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Hemifumarato De Quetiapina 100mg 30comprimidos Eurofarma
Hemifumarato de Quetiapina 100Mg 30Comprimidos Eurofarma
Quantidade
Sobre o produto
Descrição do Produto
Hemifumarato
de Quetiapina, para o que é indicado e para o que serve?
Comprimido
Revestido
Em adultos, Hemifumarato de Quetiapina
é indicado para o tratamento da esquizofrenia, como monoterapia ou
adjuvante no tratamento dos episódios de mania associados ao transtorno
afetivo bipolar, dos episódios de depressão associados ao transtorno
afetivo bipolar, no tratamento de manutenção do transtorno afetivo bipolar I
(episódios maníaco, misto ou depressivo) em combinação com os estabilizadores
de humor lítio ou valproato, e como monoterapia no tratamento de manutenção no
transtorno afetivo bipolar (episódios de mania, mistos e depressivos).
Em
adolescentes (13 a 17 anos), Hemifumarato de Quetiapina é indicado para o
tratamento da esquizofrenia.
Em crianças
e adolescentes (10 a 17 anos), Hemifumarato de Quetiapina é indicado como
monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar.
Comprimido de Liberação
Prolongada
O
Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada é indicado para:
·
Tratamento
da esquizofrenia;
·
Como
monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de mania e de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar;
·
O alívio
dos sintomas do transtorno depressivo maior, em terapia adjuvante com
outro antidepressivo, quando outros medicamentos antidepressivos tenham
falhado. Embora não haja evidência de que a eficácia do Hemifumarato de
Quetiapina comprimido de liberação prolongada isoladamente seja superior a
outros antidepressivos, quando usado em terapia adjuvante, ele oferece uma
opção de tratamento para pacientes que não responderam a tratamentos
antidepressivos anteriores. Antes de iniciar o tratamento os médicos devem
considerar o perfil de segurança do Hemifumarato de Quetiapina comprimido de
liberação prolongada.
Quais as contraindicações do
Hemifumarato de Quetiapina?
Hemifumarato de Quetiapina é
contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer
componente de sua fórmula.
Como usar o Hemifumarato de
Quetiapina?
Comprimido
Revestido / Comprimido de Liberação Prolongada
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado por via oral, com ou sem alimentos.
Este
medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Exclusivo Comprimido Revestido
Esquizofrenia, episódios de
mania associados ao transtorno afetivo bipolar
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado duas vezes ao dia. No entanto, Hemifumarato
de Quetiapina pode ser administrado três vezes ao dia em crianças e
adolescentes dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente.
Manutenção do transtorno afetivo
bipolar I em combinação com os estabilizadores de humor lítio ou valproato:
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado duas vezes ao dia.
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar:
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado à noite, em dose única diária.
Posologia do Hemifumarato
de Quetiapina
Comprimido Revestido
Esquizofrenia
Adolescentes (13 a 17 anos de
idade):
A dose
total diária para os cinco dias iniciais do tratamento é de 50 mg (dia 1), 100
mg (dia 2), 200 mg (dia 3), 300 mg (dia 4) e 400 mg (dia 5). Após o 5º dia de
tratamento, a dose deve ser ajustada até atingir a faixa de dose considerada
eficaz de 400 a 800 mg/dia dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade
de cada paciente. Ajustes de dose devem ser em incrementos não maiores que 100
mg/dia.
A segurança
e eficácia de Hemifumarato de Quetiapina não foram estabelecidas em crianças
com idade inferior a 13 anos de idade com esquizofrenia.
Adultos:
A dose
total diária para os quatro dias iniciais do tratamento é de 50 mg (dia 1), 100
mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4). Após o 4º dia de tratamento, a
dose deve ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 300 a 450
mg/dia. Entretanto, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente, a dose pode ser ajustada na faixa de dose de 150 a 750 mg/dia.
Episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade):
A dose
total diária para os cinco dias iniciais do tratamento é de 50 mg (dia 1), 100
mg (dia 2), 200 mg (dia 3), 300 mg (dia 4) e 400 mg (dia 5). Após o 5º dia de
tratamento, a dose deve ser ajustada até atingir a faixa de dose considerada
eficaz de 400 a 600 mg/dia dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade
de cada paciente. Ajustes de dose podem ser em incrementos não maiores que 100
mg/dia.
A segurança
e eficácia de Hemifumarato de Quetiapina não foram estabelecidas em crianças
com idade inferior a 10 anos de idade com mania bipolar.
Adultos:
A dose
total diária para os quatro primeiros dias do tratamento é de 100 mg (dia 1),
200 mg (dia 2), 300 mg (dia 3) e 400 mg (dia 4). Outros ajustes de dose de até
800 mg/dia no 6° dia não devem ser maiores que 200 mg/dia. A dose pode ser
ajustada dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente,
dentro do intervalo de dose de 200 a 800 mg/dia. A dose usual efetiva está na
faixa de dose de 400 a 800 mg/dia.
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar
A dose deve
ser titulada como descrito a seguir: 50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia
3) e 300 mg (dia 4). Hemifumarato de Quetiapina pode ser titulado até 400 mg no
dia 5 e até 600 mg no dia 8.
A eficácia
antidepressiva foi demonstrada com Hemifumarato de Quetiapina com 300 mg e 600
mg, entretanto benefícios adicionais não foram observados no grupo 600 mg
durante tratamento de curto prazo.
Manutenção do transtorno afetivo
bipolar I em combinação com os estabilizadores de humor lítio ou valproato
Os
pacientes que responderam ao Hemifumarato de Quetiapina na terapia combinada a
um estabilizador de humor (lítio ou valproato) para o tratamento agudo de transtorno
bipolar devem continuar com a terapia de Hemifumarato de Quetiapina na
mesma dose.
A dose pode
ser ajustada dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade individual de
cada paciente. A eficácia foi demonstrada com Hemifumarato de Quetiapina
(administrado duas vezes ao dia totalizando 400 a 800 mg/dia) como terapia de
combinação a estabilizador de humor (lítio ou valproato).
Para tratamento de manutenção no
transtorno bipolar em monoterapia
Pacientes
que respondem a Hemifumarato de Quetiapina para tratamento agudo de transtorno
bipolar devem continuar o tratamento na mesma dose, sendo que esta pode ser
re-ajustada dependendo da resposta clínica e tolerabilidade individual de cada
paciente, entre a faixa de 300 mg a 800 mg/ dia.
Se o
paciente esquecer de tomar o comprimido de Hemifumarato de Quetiapina, deve
tomá-lo assim que se lembrar. Deverá tomar a próxima dose no horário habitual e
não tomar uma dose dobrada.
Crianças e adolescentes
A segurança
e a eficácia de Hemifumarato de Quetiapina não foram avaliadas em crianças e
adolescentes com depressão bipolar e no tratamento de manutenção do transtorno
bipolar.
Insuficiência hepática
A
quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado. Portanto, Hemifumarato de
Quetiapina deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática
conhecida, especialmente durante o período inicial.
Pacientes
com insuficiência hepática devem iniciar o tratamento com 25 mg/dia. A dose
pode ser aumentada em incrementos de 25 a 50 mg até atingir a dose eficaz,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.
Insuficiência renal
Não é
necessário ajuste de dose.
Idosos
Assim como
com outros antipsicóticos, Hemifumarato de Quetiapina deve ser usado com
cautela em pacientes idosos, especialmente durante o período inicial. Pode ser
necessário ajustar a dose de Hemifumarato de Quetiapina lentamente e a dose
terapêutica diária pode ser menor do que a usada por pacientes jovens,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente. A
depuração plasmática média da quetiapina foi reduzida de 30% a 50% em pacientes
idosos quando comparada a pacientes jovens. O tratamento deve ser iniciado com
25 mg/dia de Hemifumarato de Quetiapina, aumentando a dose diariamente em
incrementos de 25 a 50 mg até atingir a dose eficaz, que provavelmente será
menor que a dose para pacientes mais jovens.
Comprimido de Liberação
Prolongada
Esquizofrenia
A dose
total diária para o início do tratamento é de 300 mg no dia 1, 600 mg no dia 2
e até 800 mg após o dia 2.
A dose deve
ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800 mg/dia,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente. Para a
terapia de manutenção em esquizofrenia não é necessário ajuste de dose.
Episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar
A dose
total diária para o início do tratamento é de 300 mg no dia 1, 600 mg no dia 2
e até 800 mg após o dia 2.
A dose deve
ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800 mg/dia,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar
o
Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada deve ser
administrado à noite, em dose única diária. o Hemifumarato de Quetiapina
comprimido de liberação prolongada deve ser titulado como descrito a seguir: 50
mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4). o Hemifumarato de
Quetiapina comprimido de liberação prolongada pode ser titulado até 400 mg no
dia 5 e até 600 mg no dia 8.
A eficácia
antidepressiva foi demonstrada com o Hemifumarato de Quetiapina comprimido
revestido 300 mg e 600 mg, entretanto, não foram vistos benefícios adicionais
no grupo de 600 mg durante tratamento de curto prazo.
Como adjuvante no tratamento de
episódios de depressão maior em Transtorno Depressivo Maior (MDD)
O
Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada deve ser
administrado à noite. A dose diária no início do tratamento é de 50 mg nos dias
1 e 2, e 150 mg nos dias 3 e 4. O efeito antidepressivo foi observado nas doses
de 150 e 300 mg/dia em estudos em adjuvância de curta duração (com
amitriptilina, bupropiona, citalopram, duloxetina, escitalopram, fluoxetina,
paroxetina, sertralina e venlafaxina). Existe um risco aumentado de eventos
adversos com doses maiores. Os médicos devem, portanto, garantir que a menor
dose eficaz seja usada para o tratamento, começando com 50 mg/dia. A
necessidade de aumentar a dose de 150 para 300 mg/dia deve ser baseada na
avaliação individual do paciente.
Se o
paciente esquecer de tomar o comprimido do Hemifumarato de Quetiapina
comprimido de liberação prolongada, deverá tomá-lo assim que se lembrar.
Deve tomar
a próxima dose no horário habitual e não deve tomar dose dobrada.
Idosos
Assim como
com outros antipsicóticos, o Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação
prolongada deve ser usado com cautela no paciente idoso, especialmente durante
o período inicial. Pode ser necessário ajustar a dose do Hemifumarato de
Quetiapina comprimido de liberação prolongada lentamente e a dose terapêutica
diária pode ser menor do que a usada por pacientes jovens. A depuração
plasmática média de Hemifumarato de Quetiapina foi reduzida em 30% a 50% em
pacientes idosos quando comparada a pacientes jovens. Pacientes idosos devem
iniciar o tratamento com 50 mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de
50 mg/dia até atingir a dose eficaz, dependendo da resposta clínica e da
tolerabilidade de cada paciente.
