farmacocinética populacional indicou que
hipoglicemiantes orais, diuréticos, insulina, fenobarbital,
tiagabina e topiramato não tiveram efeito clinicamente
significativo sobre o clearance da Pregabalina.
A
coadministração da Pregabalina com os contraceptivos orais noretisterona e/ou
etinilestradiol não influencia a farmacocinética de qualquer um dos agentes no
estado de equilíbrio. A Pregabalina pode potencializar os efeitos do etanol e
do lorazepam.
Em estudos
clínicos controlados, doses orais múltiplas de Pregabalina coadministrada com
oxicodona, lorazepam ou etanol não resultaram em efeitos clinicamente
importantes sobre a respiração. Em experiência pós-comercialização, houve
relatos de insuficiência respiratória e coma em pacientes em tratamento com a
Pregabalina cápsulas e outros medicamentos depressores do SNC. A Pregabalina
parece ter efeito aditivo no prejuízo da função cognitiva e coordenação motora
grosseira causado pela oxicodona.
Em
experiência pós-comercialização, houve relatos de insuficiência respiratória,
coma e morte em pacientes sob tratamento de Pregabalina e outros medicamentos
depressores do SNC, inclusive em pacientes que abusam da substância. Há relatos
pós-comercialização de eventos relacionados à redução da motilidade do trato
gastrintestinal inferior (por exemplo, obstrução intestinal, íleo paralítico e
constipação) quando a Pregabalina foi coadministrada com medicamentos que têm o
potencial para produzir constipação, tais como analgésicos opioides.
Não foram conduzidos estudos de
interação farmacodinâmica específica em voluntários idosos.
Quais cuidados devo ter ao usar
o Pregabalina?
Pacientes
com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência
de lactase de Lapp ou má-absorção de glicose-galactose não
devem utilizar Pregabalina.
Alguns
pacientes diabéticos em tratamento com Pregabalina que apresentarem ganho de
peso podem necessitar de ajuste da medicação hipoglicêmica.
Houve
relatos, no período pós-comercialização, de reações de hipersensibilidade,
incluindo casos de angioedema, associados ao uso da Pregabalina. Pregabalina
deve ser descontinuada imediatamente se ocorrerem sintomas de angioedema,
tais como edema facial, perioral ou da via aérea superior.
O
tratamento com a Pregabalina foi associado a tontura e sonolência, que podem
aumentar a ocorrência de acidentes (queda) na população idosa. Houve também
relatos pós-comercialização da Pregabalina de perda de consciência, confusão e
dano mental. Portanto, os pacientes devem ser alertados para ter cautela até
que os efeitos potenciais de Pregabalina sejam familiares.
Na
experiência pós-comercialização, visão borrada transitória e outras alterações
na acuidade visual foram reportadas por pacientes tratados com Pregabalina. A
descontinuação da Pregabalina pode resultar na resolução ou melhora desses
sintomas visuais.
Não há
dados suficientes para a suspensão de medicamentos antiepiléticos concomitantes
e adoção de monoterapia com a Pregabalina, uma vez que o controle das
convulsões com a Pregabalina foi atingido na situação de uso concomitante com
outra droga antiepilética e adoção de monoterapia com Pregabalina.
Foram observados sintomas de
retirada em alguns pacientes após a descontinuação do tratamento prolongado e
de curto prazo com a Pregabalina. Os seguintes eventos foram mencionados:
·
Insônia,
dor de cabeça, náusea, ansiedade, hiperidrose, diarreia, síndrome gripal, nervosismo,
depressão, dor, convulsão e tontura. O paciente deve ser
informado sobre estes eventos no início do tratamento. As convulsões, incluindo
estado epilético e convulsões do tipo grande mal, podem ocorrer durante o uso
ou logo após a descontinuação de Pregabalina.
A
Pregabalina não é conhecida como sendo ativa em locais de receptores associados
com abuso de drogas. Casos de mau uso e abuso foram relatados na base de dados
de pós-comercialização. Como é o caso com qualquer droga ativa do SNC, deve-se
avaliar cuidadosamente o histórico de pacientes quanto ao abuso de drogas e
observá-los quanto a sinais de mau uso ou abuso da Pregabalina (por exemplo,
desenvolvimento de tolerância, aumento da dosagem e comportamento de procura de
droga).