Em
pacientes idosos com episódios de depressão maior a administração deve iniciar
com 50 mg/dia nos dias 1 a 3, aumentando para 100 mg/dia no dia 4 e 150 mg/dia
no dia 8. A menor dose efetiva, a partir de 50 mg/dia deve ser usada. Com base
na avaliação individual do paciente, se for necessário aumentar a dose para 300
mg/dia, isso não deve ser antes do dia 22 do tratamento.
Crianças e adolescentes
A segurança
e a eficácia do Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada
não foram estabelecidas para crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade).
Insuficiência renal
Não é
necessário ajuste de dose.
Insuficiência hepática
O Hemifumarato de
Quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado. Portanto, o Hemifumarato
de Quetiapina comprimido de liberação prolongada deve ser usado com cautela em
pacientes com insuficiência hepática conhecida, especialmente durante o período
inicial. Pacientes com insuficiência hepática devem iniciar o tratamento com 50
mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de 50 mg/dia até atingir a
dose eficaz, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente.
Quais as reações adversas e os
efeitos colaterais do Hemifumarato de Quetiapina?
As reações
adversas a medicamentos (ADRs) mais comumente relatadas com o Hemifumarato
de Quetiapina (>10%) são: sonolência, tontura, boca seca,
sintomas de abstinência por descontinuação, elevação nos níveis séricos de
triglicérides, elevação no colesterol total (predominantemente
no LDL) redução do colesterol HDL, aumento de peso, redução da hemoglobina, de
sintomas extrapiramidais.
A incidência das ADRs associadas
com o Hemifumarato de Quetiapina está descrita na tabela a seguir:
|
Frequência |
Sistemas |
Reações
Adversas |
|
Muito comum (≥10%) |
Alterações gastrointestinais |
Boca seca |
|
Alterações
gerais |
Sintomas
de abstinência por descontinuaçãoa,j |
|
|
Investigações |
Elevações dos níveis de triglicérides
séricosa,k;
Elevações do colesterol total (predominantemente LDLcolesterol)a,l; Diminuição de HDL colesterola,r; Ganho de pesoc ; Diminuição da hemoglobinas |
|
|
Alterações
do sistema nervoso |
Tonturaa,e,q ; Sonolênciab,q; Sintomas extrapiramidaisa,p |
|
|
Comum (≥1% - < 10%) |
Alterações do sangue e sistema linfático |
Leucopeniaa, x |
|
Alterações
cardíacas |
Taquicardiaa,e; Palpitaçõest |
|
|
Alterações visuais |
Visão borrada |
|
|
Alterações
gastrointestinais |
Constipação; Dispepsia; Vômitov |
|
|
Alterações gerais |
Astenia leve; Edema periférico; Irritabilidade;
Pirexia |
|
|
Investigações |
Elevações
das alaninas aminotransaminases séricas (ALT)d ; Elevações nos níveis
de gama GTd ; Redução da contagem de
neutrófilosa, g ;
Aumento de eosinófilosw; Aumento
da glicose no sangue para níveis hiperglicêmicosa, h; Elevações da prolactina
séricao ; Diminuição do T4 totalu ; Diminuição do T4 livreu ; Diminuição do T3 totalu ; Aumento do TSHu |
|
|
Alterações do sistema nervoso |
Disartria |
|
|
Alterações
do metabolismo e nutrição |
Aumento
do apetite |
|
|
Alterações respiratórias, torácicas e do
mediastino |
Dispneiat |
|
|
Alterações
vasculares |
Hipotensão
ortostáticaa,e,q |
|
|
Alterações psiquiátricas |
Sonhos anormais e pesadelos |
|
|
Incomum
(≥0,1% - < 1%) |
Alterações
cardíacas |
Bradicardiay |
|
Alterações gastrointestinais |
Disfagiaa, i |
|
|
Alterações
do sistema imune |
Hipersensibilidade |
|
|
Investigações |
Elevações da aspartato aminotransferase
sérica (AST)d ;
Diminuição da contagem de plaquetasn ; Diminuição do T3 livreu |
|
|
Alterações
do sistema nervoso |
Convulsãoa ; Síndrome das pernas
inquietas; Discinesia tardiaa ; Síncopea,e,q |
|
|
Alterações respiratórias, torácicas e do
mediastino |
Rinite |
|
|
Alterações
renais e urinárias |
Retenção
urinária |
|
|
Rara (≥0,01% - < 0,1%) |
Alterações gerais |
Síndrome neuroléptica malignaa ; Hipotermia |
|
Distúrbios
hepatobiliares |
Hepatite (com ou sem icterícia) |
|
|
Investigações |
Elevação dos níveis de creatino fosfoquinase
no sanguem;
Agranulocitosez |
|
|
Alterações
psiquiátricas |
Sonambulismo
e outros eventos relacionados |
|
|
Alterações do sistema reprodutor e mamas |
Priapismo; Galactorréia |
|
|
Alterações
gastrointestinais |
Obstrução
intestinal / Íleo |
|
|
Muito rara (<0,01%) |
Alterações do sistema imune |
Reações anafiláticasf |
|
Desconhecida |
Distúrbios
gerais e condições do local de administração |
Abstinência
neonatalaa |
|
Distúrbios cutâneos e subcutâneos |
Reação ao medicamento com eosinofilia e
sintomas sistêmicos (DRESS) |
|
|
Distúrbios
gastrointestinais (exclusivo comprimido de liberação prolongada) |
Bezoarab |
a) Ver item "Quais
cuidados devo ter ao usar o Hemifumarato de Quetiapina?".
b) Pode ocorrer sonolência,
normalmente durante as duas primeiras semanas de tratamento, e que geralmente é
resolvida com a continuação da administração do Hemifumarato de Quetiapina.
c) Baseado no aumento de ≥ 7%
do peso corporal a partir do basal. Ocorre predominantemente durante as
primeiras semanas de tratamento, em adultos.
d) Foram observadas elevações
assintomáticas (mudança de normal a ≥ 3 x ULN a qualquer momento) dos níveis
das transaminases séricas (ALT – alanina aminotransferase, AST – aspartato
aminotransferase) ou dos níveis de gama-GT em alguns pacientes recebendo
Hemifumarato de Quetiapina. Geralmente, esses aumentos foram reversíveis no
decorrer do tratamento com Hemifumarato de Quetiapina.
e) Assim como com outros
antipsicóticos com atividade bloqueadora alfa1-adrenérgica, o Hemifumarato
de Quetiapina pode induzir hipotensão ortostática associada à tontura,
taquicardia e síncope em alguns pacientes, especialmente durante a fase inicial
de titulação da dose.
f) A inclusão da reação
anafilática é baseada em relatos pós-comercialização.
g) Em todos os estudos
clínicos de monoterapia placebo-controlados de curta duração entre pacientes
com contagem de neutrófilos basal ≥ 1,5 x 109 /L, a incidência de pelo menos uma ocorrência
da contagem de neutrófilos < 1,5 x 109 /L foi de 1,9% em pacientes tratados com
Hemifumarato de Quetiapina em comparação com 1,5% dos pacientes tratados com
placebo. A incidência ≥ 0,5 a < 1,0 x 109 /L foi 0,2% em pacientes tratados com
Hemifumarato de Quetiapina e 0,2% em pacientes tratados com placebo. Em estudos
clínicos conduzidos antes do aditamento ao protocolo para a descontinuação de
pacientes com contagem de neutrófilos <1,0 x 109 /L devido ao tratamento,
entre pacientes com contagem de neutrófilos basal ≥ 1,5 x 109 /L, a incidência de pelo
menos uma ocorrência da contagem de neutrófilos < 0,5 x 109 /L foi de 0,21% em
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina e 0% em pacientes tratados
com placebo.
h) Glicemia de jejum ≥
126mg/dL ou glicemia sem jejum ≥ 200mg/dL em pelo menos uma ocasião.
i) Aumento da taxa de
disfagia com Hemifumarato de Quetiapina versus placebo foi
observado apenas nos estudos clínicos de depressão bipolar.
j) Em estudos clínicos de
monoterapia placebo-controlados de fase aguda, que avaliaram os sintomas de
abstinência por descontinuação, a incidência agregada desses sintomas após a
interrupção abrupta foi de 12,1% para Hemifumarato de Quetiapina e 6,7% para o
placebo. A incidência agregada dos eventos adversos individuais (ex.: insônia,
náusea, cefaleia, diarreia, vômitos, tontura e irritabilidade) não
excedeu 5,3% em qualquer grupo de tratamento e geralmente foi resolvida após 1
semana da descontinuação.
k) Triglicérides ≥ 200 mg/dL
(em pacientes com idade ≥ 18 anos) ou ≥ 150 mg/dL (em pacientes com idade <
18 anos) em pelo menos uma ocasião.
l) Colesterol ≥ 240 mg/dL (em
pacientes com idade ≥ 18 anos) ou ≥ 200 mg/dL (em pacientes com idade < 18
anos) em pelo menos uma ocasião.
m) Baseado em relatórios de
eventos adversos em estudos clínicos, o aumento de creatino fosfoquinase no
sangue não está associado à síndrome neuroléptica maligna.
n) Plaquetas ≤ 100 x 109 /L em pelo menos uma
ocasião.
o) Níveis de prolactina
(pacientes com idade ≥ 18 anos): > 20µg/L em homens; > 30µg/L em mulheres
a qualquer momento.
p) Ver texto descrito a
seguir.
q) Pode levar a quedas.
r) HDL colesterol: < 40
mg/dL em homens; < 50 mg/dL em mulheres a qualquer momento.
s) Ocorreu diminuição de
hemoglobina para ≤ 13 g/dL em homens e ≤ 12 g/dL em mulheres em pelo menos uma
ocasião em 11% dos pacientes tomando Hemifumarato de Quetiapina em todos
os estudos, incluindo extensões abertas. Em estudos de curto prazo placebo-controlados,
ocorreu diminuição de hemoglobina para ≤ 13 g/dL em homens e ≤12 g/dL em
mulheres em pelo menos uma ocasião em 8,3% dos pacientes tomando Hemifumarato
de Quetiapina em comparação com 6,2% dos pacientes tomando placebo.
t) Esses relatos ocorreram
frequentemente na presença de taquicardia, tonturas, hipotensão ortostática
e/ou doença cardíaca/respiratória subjacente.
u) Baseado em mudanças a
partir da linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em
qualquer momento após a linha de base para todos os ensaios clínicos. Mudanças
no T4 total, T4 livre, T3 total e T3 livre são definidas como
< 0,8 x LLN (pmol / L) e mudança de TSH é > 5 mUI/L em qualquer momento.
v) Baseado no aumento da taxa
de vômito em pacientes idosos (≥ 65 anos de idade).
w) Baseado em mudanças da
linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em qualquer
momento após a linha de base em todos os ensaios clínicos. Alterações nos
eosinófilos são definidas como ≥ 1 x 109 células/L em qualquer momento.
x) Baseado em mudanças da
linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em qualquer
momento após a linha de base em todos os ensaios clínicos. Alterações nos
glóbulos brancos são definidas como ≤ 3 x 109 células/L em qualquer momento.
y) Pode ocorrer no tratamento
ou perto do início do tratamento e estar associada a hipotensão e/ou síncope.
Frequência baseada em relatos de eventos adversos de bradicardia e em eventos
relacionados em todos os ensaios clínicos com Hemifumarato de Quetiapina.
z) Com base na freqüência de
pacientes com neutropenia grave (<0.5 x 109/L) e infecções durante todos os
estudos clínicos de Hemifumarato de Quetiapina.
aa) Ver item "Quais
cuidados devo ter ao usar o Hemifumarato de Quetiapina?".
ab) Reação adversa observada
apenas em casos de superdose.
Sintomas extrapiramidais
Os
seguintes estudos clínicos (monoterapia e terapia combinada) incluem o
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina comprimido revestido
e Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada.
Em estudos
clínicos placebo-controlados de curto prazo em esquizofrenia e mania bipolar, a
incidência agregada de EPS foi similar ao placebo (esquizofrenia: 7,8% para
Hemifumarato de Quetiapina e 8% para o placebo; mania bipolar: 11,2% para
Hemifumarato de Quetiapina e 11,4% para o placebo). Em estudos clínicos
placebocontrolados de curto prazo em depressão bipolar, a incidência agregada
de EPS foi de 8,9% para Hemifumarato de Quetiapina em comparação com 3,8% para
o placebo, embora a incidência de eventos adversos individuais (ex.: acatisia,
alterações extrapiramidais, tremor, discinesia, distonia, inquietação,
contração muscular involuntária, hiperatividade psicomotora e
rigidez muscular) ter sido geralmente baixa e não ter excedido 4% em qualquer
grupo de tratamento.
Em estudos
clínicos de longo prazo de esquizofrenia e transtornos afetivos bipolares, a
incidência ajustada da exposição agregada de EPS devido ao tratamento foi
similar entre o Hemifumarato de Quetiapina e o placebo.
Níveis de hormônios tireoidianos
O
tratamento com o Hemifumarato de Quetiapina foi associado com diminuições
relacionadas à dose dos níveis de hormônios da tireoide. Em estudos clínicos
placebo-controlados de curto prazo, a incidência de alterações potenciais e
clinicamente significativas dos níveis de hormônios da tireoide foram: T4 total: 3,4% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,6% para o placebo;
T4 livre: 0,7% para o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,1%
para o placebo; T3 total: 0,54% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,0% para o placebo e
T3 livre: 0,2% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,0% para o placebo.
A incidência de alterações no TSH foi de 3,2% para o Hemifumarato de
Quetiapina versus 2,7% para o placebo. Em estudos de
monoterapia placebo-controlados de curto prazo, a incidência de alterações de
reciprocidade, potencial e clinicamente significativas no T3 e no TSH foi de 0,0% tanto
para o Hemifumarato de Quetiapina e quanto para o placebo e 0,1% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,0% para o placebo
para as alterações no T4 e no
TSH. A redução do T4 total e livre foi máxima
nas primeiras seis semanas de tratamento com o Hemifumarato de Quetiapina, sem
redução adicional durante o tratamento de longo prazo. Em quase todos os casos,
a interrupção do tratamento com o Hemifumarato de Quetiapina foi associada
com a reversão dos efeitos sobre T4 total e livre, independentemente da duração
do tratamento. Em oito pacientes, onde foi medida a TBG, os níveis de TBG não
foram alterados.
Pancreatite
Pancreatite
foi relatada nos estudos clínicos e durante a experiência pós-comercialização,
no entanto, não foi estabelecida uma relação causal. Entre os relatos
pós-comercialização, muitos pacientes apresentaram fatores conhecidos por
estarem associados à pancreatite, tais como aumento das triglicérides, cálculos
biliares e o consumo de álcool.
Constipação e obstrução
intestinal
A
constipação representa um fator de risco para a obstrução intestinal. Foram
relatadas constipação e obstrução intestinal com o uso da quetiapina. Isto
inclui relatos fatais em pacientes com alto risco de obstrução intestinal,
incluindo aqueles que estavam recebendo múltiplas medicações concomitantes que
reduzem a motilidade intestinal e/ou que podem não ter relatado sintomas de
constipação.
Outros possíveis eventos
Outros
possíveis eventos foram observados em ensaios clínicos com Hemifumarato de
Quetiapina; porém, uma relação causal não foi estabelecida: agitação,
ansiedade, faringite, prurido, dor abdominal, hipotensão postural,
dor nas costas, febre, gastroenterite,
hipertonia, espasmos, depressão, ambliopia, distúrbio da fala,
hipotensão, corpo pesado, hipertensão, falta de coordenação, pensamentos
anormais, ataxia, sinusite, sudorese, infecção do
trato urinário, fadiga, letargia, congestão nasal,
artralgia, parestesia, tosse, hipersonia, congestão nasal,
doença do refluxo gastroesofágico, dor nas extremidades,
perturbações do equilíbrio, hipoestesia, parkinsonismo, anorexia, abscesso no
dente, epistaxe, agressão, rigidez musculoesquelética, superdosagem
acidental, acne, palidez, desconforto no estômago, dor de ouvido,
parestesia e sede.
Experiência pós-comercialização
As
seguintes reações adversas foram identificadas durante a comercialização de
Hemifumarato de Quetiapina. Como estas reações são relatadas voluntariamente
por população de tamanho incerto, não é sempre possível estimar com segurança a
sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao
medicamento.
As reações
adversas relatadas desde a introdução no mercado, que foram temporalmente
relacionados à terapia com Hemifumarato de Quetiapina, incluem: reação
anafilática, cardiomiopatia, reação medicamentosa com eosinofilia e
sintomas sistémicos (HID), hiponatremia, miocardite, enurese noturna,
pancreatite, amnésia retrógrada, rabdomiólise, síndrome de secreção inadequada
de hormônio antidiurético (SIADH), síndrome de Stevens-Johnson (SSJ),
e necrólise epidérmica tóxica (NET).
Em casos de
eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária
- NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm,
ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Exclusivo Comprimido Revestido
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade)
As mesmas
reações adversas acima descritas para adultos devem ser consideradas para
crianças e adolescentes.
A tabela a seguir resume as
reações adversas que ocorrem em maior frequência em crianças e adolescentes do
que em adultos ou reações adversas que não foram identificadas em pacientes
adultos.
|
Frequência |
Sistêmas |
Reações
adversas |
|
Muito comum (≥10%) |
Alterações no metabolismo e nutricional |
Aumento do apetite |
|
Investigações |
Elevações
da prolactina séricaa ;
Aumento na pressão arterialb |
|
|
Alterações gastrointestinais |
Vômito |
|
|
Comum
(≥1% - <10%) |
Alterações
respiratórias, torácicas e do mediastino |
Rinite |
|
Alterações do sistema nervoso |
Síncope |
(a) Níveis de prolactina
(pacientes < 18 anos de idade): > 20µg/L em homens; > 26µg/L em
mulheres a qualquer momento. Menos de 1% dos pacientes tiveram um aumento do
nível de prolactina > 100µg/L.
(b) Baseado nos dados lineares
clinicamente significativos (adaptados a partir dos critérios do National
Institutes of Health) ou aumentos > 20 mmHg para pressão arterial sistólica
ou > 10 mmHg para pressão arterial diastólica, a qualquer momento, em dois
estudos agudos placebo-controlados (3-6 semanas) em crianças e adolescentes.
Ganho de peso em crianças e
adolescentes
Em um
estudo clínico placebo-controlado de 6 semanas em esquizofrenia com pacientes
adolescentes (13 a 17 anos de idade), a média de aumento no peso corporal foi
2,0 Kg no grupo Hemifumarato de Quetiapina e 0,4 Kg no grupo placebo. 21% dos
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina e 7% dos pacientes tratados
com placebo adquiriram ≥ 7% do seu peso corporal.
Em um
estudo clínico placebo-controlado de 3 semanas em mania bipolar com crianças e
adolescentes (10 a 17 anos de idade), a média de aumento no peso corporal foi
1,7 Kg no grupo Hemifumarato de Quetiapina e 0,4 Kg no grupo placebo. 12% dos
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina e 0% dos pacientes tratados
com placebo adquiriram ≥ 7% do seu peso corporal.
Em um
estudo clínico aberto que envolveu pacientes dos dois estudos citados
anteriormente, 63% dos pacientes (241/380) completaram 26 semanas de terapia
com Hemifumarato de Quetiapina. Após 26 semanas de tratamento, a média de
aumento no peso corporal foi 4,4 Kg. 45% dos pacientes adquiriram ≥ 7% do seu
peso corporal, não ajustado ao crescimento normal. A fim de ajustar para o
crescimento normal, após 26 semanas, um aumento de pelo menos 0,5 no desvio
padrão do basal no IMC foi utilizado como uma medida de uma mudança
clinicamente significativa; 18,3% dos pacientes com Hemifumarato de Quetiapina
preencheram este critério após 26 semanas de tratamento.
Sintomas extrapiramidais em
crianças e adolescentes
Em um estudo clínico de
monoterapia placebo-controlado de curto prazo em esquizofrenia com pacientes
adolescentes (13 a 17 anos de idade), a incidência agregada de EPS foi 12,9%
para Hemifumarato de Quetiapina e 5,3% para o placebo, embora a incidência dos
eventos adversos individuais (ex.: acatisia, tremor, alterações
extrapiramidais, hipocinesia, inquietação, hiperatividade psicomotora, rigidez
muscular, discinesia) foi geralmente baixa e não excedeu 4,1% em nenhum grupo
de tratamento. Em um estudo clínico de monoterapia placebo-controlado de curto
prazo em mania bipolar com crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade), a
incidência agregada de EPS foi 3,6% para Hemifumarato de Quetiapina e 1,1% para
o placebo.