Embora os
efeitos da descontinuação sobre a reversibilidade da insuficiência renal não
tenham sido sistematicamente estudados, foi relatada melhora da função renal
após a descontinuação ou redução da dose da Pregabalina.
Embora não
tenha sido identificada nenhuma relação causal entre a exposição à Pregabalina
e insuficiência cardíaca congestiva, houve relatos pós-comercialização de
insuficiência cardíaca congestiva em alguns pacientes recebendo a Pregabalina.
Em estudos de curto prazo com pacientes sem doença vascular periférica ou
cardíaca clinicamente significante, não houve associação aparente entre edema
periférico e complicações cardiovasculares tais como hipertensão ou
insuficiência cardíaca congestiva. Devido aos dados limitados de pacientes com
insuficiência cardíaca congestiva grave, a Pregabalina deve ser administrada
com cautela nesses pacientes.
A ideação e
o comportamento suicida foram relatados em pacientes tratados com agentes
antiepiléticos em diversas indicações. A metanálise de estudos randomizados e
placebo-controlados de medicamentos antiepiléticos também mostrou um pequeno
risco de aumento de ideação e comportamento suicida. O mecanismo deste fenômeno
é desconhecido e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um risco
aumentado para a Pregabalina.
Portanto,
os pacientes devem ser monitorados para sinais de ideação e comportamento
suicida e, o tratamento apropriado deve ser considerado. Os pacientes (e
cuidadores dos pacientes) devem ser advertidos quanto à necessidade de buscar
ajuda médica se surgirem sinais de ideação ou comportamento suicida.
Foram
relatados casos de encefalopatia, principalmente em pacientes com condições de
base que facilitem a precipitação do quadro.
Uso durante a gravidez
Não há
dados adequados sobre o uso da Pregabalina em mulheres grávidas.
Estudos em
animais com a Pregabalina mostraram toxicidade reprodutiva. O risco
potencial a humanos é desconhecido. Portanto, Pregabalina não deve ser
utilizada durante a gravidez, a menos que o benefício à mãe justifique
claramente o risco potencial ao feto. Métodos contraceptivos eficazes devem ser
utilizados por mulheres com potencial para engravidar.
Categoria
de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a lactação
A
Pregabalina é excretada no leite de mães lactantes. Como a segurança da
Pregabalina em lactentes é desconhecida, não é recomendada a amamentação
durante o tratamento com Pregabalina. Deve ser tomada uma decisão entre
descontinuar a amamentação ou descontinuar o tratamento com Pregabalina,
levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício do
tratamento para a mulher.
Efeitos sobre a habilidade de
dirigir veículos e operar máquinas
A
Pregabalina pode causar tontura e sonolência que, portanto, podem prejudicar a
habilidade de dirigir veículos e operar máquinas. Os pacientes devem ser
aconselhados a não dirigir, operar máquinas complexas, ou se engajar em outras
atividades potencialmente perigosas até que se saiba se este medicamento afeta
a sua capacidade de executar tais atividades.
Uso em idosos, crianças e outros
grupos de risco
Vide “Como usar o
Pregabalina?”.
Qual a ação da substância
Pregabalina?
Resultados
de Eficácia
Dor neuropática
A eficácia
da Pregabalina foi demonstrada em estudos em neuropatia diabética e neuralgia
pós-herpética. A eficácia não foi estudada em outros modelos de dor
neuropática.
A
Pregabalina foi avaliada em 9 estudos clínicos controlados por até 13 semanas
com esquema posológico de 2 tomadas diárias e, após 8 semanas, com esquema
posológico de 3 vezes ao dia. No geral, o perfil de segurança e eficácia para
esquemas posológicos de 2 e 3 vezes ao dia foi similar.
Em estudos
clínicos de até 13 semanas, a redução da dor foi observada na Semana 1 e
mantida durante o período de tratamento.
Em estudos
clínicos controlados, 35% dos pacientes tratados com Pregabalina e 18% dos
pacientes recebendo placebo apresentaram uma melhora de 50% no escore da dor.
Para pacientes que não apresentaram sonolência, tal melhora foi observada em
33% dos pacientes tratados com Pregabalina e 18% dos pacientes tratados com
placebo.