Superdose: o que acontece se
tomar uma dose do Hemifumarato de Quetiapina maior do que a recomendada?
Em estudos
clínicos, a sobrevida foi relatada em superdose aguda de até 30 g de
quetiapina. A maioria dos pacientes com superdosagem não apresentou eventos
adversos ou recuperou-se completamente dos eventos adversos relatados. Morte
foi relatada em um estudo clínico seguido de superdose de 13,6 g de quetiapina
sozinha.
Na
experiência pós-comercialização, foram relatados casos raros de superdose com o
uso de quetiapina, resultando em morte ou coma.
Na
experiência pós-comercialização, foram relatados casos de prolongamento do
intervalo QT com superdose.
Pacientes
com doença cardiovascular grave pré-existente podem ter o risco aumentado dos
efeitos da superdose.
Em geral,
os sinais e sintomas relatados foram resultantes da exacerbação dos efeitos
farmacológicos conhecidos da quetiapina, isto é, sonolência e sedação,
taquicardia, hipotensão e efeitos anticolinérgicos.
Tratamento da superdose
Não há
antídoto específico para a quetiapina. Em casos de intoxicação grave,
a possibilidade do envolvimento de múltiplos fármacos deve ser considerada e
recomenda-se procedimentos de terapia intensiva, incluindo estabelecimento e
manutenção de vias aéreas desobstruídas, garantindo oxigenação e ventilação
adequadas, e monitoração e suporte do sistema cardiovascular. Neste
contexto, relatórios publicados na definição de sintomas anticolinérgicos,
descrevem uma reversão dos efeitos graves sobre o SNC, incluindo coma e
delírio, com a administração de fisostigmina intravenosa (1-2 mg), com
monitoramento contínuo do ECG.
Os casos de
hipotensão refratária a superdose de quetiapina devem ser tratados com medidas
adequadas, tais como fluidos intravenosos e/ou agentes simpatomiméticos
(adrenalina e dopamina devem ser evitadas, uma vez que a estimulação beta pode
piorar a hipotensão devido ao bloqueio alfa induzido pela quetiapina).
Supervisão
médica e monitoração cuidadosa devem ser mantidas até a recuperação do
paciente.
Em caso de
intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Exclusivo Comprimido de
Liberação Prolongada: A
superdose de Hemifumarato de Quetiapina pode levar à formação de bezoar
gástrico, e neste caso, é recomendado um método diagnóstico por imagem
apropriado para orientar o correto tratamento ao paciente. A lavagem gástrica
de rotina pode não ser efetiva na remoção do bezoar, devido à consistência
viscosa da massa formada. A remoção do bezoar medicamentoso através de
procedimento endoscópico foi realizada em vários casos com sucesso.
Interação medicamentosa: quais
os efeitos de tomar Hemifumarato de Quetiapina com outros remédios?
Devido aos
efeitos primários do Hemifumarato de Quetiapina sobre o SNC, Hemifumarato
de Quetiapina deve ser usado com cuidado em combinação com outros fármacos de
ação central e com álcool.
O uso de
Hemifumarato de Quetiapina concomitante com outros fármacos conhecidos por
causar desequilíbrio eletrolítico ou por aumentar o intervalo QT deve ser feito
com cautela.
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser utilizado com cautela em pacientes recebendo outras
medicações com efeitos anticolinérgicos (muscarínicos).
A
farmacocinética do lítio não foi alterada quando co-administrado com
Hemifumarato de Quetiapina.
As
farmacocinéticas de valproato de sódio e do Hemifumarato de Quetiapina não
foram alteradas de forma clinicamente relevantes quando co-administrados.
A
farmacocinética do Hemifumarato de Quetiapina não foi alterada de forma
significativa após a co-administração com os antipsicóticos risperidona ou haloperidol.
Entretanto, a co-administração de Hemifumarato de Quetiapina com tioridazina
causou elevação do clearance do Hemifumarato de Quetiapina.
O Hemifumarato
de Quetiapina não induziu os sistemas enzimáticos hepáticos envolvidos no
metabolismo da antipirina. Entretanto, em um estudo de múltiplas doses em
pacientes para avaliar a farmacocinética do Hemifumarato de Quetiapina
administrada antes e durante tratamento com carbamazepina (um
conhecido indutor de enzima hepática), a co-administração de carbamazepina
aumentou significativamente a depuração do Hemifumarato de Quetiapina. Este
aumento da depuração reduziu a exposição sistêmica ao Hemifumarato de
Quetiapina (medida pela AUC) para uma média de 13% da exposição durante
administração do o Hemifumarato de Quetiapina em monoterapia; embora um
maior efeito tenha sido observado em muitos pacientes. Como consequência desta
interação, pode ocorrer diminuição da concentração plasmática do Hemifumarato
de Quetiapina e, consequentemente, um aumento da dose de Hemifumarato de
Quetiapina deve ser considerado em cada paciente, dependendo da resposta
clínica.
·
Exclusivo Comprimido Revestido: Deve-se notar que a dose máxima diária
recomendada de Hemifumarato de Quetiapina é 600 a 800 mg/dia dependendo da
indicação.
·
Exclusivo Comprimdio de Liberação Prolongada: A segurança de doses acima
de 800 mg/dia não foi estabelecida nos estudos clínicos.
Tratamentos
contínuos em altas doses devem ser considerados somente como resultado de
considerações cuidadosas da avaliação do risco/benefício para cada paciente. A
co-administração de Hemifumarato de Quetiapina e outro indutor de enzima
microssomal, fenitoína, também causou aumentos na depuração do o Hemifumarato
de Quetiapina.
Doses
elevadas de Hemifumarato de Quetiapina podem ser necessárias para manter o
controle dos sintomas psicóticos em pacientes que estejam recebendo
concomitantemente Hemifumarato de Quetiapina e fenitoína ou outros indutores de
enzimas hepáticas (por exemplo: barbituratos, rifampicina, etc.).
Pode ser necessária a redução de dose de Hemifumarato de Quetiapina se a
fenitoína, a carbamazepina ou outro indutor de enzimas hepáticas forem
retirados e substituídos por um agente não indutor (por exemplo: valproato de
sódio).
A CYP3A4 é
a principal enzima responsável pelo metabolismo do o Hemifumarato de
Quetiapina mediado pelo citocromo P450. A farmacocinética do o
Hemifumarato de Quetiapina não foi alterada após co-administração com cimetidina,
um conhecido inibidor da enzima P450. A farmacocinética
do Hemifumarato de Quetiapina não foi significativamente alterada após
co-administração com os antidepressivos imipramina (um conhecido inibidor da
CYP2D6) ou fluoxetina (um conhecido inibidor da CYP3A4 e da CYP2D6). Em estudos
de múltiplas doses em voluntários sadios para avaliar a farmacocinética
do o Hemifumarato de Quetiapina antes da administração e durante o
tratamento com cetoconazol, a co-administração do cetoconazol
resultou em aumento na média da Cmáx e da AUC do o Hemifumarato de Quetiapina
de 235% e 522%, respectivamente, correspondendo a uma diminuição da depuração
oral média de 84%. A meia-vida média do o Hemifumarato de Quetiapina
aumentou de 2,6 para 6,8 horas, mas o tmax médio ficou inalterado. Devido ao
potencial para uma interação de magnitude semelhante em uso clínico, a dose de
Hemifumarato de Quetiapina deve ser reduzida durante o uso concomitante do
Hemifumarato de Quetiapina e potentes inibidores da CYP3A4 (como antifúngicos
do tipo azóis, antibióticos macrolídeos e inibidores da protease).
Houve relatos de resultados
falso-positivos em ensaios imunoenzimáticos para metadona e
antidepressivos tricíclicos em pacientes que tenham tomado o Hemifumarato de
Quetiapina. É recomendado que imunoensaios de varredura de resultado
questionável sejam confirmados por técnica cromatográfica apropriada.
Quais cuidados devo ter ao usar
o Hemifumarato de Quetiapina?
Ideação
suicida e comportamento suicida ou piora clínica
A depressão
está associada a aumento de risco de ideação suicida, auto-mutilação e
comportamento suicida. Este risco persiste até ocorrer uma remissão
significativa. Como a melhora clinica pode não ocorrer nas primeiras semanas de
tratamento, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados até que a melhora
ocorra. A experiência clínica demonstra que o risco de suicídio pode aumentar
nos primeiros estágios da recuperação.
Outros
transtornos psiquiátricos para os quais o Hemifumarato de Quetiapina é
prescrita também podem estar associados ao aumento do risco de comportamento
suicida.*
*Exclusivo
Comprimido de Liberação Prolongada: Além disso, essas condições podem ser
associadas a episódios de depressão maior. As mesmas precauções observadas no
tratamento de pacientes com episódios de depressão maior devem ser tomadas
durante o tratamento de pacientes com outros transtornos psiquiátricos.
Pacientes
com histórico de comportamento suicida ou aqueles que apresentavam um grau
significativo de ideação suicida antes do início do tratamento são conhecidos
por apresentar altos riscos de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio e
devem ser cuidadosamente monitorados durante o tratamento. Uma metanálise da
FDA de estudos clínicos placebo-controlados com fármacos antidepressivos em
aproximadamente 4400 crianças e adolescentes e 77000 pacientes adultos com
transtornos psiquiátricos mostrou um aumento de risco de comportamento suicida
com antidepressivos em comparação com o placebo em crianças, adolescentes e
jovens com menos de 25 anos de idade. Esta metanálise não incluiu estudos
envolvendo o Hemifumarato de Quetiapina.
Neutropenia e agranulocitose
Neutropenia
grave (<0,5 x 109 /L) sem infecção foi
raramente relatada nos estudos clínicos de curto prazo placebo controlados em
monoterapia com Hemifumarato de Quetiapina. Há relatos de agranulocitose
(neutropenia grave com infecção) entre todos os pacientes tratados com Hemifumarato
de Quetiapina nos ensaios clínicos (rara) assim como no período
pós-comercialização (incluindo casos fatais). A maioria desses casos de
neutropenia grave ocorreram dentro dos primeiros dois meses do início de
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina. Aparentemente não houve relação com
a dose. Os possíveis fatores de risco para neutropenia incluem a baixa contagem
de leucócitos preexistente e histórico de neutropenia induzida por fármacos.
O Hemifumarato de Quetiapina deve ser descontinuada em pacientes com
contagem de neutrófilos <1,0 x 109 /L. Esses pacientes devem ser observados
quanto aos sinais e sintomas de infecção e contagem de neutrófilos (até 1,5 x
109 /L).
Houve casos
de agranulocitose em pacientes sem fatores de risco preexistentes. A
neutropenia deve ser considerada em pacientes com infecção, especialmente na
ausência de fatores de predisposição óbvios, ou em pacientes com febre
inexplicável, e devem ser tratadas de modo clinicamente apropriado.
Aumentos de glicose no sangue e
hiperglicemia
Aumentos de
glicose no sangue e hiperglicemia, e relatos ocasionais de diabetes foram
observados nos estudos clínicos com Hemifumarato de Quetiapina. Embora uma
relação causal com o diabetes não tenha sido estabelecida, pacientes que
apresentem risco para desenvolver diabetes são aconselhados a fazer
monitoramento clínico apropriado. Do mesmo modo, pacientes diabéticos devem ser
monitorados para possível exacerbação.
Lipídeos
Aumentos de
triglicérides e colesterol e diminuição de HDL foram observados nos estudos
clínicos com Hemifumarato de Quetiapina. Mudanças no perfil lipídico devem ser
clinicamente controladas.
Fatores Metabólicos
Em alguns
pacientes observou-se nos estudos clínicos o agravamento de mais de um dos
fatores metabólicos de peso, glicemia e lipídeos. Alterações nesses parâmetros
devem ser clinicamente controladas.
Doenças concomitantes
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser usado com precaução em pacientes com doença
cardiovascular conhecida, doença vascular cerebral ou outras condições
que predisponham à hipotensão.
Hemifumarato
de Quetiapina pode induzir hipotensão ortostática, especialmente durante o
período inicial de titulação da dose.
Em
pacientes com histórico ou em risco para apneia do sono e que estão recebendo
concomitantemente depressivos do sistema nervoso central (SNC), Hemifumarato de
Quetiapina deve ser utilizado com cautela.
Disfagia
Disfagia e
aspiração têm sido relatadas com Hemifumarato de Quetiapina. Embora uma relação
causal com pneumonia por aspiração não tenha sido estabelecida, Hemifumarato de
Quetiapina deve ser usado com cautela em pacientes com risco de pneumonia por
aspiração.
Sintomas extrapiramidais (EPS)
Em estudos
clínicos placebo-controlados em esquizofrenia e mania bipolar, a incidência de
EPS não foi diferente do placebo em toda a faixa de doses recomendada. Isto é
um fator preditivo de que a quetiapina tenha menor potencial de induzir
discinesia tardia em pacientes portadores de esquizofrenia e mania bipolar em
comparação com agentes antipsicóticos típicos. Em estudos clínicos
placebo-controlados de curto prazo em depressão bipolar, a incidência de EPS
foi maior em pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina do que nos
pacientes tratados com placebo.
Síndrome neuroléptica maligna
Um complexo
de sintomas potencialmente fatal, por vezes referido como SNM – Síndrome
Neuroléptica Maligna tem sido relatada em associação com a administração de
fármacos antipsicóticos, incluindo Hemifumarato de Quetiapina. Casos raros de
SNM já foram relatados com Hemifumarato de Quetiapina. As manifestações
clínicas da SNM são hiperpirexia, rigidez muscular, estado mental alterado e
evidência de instabilidade autonôma (pulso ou pressão arterial irregular,
taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca). Sinais adicionais podem incluir
aumento da creatina fosfoquinase, mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência
renal aguda.
A avaliação
diagnóstica dos pacientes com esta síndrome é complicada. Para chegar a
um diagnóstico, é importante excluir os casos em que quadro clínico
inclua tanto doença médica grave (por exemplo, pneumonia, infecção sistêmica,
etc.) e não tratada ou sinais e sintomas extrapiramidais (EPS) inadequadamente
tratados. Outras considerações importantes no diagnóstico diferencial incluem a
toxicidade centro anticolinérgico, insolação, febre medicamentosa e patologia
primária do Sistema Nervoso Central (SNC).
A gestão do SNM deve incluir:
·
Interrupção
imediata dos fármacos antipsicóticos e outros medicamentos não essenciais para
a terapia concomitante;
·
Tratamento
sintomático intensivo e acompanhamento médico;
·
O
tratamento de quaisquer problemas médicos sérios concomitantes para os quais
estão disponíveis tratamentos específicos.
Não existe
um acordo geral sobre os regimes de tratamento farmacológicos específicos para
SNM.
Se um
paciente requerer tratamento com droga antipsicótica após recuperação de SNM, a
reintrodução da terapia medicamentosa deve ser cuidadosamente considerada. O
paciente deve ser cuidadosamente monitorado quando o reaparecimento de SNM for
relatado.
Discinesia tardia
Uma
síndrome de movimentos discinéticos involuntários potencialmente irreversível
pode se desenvolver em pacientes tratados com medicamentos antipsicóticos,
incluindo Hemifumarato de Quetiapina. Embora a prevalência da síndrome pareça
ser maior entre idosos, especialmente mulheres idosas, não é possível confiar
em estimativas de prevalência para prever, no início do tratamento
antipsicótico, quais pacientes são propensos a desenvolver a síndrome. É
desconhecido, se medicamentos antipsicóticos diferem quanto ao potencial de
causar discinesia tardia.
Acredita-se
que o risco de desenvolver discinesia tardia e a probabilidade de que ele se
torne irreversível aumentam à medida que a duração do tratamento e da dose
cumulativa total de medicamentos antipsicóticos administrados ao paciente
aumenta. No entanto, a síndrome pode se desenvolver, embora muito menos
frequente, após períodos de tratamento relativamente curtos em doses baixas ou
podem mesmo surgir, após a interrupção do tratamento.
Não há
nenhum tratamento conhecido para casos estabelecidos de discinesia tardia,
embora a síndrome possa diminuir, parcial ou totalmente, se o tratamento
antipsicótico for retirado. O tratamento antipsicótico, em si, no entanto, pode
suprimir (ou parcialmente suprimir) os sinais e sintomas da síndrome e, assim,
pode mascarar o processo subjacente. O efeito que a supressão sintomática tem
sobre o efeito de longo prazo da síndrome é desconhecido.
Tendo em
conta estas considerações, Hemifumarato de Quetiapina deve ser prescrito de
maneira a minimizar uma possível ocorrência de discinesia tardia. O tratamento
crônico de antipsicótico geralmente deve ser reservado para pacientes que
parecem sofrer de uma doença crónica que responde a antipsicóticos, e, para
quem os tratamentos alternativos, igualmente eficazes, mas potencialmente menos
prejudiciais não estão disponíveis ou adequados. Deve-se buscar a menor dose e
a duração mais curta de tratamento que produza uma resposta clínica
satisfatória em pacientes que necessitam de tratamento crônico. A necessidade
de tratamento contínuo deve ser reavaliada periodicamente.
Se os
sinais e sintomas de discinesia tardia se apresentarem em um paciente em
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina, a descontinuação do medicamento deve
ser considerada. No entanto, alguns pacientes podem necessitar do tratamento
com Hemifumarato de Quetiapina, apesar da presença da síndrome.
Convulsões
Durante os
ensaios clínicos, convulsões ocorreram em 0,5% (20/3490) dos pacientes tratados
com Hemifumarato de Quetiapina em comparação com 0,2% (2/954) no grupo placebo
e 0,7% (4/527) no grupo controle com medicamento ativo. Tal como acontece com
outros antipsicóticos, Hemifumarato de Quetiapina deve ser usado com precaução
em pacientes com histórico de convulsões ou com condições que potencialmente
diminuam o limiar convulsivo, por exemplo, Alzheimer.
As condições que diminuem o limiar convulsivo podem ser mais prevalentes na
população de 65 anos ou mais.
Prolongamento do intervalo QT
Em estudos
clínicos, o Hemifumarato de Quetiapina não foi associada a aumento
persistente no intervalo QT absoluto. Entretanto, na experiência
pós-comercialização houve casos relatados de prolongamento do intervalo QT com
superdose (ver item Superdose). Assim como com outros antipsicóticos,
o Hemifumarato de Quetiapina deve ser prescrita com cautela a pacientes
com distúrbios cardiovasculares ou histórico familiar de prolongamento de
intervalo QT. O Hemifumarato de Quetiapina também deve ser prescrita com cautela
tanto com medicamentos conhecidos por aumentar o intervalo QT como em
concomitância com neurolépticos, especialmente para pacientes com risco
aumentado de prolongamento do intervalo QT, como pacientes idosos, pacientes
com síndrome congênita de intervalo QT longo, insuficiência cardíaca congestiva,
hipertrofia cardíaca, hipocalemia ou hipomagnesemia.
Cardiomiopatias e Miocardites
Cardiomiopatias
e miocardites foram reportadas em estudos clínicos e na experiência
póscomercialização, entretanto a relação causal com o Hemifumarato de
Quetiapina não foi estabelecia. O tratamento com Hemifumarato de Quetiapina,
para pacientes com suspeita de cardiomiopatia ou miocardites, deve ser
reavaliado.
Reações Adversas Cutâneas Graves
Reações
Adversas Cutâneas Graves (SCARs), incluindo síndrome de Stevens-Johnsons (SJS),
Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN) e reações ao medicamento com eosinofilia e
sintomas sistêmicos (DRESS) são reações adversas potencialmente fatais que
foram reportadas durante a exposição ao Hemifumarato de Quetiapina. SCARs
normalmente são apresentadas como uma combinação dos seguintes sintomas:
erupção cutânea extensa ou dermatite esfoliativa, febre,
linfadenopatia e possível eosinofilia. Descontinue o uso de Hemifumarato de
Quetiapina caso ocorram Reações Adversas Cutâneas Graves.
Descontinuação
Sintomas de
abstinência por descontinuação aguda como insônia, náusea e vômito têm sido
descritos após interrupção abrupta do tratamento com fármacos antipsicóticos
como o Hemifumarato de Quetiapina. É aconselhada a descontinuação gradual por
um período de pelo menos uma a duas semanas.
Uso indevido e abuso
Casos de
uso indevido e abuso têm sido reportados. É necessário cuidado ao prescrever
Hemifumarato de Quetiapina para pacientes com histórico de abuso de drogas ou
álcool.
Efeitos anticolinérgicos
(muscarínico)
A
norquetiapina, um metabólito ativo do Hemifumarato de Quetiapina, tem afinidade
moderada à alta por vários subtipos de receptores muscarínicos. Isto contribui
para as reações adversas a medicamentos (ADRs) que refletem os efeitos
anticolinérgico, quando Hemifumarato de Quetiapina é utilizado nas doses
recomendadas, concomitantemente a outras medicações com efeito anticolinérgico
e quando estabelecida uma superdose.