Para os
pacientes que apresentaram sonolência as taxas de resposta foram 48% para
Pregabalina e 16% para placebo.
Epilepsia
A
Pregabalina foi avaliada em 3 estudos clínicos controlados de 12 semanas de
duração, com esquema posológico de 2 ou 3 vezes ao dia. As taxas de resposta
(redução de 50% na frequência de crises parciais) variaram de 13% (50 mg/dia) a
54% (600 mg/dia) para Pregabalina e de 9% a 14% para placebo. No geral, o
perfil de segurança e eficácia para ambos os esquemas foram similares. Uma
redução significativa na frequência das crises foi observada na Semana 1.
Transtorno de ansiedade
generalizada (TAG)
A
Pregabalina foi avaliada em 6 estudos controlados de 4-6 semanas de duração, um
estudo em idosos com 8 semanas de duração e um estudo de prevenção da recidiva
a longo prazo, com fase de prevenção da recidiva duplocego de 6 meses de
duração.
A redução
dos sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) avaliados pela
Escala de Avaliação da Ansiedade de Hamilton (HAM-A) foi observada na primeira
semana.
Em estudos
clínicos controlados (4-8 semanas de duração), 52% dos pacientes tratados com
Pregabalina e 38% dos pacientes tratados com placebo apresentaram no mínimo 50%
de melhora ao final do tratamento em relação à linha de base (pré-tratamento).
Fibromialgia
A
monoterapia com Pregabalina foi estudada em 5 estudos controlados com placebo,
três de 12 semanas de duração de dose fixa, uma de 7 semanas de duração de dose
fixa e um estudo de 6 meses demonstrando a eficácia a longo prazo. O tratamento
com Pregabalina em todos os estudos de dose fixas produziu redução
significativa na dor associada a fibromialgia em doses de 300 a 600 mg/dia
(duas vezes ao dia).
Nos três
estudos de dose fixa de 12 semanas, 40% dos pacientes tratados com Pregabalina
experimentaram 30% ou mais do alivio da escala da dor comparado a 28% dos
pacientes tratados com placebo; 23% dos pacientes tratados experimentaram
melhora 50% ou mais na escala da dor comparado com 15% dos pacientes tratados
com placebo.
A
Pregabalina produziu taxas significativamente superiores de avaliação global,
através da escala de Impressão de Mudança Global do Paciente (PGIC) nos três
estudos de dose fixa 12 semanas, comparado com pacientes tratados com placebo
(41% dos pacientes sentiram muito melhor ou melhor com Pregabalina contra 29%
com placebo).
Conforme
medido através do Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ), a Pregabalina
resultou em melhora estatisticamente significativa na função comparado com
pacientes tratados com placebo em 2 dos 3 estudos de dose fixa nos quais foram
avaliados. O tratamento com Pregabalina produziu melhora significantes em
relatos de resultado de sono de pacientes nos 4 estudos de dose fixa conforme
medido pelo Medical Outcomes Study Sleep Scale (MOS-SS)
sub-escala de perturbação do sono, MOSSS o índice de problemas global com sono,
e a qualidade do sono diário.
No estudo
de 6 meses, a melhora da dor, a percepção de mudança global (PGIC), função (FIQ
escala total) e sono (MOS-SS subescala do distúrbio do sono) foram
mantidos para os pacientes tratados com Pregabalina por período
significativamente mais longo comparado com pacientes tratados com placebo. A
Pregabalina 600 mg/dia mostrou uma melhora adicional em pacientes que relataram
problemas no sono em comparação com 300 e 450 mg/dia; efeitos médios sobre a
dor, avaliação global e FIQ foram similares em 450 e 600 mg/dia, embora a dose
de 600 mg tenha sido bem menos tolerada.
Referências
Bibliográficas
1 - BEYDOUN, A.; UTHMAN, B.M.; KUGLER, A.R.; GREINER M.J.; KNAPP,
L.E.; GAROFALO, E.A.; and the Pregabalin 1008–009 Study Group. Safety and
efficacy of two pregabalin regimens for add-on treatment of partial epilepsy.
Neurology, v. 64 (3), p.475-480, 2005.
2 - ARROYO, S., ANHUT, H., KUGLER, A.R., LEE, C.M., KNAPP, L.E., GAROFALO,
E.A., MESSMER, S., and the Pregabalin 1008-011 International Study Group.