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser utilizado com cautela por pacientes recebendo
medicamentos que apresentam efeitos anticolinérgicos (muscarínicos).
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser utilizado com cautela em pacientes com diagnóstico atual
ou histórico de retenção urinária, hipertrofia prostática clinicamente
significativa, obstrução intestinal ou condições relacionadas, pressão
intraocular elevada ou glaucoma de ângulo fechado.
Interações
O uso
concomitante de Hemifumarato de Quetiapina com indutores de enzimas hepáticas,
como carbamazepina, pode diminuir substancialmente a exposição sistêmica ao
Hemifumarato de Quetiapina. Dependendo da resposta clínica, altas doses de
Hemifumarato de Quetiapina podem ser consideradas, se usado concomitantemente
com indutores de enzimas hepáticas.
Durante a
administração concomitante de fármacos inibidores potentes da CYP3A4 (como
antifúngicos azóis, antibióticos macrolídeos e inibidores da protease), as
concentrações plasmáticas desses podem estar significativamente aumentadas,
conforme observado em pacientes nos estudos clínicos. Como consequência, doses
reduzidas de Hemifumarato de Quetiapina devem ser usadas. Considerações
especiais devem ser feitas em idosos e pacientes debilitados. A relação
risco/benefício precisa ser considerada como base individual em todos os
pacientes.
Para informações referentes a
ajuste de dose para pacientes idosos, crianças e adolescentes, pacientes com
insuficiência renal e hepática:
Pacientes idosos com demência
Hemifumarato
de Quetiapina não está aprovado para o tratamento de pacientes idosos com
psicose relacionada à demência.
Exclusivo Comprimido Revestido
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade):
Embora nem
todas as reações adversas identificadas em pacientes adultos tenham sido
observadas nos estudos clínicos com Hemifumarato de Quetiapina em crianças e
adolescentes, as mesmas precauções e advertências mencionadas para adultos
devem ser consideradas para crianças e adolescentes. Além disso, alterações na
pressão arterial, testes de função tireoidiana, ganho de peso e elevação dos
níveis de prolactina foram observados e devem ser clinicamente monitorados.
Dados de
segurança de longo prazo, por mais de 26 semanas de tratamento com Hemifumarato
de Quetiapina, incluindo crescimento, maturação e desenvolvimento
comportamental, não estão disponíveis para crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade).
Níveis de prolactina:
Em dois
estudos clínicos agudos placebo-controlados em pacientes pediátricos (de 10 a
17 anos), a incidência de pacientes que apresentaram níveis de prolactina
normais na inclusão e que foi alterado para um valor clinicamente importante em
qualquer momento do estudo foi 11,3% (13,4% em meninos e 8,7% em meninas) no
grupo Hemifumarato de Quetiapina e 2,63% (4,0% em meninos e 0,0% em meninas) no
grupo placebo.
As
consequências clínicas do aumento dos níveis de prolactina podem incluir
amenorréia, galactorréia e ginecomastia.
Efeitos sobre a capacidade de
dirigir veículos e operar máquinas
Devido ao
seu efeito primário no SNC, o Hemifumarato de Quetiapina pode interferir em
atividades que requeiram um maior alerta mental. Portanto, pacientes devem
ser orientados a não dirigir veículos ou operar máquinas até que a
suscetibilidade individual seja conhecida.
Uso durante a gravidez e
lactação
Categoria
de risco na gravidez: C.
Este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista.
A segurança
e a eficácia de Hemifumarato de Quetiapina durante a gestação humana não foram
estabelecidas. Foram relatados sintomas de abstinência neonatal após algumas
gravidezes durante as quais o Hemifumarato de Quetiapina foi usada.
Portanto, Hemifumarato de Quetiapina só deve ser usado durante a gravidez se os
benefícios justificarem os riscos potenciais.
Foram
publicados relatos sobre a excreção de Hemifumarato de Quetiapina durante a
amamentação, no entanto, o nível de excreção não foi consistente. As mulheres
que estiverem amamentando devem ser aconselhadas a evitar a amamentação
enquanto fazem uso de Hemifumarato de Quetiapina.
Este medicamento contém lactose
(19,00 mg/comprimido de 25 mg; 20,70 mg/comprimido de 100 mg; 41,40
mg/comprimido de 200 mg), portanto, deve ser usado com cautela por pacientes
com intolerância a lactose.
Qual a ação da substância
Hemifumarato de Quetiapina?
Resultados
de Eficácia
Comprimido Revestido
Estudos
clínicos demonstraram que Hemifumarato de Quetiapina é eficaz quando
administrado 2 vezes ao dia, apesar do Hemifumarato de Quetiapina ter uma
meia-vida farmacocinética de 7 horas. Isto é sustentado por dados de um estudo
de tomografia com emissão de pósitrons (PET), que identificou
que para o Hemifumarato de Quetiapina, a ocupação dos receptores 5HT2 e dos
receptores de dopamina D2 é mantida por até 12 horas.1
A segurança
e a eficácia de doses maiores que 800 mg/dia não foram avaliadas.
Esquizofrenia
Em estudos
clínicos, Hemifumarato de Quetiapina mostrou ser eficaz no tratamento dos
sintomas positivos e negativos da esquizofrenia. Em estudos comparativos
Hemifumarato de Quetiapina demonstrou ser tão eficaz quanto os agentes
antipsicóticos, tais como clorpromazina e haloperidol.2
Monoterapia ou adjuvante no
tratamento de episódios de mania associados ao transtorno afetivo bipolar
Em estudos
clínicos, Hemifumarato de Quetiapina demonstrou ser efetivo como monoterapia ou
em terapia adjuvante na redução dos sintomas de mania em pacientes com mania
bipolar. A média de dose da última semana de Hemifumarato de Quetiapina em
respondedores foi de aproximadamente 600 mg/dia e aproximadamente 85% dos
respondedores estão dentro da faixa de dose de 400 a 800 mg/dia.3
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar
Em quatro
estudos clínicos, que incluíram pacientes com transtorno afetivo bipolar I,
bipolar II e pacientes com ou sem ciclagem rápida, Hemifumarato de Quetiapina
demonstrou ser efetivo em pacientes com depressão bipolar nas doses de 300 e
600 mg/dia, entretanto, não foi visto benefício adicional com doses de 600 mg
durante tratamento de curto prazo.
Nestes
quatro estudos, Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo na redução
da escala total MADRS (Escala de Montgomery-Asberg para Depressão). O efeito
antidepressivo de Hemifumarato de Quetiapina foi significativo no dia 8 (semana
1) e foi mantido até o final dos estudos (semana 8). O tratamento com
Hemifumarato de Quetiapina 300 ou 600 mg à noite reduziu os sintomas de
depressão e de ansiedade em pacientes com depressão bipolar. Houve menos
episódios de mania emergente do tratamento com cada uma das doses de
Hemifumarato de Quetiapina do que com placebo. Em três dos quatro estudos, para
os grupos de dose 300 mg e 600 mg, foi observada uma melhora estatisticamente
significativa em relação ao placebo na redução de pensamentos suicidas medido
pelo item 10 da MADRS e em 2 dos 3 estudos, para o grupo de dose 300 mg, foi
observada melhora da qualidade de vida e da satisfação relatada para várias
áreas funcionais, medidas usando o Questionário de Satisfação e Qualidade de
Vida (Q-LES-Q (SF)).
A
manutenção da eficácia antidepressiva foi estabelecida em adultos em dois
estudos clínicos de depressão bipolar com Hemifumarato de Quetiapina. Esses
estudos incluíram uma fase aguda placebo-controlada de 8 semanas seguida por
uma fase contínua placebo-controlada de pelo menos 26 semanas e de até 52
semanas de duração. Os pacientes tinham que estar estáveis no término da fase
aguda para serem randomizados para a fase contínua. Em ambos os estudos,
Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo aumentando o tempo até a
recorrência de qualquer evento de humor (depressão, misto ou de mania). A
redução de risco dos estudos agrupados foi de 49%. O risco de um evento de
humor para Hemifumarato de Quetiapina versus placebo foi
reduzido em 41% com a dose de 300 mg e em 55% com a dose de 600 mg.
Manutenção do transtorno afetivo
bipolar I em combinação com os estabilizadores de humor lítio ou valproato
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina no tratamento de manutenção do transtorno afetivo
bipolar em combinação foi estabelecida em dois estudos clínicos
placebo-controlados em 1326 pacientes, que estavam de acordo com os critérios
DSM-IV para transtorno bipolar I. Os estudos incluíram pacientes cujo episódio
de humor mais recente foi de mania, depressivo ou misto, com ou sem
características psicóticas. Na fase aberta do estudo, foi exigido que os
pacientes fossem estabilizados com Hemifumarato de Quetiapina em combinação com
estabilizador de humor (lítio ou valproato) por um mínimo de 12 semanas para
serem randomizados. Na fase de randomização, alguns pacientes continuaram o
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina (400 a 800mg/dia com uma dose média
de 507 mg/dia) em combinação com estabilizador de humor (lítio ou valproato) e
outros receberam placebo em combinação com estabilizador de humor (lítio ou
valproato) por até 104 semanas.
No desfecho
primário em cada estudo, Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo no
aumento do tempo até a recorrência de qualquer evento de humor (de mania, misto
ou depressivo). Nestes estudos em combinação, o risco de qualquer evento de
humor foi reduzido em 70% com o tratamento de Hemifumarato de Quetiapina em
comparação ao placebo. O período no qual 20% dos pacientes apresentaram
recorrência de qualquer evento de humor foi de 220 dias para pacientes tratados
com Hemifumarato de Quetiapina e de 29 dias para pacientes tratados com
placebo, quando combinados com lítio ou valproato.
24% dos
pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina apresentaram um evento de humor
antes da semana 28 versus 60% dos pacientes no grupo placebo
neste mesmo período.
46% dos
pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina apresentaram um evento de humor
antes da semana 52 versus 80% dos pacientes no grupo placebo
neste mesmo período.