Pregabalin Add-on Treatment: A Randomized, Double-blind, Placebo-controlled,
Dose–Response Study in Adults with Partial Seizures. Epilepsia, v. 45 (1): p.
20–27, 2004. FRENCH, J.A.; KUGLER, A.R.; ROBBINS, J.L.; KNAPP, L.E.; and
GAROFALO, E.A. Doseresponse trial of pregabalin adjunctive therapy in patients
with partial seizures. Neurology; v. 60 (10): p. 1631-7, 2003.
3 - SABATOWSKI R, GÁLVEZ R, CHERRY DA, JACQUOT F, VINCENT
E, MAISONOBE P, VERSAVEL M. Pregabalin reduces pain and improves sleep and mood
disturbances in patients with post-herpetic neuralgia: results of a
randomised, placebo-controlled clinical trial. Pain.; v 109(1-2): p 26-35,
2004.
4 - PANDE, A.C., CROCKATT, J.G., FELTNER, D.E., et al. Pregabalin in
generalized anxiety disorder: a placebocontrolled trial. Am J Psychiatry; v
160: p. 533-540, 2003.
5 - PANDE AC, CROCKATT JG, FELTNER.DE, et al. Three randomised,
placebo-controlled, doubleblind trials of pregabalin treatment of generalized
anxiety disorder (GAD). Eur Neuropsychopharmacol; 10(Suppl 3): S344 (Abstr
P.3.025), 2000.
6 - FELTNER, D.E., CROCKATT, J.G., DUBOVSKY, S.J., et al. A randomized,
double-blind, placebo-controlled, fixed-dose, multicenter study of pregabalin
in patients with generalized anxiety disorder. J Clin Psychopharmacol; v. 23:
p. 240-249, 2003.
7 - RICKELS, K., POLLACK, M.H., FELTNER, D.E., et al. Pregabalin for
treatment of generalized anxiety disorder: a 4- week, multicenter,
double-blind, placebo-controlled trial of pregabalin and alprazolam.
Arch Gen Psychiatry; v. 62: p. 1022- 1030, 2005.
8 - POHL RB, FELTNER DE, FIEVE RR, et al. Efficacy of pregabalin in the
treatment of generalized anxiety disorder: double-blind, placebo-controlled
comparison of BID versus TID dosing. J Clin Psychopharmacol; v. 25: p. 151-158,
2005.
9 - MONTGOMERY, S.A., TOBIAS, K., ZORNBERG, G.L., et al. Efficacy and
safety of pregabalin in the treatment of generalized anxiety disorder: a
6-week, multicenter, randomized, double-blind, placebo-controlled comparison of
pregabalin and venlafaxine. J Clin Psychiatry; v. 67: p. 771-782, 2006.
10 - MONTGOMERY S, CHATAMRA K, PAUER L, et al. Efficacy and safety of
pregabalin in elderly people with generalised anxiety disorder. Bri J Psych; v.
193 (5): p. 389-394, 2008.
11 - CROFFORD LJ. Pain management in Fibromyalgia. Curr Opin Rheumatol.
20(3): p.246-50, 2008. HEYMANN RE, PAIVA ES, HELFENSTEIN M et al. Consenso
brasileiro do tratamento da Fibromialgia. Rev Bras Reumatol 2010;50(1):56-66.
12 - CROFFORD, L.J.; MEASE, P.J.; SIMPSON, S.L.; YOUNG, J.P. J.R.; MARTIN,
S.A.; HAIG, G.M.; SHARMA, U. Fibromyalgia relapse evaluation and efficacy for
durability of meaningful relief (FREEDOM): a 6-month, double-blind,
placebo-controlled trial with pregabalin. Pain 2008; 136:419-431.
13 - MEASE PJ, RUSSELL IJ, ARNOLD LM, et al. A randomized, double-blind,
placebo-controlled, phase III trial of pregabalin in the treatment of patients
with fibromyalgia. J Rheumatol
2008; 35:502-14.
Características Farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
O
ingrediente ativo, Pregabalina (ácido (S)-3-(aminometil)-5-metil-hexanóico), é
um análogo do ácido gamaaminobutírico (GABA).
Mecanismo de ação
Estudos in
vitro mostram que a Pregabalina liga-se a uma subunidade proteica
auxiliar (α2-δ) dos canais de cálcio voltagem-dependentes no sistema nervoso
central.
Evidências
de modelos experimentais em animais, com indução de lesão nervosa, demonstram
que a Pregabalina reduz a liberação na medula espinhal de neurotransmissores
pró-nociceptivos dependentes de cálcio, possivelmente, pela interrupção do
transporte de cálcio e/ou através da redução da corrente de cálcio para o
interior da célula. Evidências de outros modelos de lesão nervosa em animais
sugerem que a atividade antinociceptiva também pode ser mediada pela interação
com vias descendentes noradrenérgicas e serotoninérgicas.
Propriedades farmacocinéticas
A
farmacocinética da Pregabalina no estado de equilíbrio é semelhante em
voluntários sadios, pacientes com epilepsia recebendo antiepilépticos e em
pacientes com dor crônica.
Absorção
A
Pregabalina é rapidamente absorvida quando administrada em jejum, com o pico
das concentrações plasmáticas ocorrendo dentro de 1 hora após administração
tanto de doses únicas como múltiplas. A biodisponibilidade oral da Pregabalina
foi estimada em 90% ou mais, sendo independente da dose. Após repetidas
administrações, o estado de equilíbrio é alcançado dentro de 24 a 48 horas. O
índice de absorção da Pregabalina é reduzido quando administrado com alimentos,
resultando numa diminuição da Cmáx de aproximadamente 25-30% e retardo do Tmáx em aproximadamente 2,5
horas. Entretanto, a administração de Pregabalina com alimentos não apresenta
efeito clinicamente significativo sobre o grau de absorção deste medicamento.
Distribuição
Em estudos
pré-clínicos, observou-se que a Pregabalina atravessa a barreira
hematoencefálica em camundongos, ratos e macacos. O fármaco demonstrou
atravessar a placenta em ratas e está presente no leite de ratas lactantes.
Em humanos,
o volume aparente de distribuição após administração oral é de aproximadamente
0,56 L/kg. A Pregabalina não se liga a proteínas plasmáticas.
Metabolismo
A
Pregabalina sofre metabolismo desprezível em humanos. Após uma dose
radiomarcada, aproximadamente 98% da radioatividade recuperada na urina foram
da Pregabalina inalterada. O derivado N-metilado da Pregabalina, o principal
metabólito encontrado na urina, foi responsável por 0,9% da dose. Em estudos
pré-clínicos, não houve indicações de racemização do enantiômero S em
enantiômero R da Pregabalina.
Eliminação
A
Pregabalina é eliminada da circulação sistêmica principalmente por excreção
renal como fármaco inalterado.
A meia-vida
de eliminação da Pregabalina é de 6,3 horas. O clearance plasmático
e o clearance renal são diretamente proporcionais ao clearance de
creatinina.
É
necessário o ajuste de dose em pacientes com função renal reduzida ou em
pacientes submetidos à hemodiálise.
Linearidade / Não-linearidade
A
farmacocinética da Pregabalina é linear na faixa de doses diárias recomendadas.
A variabilidade entre indivíduos é baixa (<20%). A farmacocinética das doses
múltiplas é previsível a partir dos dados para dose única. Portanto, não há
necessidade de monitoração de rotina das concentrações plasmáticas da
Pregabalina.
Farmacocinética em grupos
especiais de pacientes
Sexo
Estudos
clínicos indicam que o sexo não tem influência clinicamente significativa sobre
as concentrações plasmáticas da Pregabalina.
Insuficiência renal
O clearance da
Pregabalina é diretamente proporcional ao clearance de
creatinina. Além disso, a Pregabalina é removida do plasma por hemodiálise de
modo eficaz (após 4 horas de hemodiálise, as concentrações plasmáticas de
Pregabalina ficam reduzidas em aproximadamente 50%). Como a eliminação renal é
a principal via de excreção, é necessária a redução da dose em pacientes com
insuficiência renal e suplementação da dose após hemodiálise.
Insuficiência hepática
Nenhum
estudo farmacocinético específico foi conduzido em pacientes com insuficiência
hepática. Como a Pregabalina não sofre metabolismo significativo, sendo
excretada predominantemente como fármaco inalterado na urina, a insuficiência
hepática não deve alterar significativamente as concentrações plasmáticas da
Pregabalina.