Monoterapia no tratamento de
manutenção no transtorno bipolar
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina em monoterapia no tratamento de manutenção foi
verificada em um estudo placebo-controlado com 1226 pacientes que preenchiam o
critério DSM-IV para Transtorno Bipolar I. O estudo incluiu pacientes com
episódios mais recentes de humor de mania, misto ou depressão, com ou sem
características psicóticas. Na fase aberta, foi requerido pacientes
estabilizados com Hemifumarato de Quetiapina por no mínimo de 4 semanas para
serem randomizados. Na fase randomizada, alguns pacientes continuaram o
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina (300 mg a 800 mg/dia, dose média de
546 mg/dia), enquanto outros receberam lítio ou placebo por até 104 semanas. O
resultado primário mostrou que Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo
no aumento do tempo até recorrência de qualquer evento de humor (mania, misto
ou depressão). A redução de risco foi de 74%, 73%, e 75% para eventos de humor,
mania e depressivos, respectivamente.
Em um
estudo de longo prazo (até dois anos de tratamento) avaliando a prevenção de
recorrência em pacientes com mania, depressão ou episódios mistos de humor,
Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo no aumento do tempo de
recorrência de qualquer evento de humor (maníaco, depressivo ou misto), em
pacientes com transtorno bipolar I. O número de pacientes com evento de humor
foi de 91 (22,5%) no grupo de Hemifumarato de Quetiapina, 208 (51,5%) no grupo
placebo e 95 (26,1%) nos grupos de tratamento com lítio, respectivamente. Em
pacientes que responderam ao Hemifumarato de Quetiapina, quando se compara a
continuação do tratamento com Hemifumarato de Quetiapina à mudança para o
lítio, os resultados indicaram que a mudança para o tratamento com lítio não
parece estar associada a um aumento do tempo de recorrência de evento de humor.
Ideação suicida e comportamento
suicida ou piora clínica
Em estudos
clínicos placebo-controlados de curto prazo abrangendo todas as indicações e
idades, a incidência de comportamentos suicidas foi 0,8% tanto para
Hemifumarato de Quetiapina (76/9327) como para placebo (37/4845).
Nos estudos
de pacientes com esquizofrenia, a incidência de comportamentos suicidas foi de
1,4% (3/212) para o Hemifumarato de Quetiapina e 1,6% (1/62) para o
placebo em pacientes com idades entre 18 e 24 anos, 0,8% (13/1663) para
o Hemifumarato de Quetiapina e 1,1% (5/463) para o placebo em pacientes ≥
25 anos de idade e 1,4% (2/147) para o Hemifumarato de Quetiapina e 1,3%
(1/75) para o placebo em pacientes < 18 anos de idade.
Nos estudos
de pacientes com mania bipolar, a incidência de comportamentos suicidas foi de
0% tanto para o Hemifumarato de Quetiapina (0/60) como para o placebo
(0/58) em pacientes com idades entre 18 e 24 anos, 1,2% tanto para
o Hemifumarato de Quetiapina (6/496) como para o placebo (6/503) em
pacientes ≥ 25 anos de idade e 1,0% (2/193) para o Hemifumarato de
Quetiapina e 0% (0/90) para o placebo em pacientes < 18 anos de idade.
Nos estudos
de pacientes com depressão bipolar com episódios de depressão no transtorno
afetivo bipolar tipo I, a incidência de comportamentos suicidas foi de 3,0%
(7/233) para o Hemifumarato de Quetiapina e 0% (0/120) para o placebo em
pacientes com idade entre 18 e 24 anos e 1,8% tanto para o Hemifumarato de
Quetiapina (19/1616) como para o placebo (11/622) em pacientes ≥ 25 anos de
idade. Não existem estudos conduzidos em pacientes com idade < 18 anos com
depressão bipolar.
Cataratas / opacidade do
cristalino
Em um
estudo clínico para avaliar o potencial do Hemifumarato de Quetiapina versus risperidona
de causar catarata no tratamento de longo prazo de pacientes
com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, Hemifumarato de Quetiapina em
doses de 200-800 mg/dia foi não-inferior para a taxa de eventos em 2 anos de
aumento do grau de opacidade do cristalino (opalescência nuclear, e padrões
subcapsular cortical e posterior do LOCS II) LOCS II (Sistema de Classificação
de Opacidade do Cristalino II) em comparação com a risperidona em doses de 2 a
8 mg/dia em pacientes com pelo menos 21 meses de exposição.
Adolescentes (13 a 17 anos de
idade)
Esquizofrenia:
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina no tratamento de esquizofrenia em adolescentes
foi demonstrada em um estudo clínico duplo-cego, placebo-controlado, de 6
semanas. Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV para
esquizofrenia foram randomizados em um dos três grupos de tratamento:
Hemifumarato de Quetiapina 400 mg/dia (n= 73), Hemifumarato de Quetiapina 800
mg/dia (n= 74) ou placebo (n= 75). A medicação do estudo foi iniciada com 50
mg/dia e no Dia 2 aumentou para 100 mg/dia. Posteriormente, a dose foi titulada
para uma dose alvo de 400 ou 800 mg com aumentos de 100 mg/dia, administrada
duas ou três vezes ao dia. A variável primária de eficácia foi a mudança média
a partir do basal na escala total da PANSS.
Os
resultados do estudo demonstraram a eficácia de Hemifumarato de Quetiapina 400
mg/dia e 800 mg/dia em comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 800
mg em comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade)
Episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar:
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina no tratamento de episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar em crianças e adolescentes foi demonstrada em um
estudo clínico multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado de três semanas.
Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV para episódios de
mania foram randomizados em um dos três grupos de tratamento - Hemifumarato de
Quetiapina 400 mg/dia (n= 95), Hemifumarato de Quetiapina 600 mg/dia (n= 98) ou
placebo (n= 91).
A medicação
do estudo foi iniciada com 50 mg/dia e no Dia 2 aumentou para 100 mg/dia.
Posteriormente, a dose foi titulada para uma dose alvo de 400 ou 600 mg com
aumentos de 100 mg/dia, administrada duas ou três vezes ao dia. A variável
primária de eficácia foi a mudança média a partir do basal no escore total da
YMRS.
Os resultados do estudo
demonstraram a eficácia superior de Hemifumarato de Quetiapina 400 mg/dia e 600
mg/dia em comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 600 mg em
comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.
Detalhes do Produto
Hemifumarato
de Quetiapina, para o que é indicado e para o que serve?
Comprimido
Revestido
Em adultos, Hemifumarato de Quetiapina
é indicado para o tratamento da esquizofrenia, como monoterapia ou
adjuvante no tratamento dos episódios de mania associados ao transtorno
afetivo bipolar, dos episódios de depressão associados ao transtorno
afetivo bipolar, no tratamento de manutenção do transtorno afetivo bipolar I
(episódios maníaco, misto ou depressivo) em combinação com os estabilizadores
de humor lítio ou valproato, e como monoterapia no tratamento de manutenção no
transtorno afetivo bipolar (episódios de mania, mistos e depressivos).
Em
adolescentes (13 a 17 anos), Hemifumarato de Quetiapina é indicado para o
tratamento da esquizofrenia.
Em crianças
e adolescentes (10 a 17 anos), Hemifumarato de Quetiapina é indicado como
monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar.
Comprimido de Liberação
Prolongada
O
Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada é indicado para:
·
Tratamento
da esquizofrenia;
·
Como
monoterapia ou adjuvante no tratamento dos episódios de mania e de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar;
·
O alívio
dos sintomas do transtorno depressivo maior, em terapia adjuvante com
outro antidepressivo, quando outros medicamentos antidepressivos tenham
falhado. Embora não haja evidência de que a eficácia do Hemifumarato de
Quetiapina comprimido de liberação prolongada isoladamente seja superior a
outros antidepressivos, quando usado em terapia adjuvante, ele oferece uma
opção de tratamento para pacientes que não responderam a tratamentos
antidepressivos anteriores. Antes de iniciar o tratamento os médicos devem
considerar o perfil de segurança do Hemifumarato de Quetiapina comprimido de
liberação prolongada.
Quais as contraindicações do
Hemifumarato de Quetiapina?
Hemifumarato de Quetiapina é
contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer
componente de sua fórmula.
Como usar o Hemifumarato de
Quetiapina?
Comprimido
Revestido / Comprimido de Liberação Prolongada
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado por via oral, com ou sem alimentos.
Este
medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Exclusivo Comprimido Revestido
Esquizofrenia, episódios de
mania associados ao transtorno afetivo bipolar
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado duas vezes ao dia. No entanto, Hemifumarato
de Quetiapina pode ser administrado três vezes ao dia em crianças e
adolescentes dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente.
Manutenção do transtorno afetivo
bipolar I em combinação com os estabilizadores de humor lítio ou valproato:
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado duas vezes ao dia.
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar:
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser administrado à noite, em dose única diária.
Posologia do Hemifumarato
de Quetiapina
Comprimido Revestido
Esquizofrenia
Adolescentes (13 a 17 anos de
idade):
A dose
total diária para os cinco dias iniciais do tratamento é de 50 mg (dia 1), 100
mg (dia 2), 200 mg (dia 3), 300 mg (dia 4) e 400 mg (dia 5). Após o 5º dia de
tratamento, a dose deve ser ajustada até atingir a faixa de dose considerada
eficaz de 400 a 800 mg/dia dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade
de cada paciente. Ajustes de dose devem ser em incrementos não maiores que 100
mg/dia.
A segurança
e eficácia de Hemifumarato de Quetiapina não foram estabelecidas em crianças
com idade inferior a 13 anos de idade com esquizofrenia.
Adultos:
A dose
total diária para os quatro dias iniciais do tratamento é de 50 mg (dia 1), 100
mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4). Após o 4º dia de tratamento, a
dose deve ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 300 a 450
mg/dia. Entretanto, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente, a dose pode ser ajustada na faixa de dose de 150 a 750 mg/dia.
Episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade):
A dose
total diária para os cinco dias iniciais do tratamento é de 50 mg (dia 1), 100
mg (dia 2), 200 mg (dia 3), 300 mg (dia 4) e 400 mg (dia 5). Após o 5º dia de
tratamento, a dose deve ser ajustada até atingir a faixa de dose considerada
eficaz de 400 a 600 mg/dia dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade
de cada paciente. Ajustes de dose podem ser em incrementos não maiores que 100
mg/dia.
A segurança
e eficácia de Hemifumarato de Quetiapina não foram estabelecidas em crianças
com idade inferior a 10 anos de idade com mania bipolar.
Adultos:
A dose
total diária para os quatro primeiros dias do tratamento é de 100 mg (dia 1),
200 mg (dia 2), 300 mg (dia 3) e 400 mg (dia 4). Outros ajustes de dose de até
800 mg/dia no 6° dia não devem ser maiores que 200 mg/dia. A dose pode ser
ajustada dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente,
dentro do intervalo de dose de 200 a 800 mg/dia. A dose usual efetiva está na
faixa de dose de 400 a 800 mg/dia.