Idosos (mais de 65 anos de
idade)
O clearance da
Pregabalina tende a diminuir com o avanço da idade. Esta diminuição no clearance da
Pregabalina oral está relacionada com as reduções no clearance de
creatinina associadas à maior idade. Pode ser necessária redução na dose em
pacientes com função renal comprometida devido à idade.
Lactantes
A
farmacocinética de 150 mg de Pregabalina administrados a cada 12 horas (dose
diária de 300 mg) foi avaliada em 10 mulheres lactantes que estavam a pelo
menos 12 semanas pós-parto. A lactação apresentou pouca ou nenhuma influência
na farmacocinética da Pregabalina. A Pregabalina foi excretada no leite materno
com concentração média no estado de equilíbrio de aproximadamente 76% da
concentração no plasma materno. A dose média diária estimada de Pregabalina
recebida pela criança pelo leite materno (assumindo um consumo médio de leite
de 150 mL/kg/dia) foi 0,31 mg/kg/dia, a qual, em termos de mg/kg seria,
aproximadamente, 7% da dose recebida pela mãe.
Dados de segurança pré-clínicos
Em estudos
convencionais de segurança farmacológica em animais, a Pregabalina foi bem
tolerada nas doses clinicamente relevantes. Em estudos de toxicidade das doses
repetidas em ratos e macacos foram observados efeitos no SNC, incluindo
hipoatividade, hiperatividade e ataxia. Foi comumente observado um aumento da
incidência de atrofia retiniana em ratos albinos com idade avançada, após
exposições prolongadas à Pregabalina em doses ≥ 5 vezes a média de exposição
humana na dose clínica máxima recomendada.
Teratogenicidade
A
Pregabalina não foi teratogênica em camundongos, ratos ou coelhos. A toxicidade
fetal em ratos e coelhos ocorreu somente com exposições suficientemente acima
da exposição humana. Em estudos de toxicidade pré- e pós-natal, a Pregabalina
induziu toxicidade no desenvolvimento da cria em ratos, com exposições 2 vezes
maiores que a exposição máxima recomendada para humanos.
Mutagenicidade
A
Pregabalina não é genotóxica, com base nos resultados de uma bateria de
testes in vitro e in vivo.
Carcinogenicidade
Estudos de
carcinogenicidade de 2 anos com Pregabalina foram realizados com ratos e
camundongos. Nenhum tumor foi observado em ratos expostos a até 24 vezes o
valor médio da exposição humana na dose clínica máxima recomendada de 600
mg/dia. Em camundongos, não houve aumento da incidência de tumores com
exposições semelhantes à média da exposição humana, mas observou-se um aumento
da incidência de hemangiossarcoma com altas exposições. O mecanismo
não-genotóxico da Pregabalina, de indução de formação de tumores em
camundongos, envolve alterações plaquetárias associadas à proliferação de
células endoteliais. Estas alterações plaquetárias não estavam presentes em
ratos ou humanos com base em dados clínicos de curto prazo ou longo prazo
limitado. Não há evidências sugerindo risco a humanos.
Em ratos
jovens a toxicidade não diferiu qualitativamente da observada em ratos adultos.
Entretanto,
os ratos jovens foram mais sensíveis. Em exposições terapêuticas, houve
evidência de sinais clínicos de hiperatividade do SNC e bruxismo e algumas
alterações no crescimento (supressão transitória do ganho de peso corporal).
Foi observado efeito sobre o ciclo estral com 5 vezes a exposição terapêutica
humana. Efeitos neuro comportamentais/cognitivos foram observados em ratos
jovens 1-2 semanas após uma exposição 2 vezes maior (resposta acústica de
sobressalto) ou 5 vezes maior (aprendizado/memória) que a exposição terapêutica
humana.
Resposta acústica de sobressalto
reduzida foi observada em ratos jovens, 1-2 semanas após uma exposição 2 vezes
maior que a exposição terapêutica humana. Nove semanas após a exposição, este
efeito não foi mais observado.
Fontes consultadas
·
Bula do Profissional do Medicamento Dorene Tabs.
Nada por aqui… ainda
Este produto ainda não possui nenhuma avaliação. Comece a comprar e avalie nossos produtos!
Fazer loginAvaliações de Clientes