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar
A dose deve
ser titulada como descrito a seguir: 50 mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia
3) e 300 mg (dia 4). Hemifumarato de Quetiapina pode ser titulado até 400 mg no
dia 5 e até 600 mg no dia 8.
A eficácia
antidepressiva foi demonstrada com Hemifumarato de Quetiapina com 300 mg e 600
mg, entretanto benefícios adicionais não foram observados no grupo 600 mg
durante tratamento de curto prazo.
Manutenção do transtorno afetivo
bipolar I em combinação com os estabilizadores de humor lítio ou valproato
Os
pacientes que responderam ao Hemifumarato de Quetiapina na terapia combinada a
um estabilizador de humor (lítio ou valproato) para o tratamento agudo de transtorno
bipolar devem continuar com a terapia de Hemifumarato de Quetiapina na
mesma dose.
A dose pode
ser ajustada dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade individual de
cada paciente. A eficácia foi demonstrada com Hemifumarato de Quetiapina
(administrado duas vezes ao dia totalizando 400 a 800 mg/dia) como terapia de
combinação a estabilizador de humor (lítio ou valproato).
Para tratamento de manutenção no
transtorno bipolar em monoterapia
Pacientes
que respondem a Hemifumarato de Quetiapina para tratamento agudo de transtorno
bipolar devem continuar o tratamento na mesma dose, sendo que esta pode ser
re-ajustada dependendo da resposta clínica e tolerabilidade individual de cada
paciente, entre a faixa de 300 mg a 800 mg/ dia.
Se o
paciente esquecer de tomar o comprimido de Hemifumarato de Quetiapina, deve
tomá-lo assim que se lembrar. Deverá tomar a próxima dose no horário habitual e
não tomar uma dose dobrada.
Crianças e adolescentes
A segurança
e a eficácia de Hemifumarato de Quetiapina não foram avaliadas em crianças e
adolescentes com depressão bipolar e no tratamento de manutenção do transtorno
bipolar.
Insuficiência hepática
A
quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado. Portanto, Hemifumarato de
Quetiapina deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática
conhecida, especialmente durante o período inicial.
Pacientes
com insuficiência hepática devem iniciar o tratamento com 25 mg/dia. A dose
pode ser aumentada em incrementos de 25 a 50 mg até atingir a dose eficaz,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.
Insuficiência renal
Não é
necessário ajuste de dose.
Idosos
Assim como
com outros antipsicóticos, Hemifumarato de Quetiapina deve ser usado com
cautela em pacientes idosos, especialmente durante o período inicial. Pode ser
necessário ajustar a dose de Hemifumarato de Quetiapina lentamente e a dose
terapêutica diária pode ser menor do que a usada por pacientes jovens,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente. A
depuração plasmática média da quetiapina foi reduzida de 30% a 50% em pacientes
idosos quando comparada a pacientes jovens. O tratamento deve ser iniciado com
25 mg/dia de Hemifumarato de Quetiapina, aumentando a dose diariamente em
incrementos de 25 a 50 mg até atingir a dose eficaz, que provavelmente será
menor que a dose para pacientes mais jovens.
Comprimido de Liberação
Prolongada
Esquizofrenia
A dose
total diária para o início do tratamento é de 300 mg no dia 1, 600 mg no dia 2
e até 800 mg após o dia 2.
A dose deve
ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800 mg/dia,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente. Para a
terapia de manutenção em esquizofrenia não é necessário ajuste de dose.
Episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar
A dose
total diária para o início do tratamento é de 300 mg no dia 1, 600 mg no dia 2
e até 800 mg após o dia 2.
A dose deve
ser ajustada até atingir a faixa considerada eficaz de 400 mg a 800 mg/dia,
dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada paciente.
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar
o
Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada deve ser
administrado à noite, em dose única diária. o Hemifumarato de Quetiapina
comprimido de liberação prolongada deve ser titulado como descrito a seguir: 50
mg (dia 1), 100 mg (dia 2), 200 mg (dia 3) e 300 mg (dia 4). o Hemifumarato de
Quetiapina comprimido de liberação prolongada pode ser titulado até 400 mg no
dia 5 e até 600 mg no dia 8.
A eficácia
antidepressiva foi demonstrada com o Hemifumarato de Quetiapina comprimido
revestido 300 mg e 600 mg, entretanto, não foram vistos benefícios adicionais
no grupo de 600 mg durante tratamento de curto prazo.
Como adjuvante no tratamento de
episódios de depressão maior em Transtorno Depressivo Maior (MDD)
O
Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada deve ser
administrado à noite. A dose diária no início do tratamento é de 50 mg nos dias
1 e 2, e 150 mg nos dias 3 e 4. O efeito antidepressivo foi observado nas doses
de 150 e 300 mg/dia em estudos em adjuvância de curta duração (com
amitriptilina, bupropiona, citalopram, duloxetina, escitalopram, fluoxetina,
paroxetina, sertralina e venlafaxina). Existe um risco aumentado de eventos
adversos com doses maiores. Os médicos devem, portanto, garantir que a menor
dose eficaz seja usada para o tratamento, começando com 50 mg/dia. A
necessidade de aumentar a dose de 150 para 300 mg/dia deve ser baseada na
avaliação individual do paciente.
Se o
paciente esquecer de tomar o comprimido do Hemifumarato de Quetiapina
comprimido de liberação prolongada, deverá tomá-lo assim que se lembrar.
Deve tomar
a próxima dose no horário habitual e não deve tomar dose dobrada.
Idosos
Assim como
com outros antipsicóticos, o Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação
prolongada deve ser usado com cautela no paciente idoso, especialmente durante
o período inicial. Pode ser necessário ajustar a dose do Hemifumarato de
Quetiapina comprimido de liberação prolongada lentamente e a dose terapêutica
diária pode ser menor do que a usada por pacientes jovens. A depuração
plasmática média de Hemifumarato de Quetiapina foi reduzida em 30% a 50% em
pacientes idosos quando comparada a pacientes jovens. Pacientes idosos devem
iniciar o tratamento com 50 mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de
50 mg/dia até atingir a dose eficaz, dependendo da resposta clínica e da
tolerabilidade de cada paciente.
Em
pacientes idosos com episódios de depressão maior a administração deve iniciar
com 50 mg/dia nos dias 1 a 3, aumentando para 100 mg/dia no dia 4 e 150 mg/dia
no dia 8. A menor dose efetiva, a partir de 50 mg/dia deve ser usada. Com base
na avaliação individual do paciente, se for necessário aumentar a dose para 300
mg/dia, isso não deve ser antes do dia 22 do tratamento.
Crianças e adolescentes
A segurança
e a eficácia do Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada
não foram estabelecidas para crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade).
Insuficiência renal
Não é
necessário ajuste de dose.
Insuficiência hepática
O Hemifumarato de
Quetiapina é extensivamente metabolizada pelo fígado. Portanto, o Hemifumarato
de Quetiapina comprimido de liberação prolongada deve ser usado com cautela em
pacientes com insuficiência hepática conhecida, especialmente durante o período
inicial. Pacientes com insuficiência hepática devem iniciar o tratamento com 50
mg/dia. A dose pode ser aumentada em incrementos de 50 mg/dia até atingir a
dose eficaz, dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade de cada
paciente.
Quais as reações adversas e os
efeitos colaterais do Hemifumarato de Quetiapina?
As reações
adversas a medicamentos (ADRs) mais comumente relatadas com o Hemifumarato
de Quetiapina (>10%) são: sonolência, tontura, boca seca,
sintomas de abstinência por descontinuação, elevação nos níveis séricos de
triglicérides, elevação no colesterol total (predominantemente
no LDL) redução do colesterol HDL, aumento de peso, redução da hemoglobina, de
sintomas extrapiramidais.
A incidência das ADRs associadas
com o Hemifumarato de Quetiapina está descrita na tabela a seguir:
|
Frequência |
Sistemas |
Reações
Adversas |
|
Muito comum (≥10%) |
Alterações gastrointestinais |
Boca seca |
|
Alterações
gerais |
Sintomas
de abstinência por descontinuaçãoa,j |
|
|
Investigações |
Elevações dos níveis de triglicérides
séricosa,k;
Elevações do colesterol total (predominantemente LDLcolesterol)a,l; Diminuição de HDL colesterola,r; Ganho de pesoc ; Diminuição da hemoglobinas |
|
|
Alterações
do sistema nervoso |
Tonturaa,e,q ; Sonolênciab,q; Sintomas extrapiramidaisa,p |
|
|
Comum (≥1% - < 10%) |
Alterações do sangue e sistema linfático |
Leucopeniaa, x |
|
Alterações
cardíacas |
Taquicardiaa,e; Palpitaçõest |
|
|
Alterações visuais |
Visão borrada |
|
|
Alterações
gastrointestinais |
Constipação; Dispepsia; Vômitov |
|
|
Alterações gerais |
Astenia leve; Edema periférico; Irritabilidade;
Pirexia |
|
|
Investigações |
Elevações
das alaninas aminotransaminases séricas (ALT)d ; Elevações nos níveis
de gama GTd ; Redução da contagem de
neutrófilosa, g ;
Aumento de eosinófilosw; Aumento
da glicose no sangue para níveis hiperglicêmicosa, h; Elevações da prolactina
séricao ; Diminuição do T4 totalu ; Diminuição do T4 livreu ; Diminuição do T3 totalu ; Aumento do TSHu |
|
|
Alterações do sistema nervoso |
Disartria |
|
|
Alterações
do metabolismo e nutrição |
Aumento
do apetite |
|
|
Alterações respiratórias, torácicas e do
mediastino |
Dispneiat |
|
|
Alterações
vasculares |
Hipotensão
ortostáticaa,e,q |
|
|
Alterações psiquiátricas |
Sonhos anormais e pesadelos |
|
|
Incomum
(≥0,1% - < 1%) |
Alterações
cardíacas |
Bradicardiay |
|
Alterações gastrointestinais |
Disfagiaa, i |
|
|
Alterações
do sistema imune |
Hipersensibilidade |
|
|
Investigações |
Elevações da aspartato aminotransferase
sérica (AST)d ;
Diminuição da contagem de plaquetasn ; Diminuição do T3 livreu |
|
|
Alterações
do sistema nervoso |
Convulsãoa ; Síndrome das pernas
inquietas; Discinesia tardiaa ; Síncopea,e,q |
|
|
Alterações respiratórias, torácicas e do
mediastino |
Rinite |
|
|
Alterações
renais e urinárias |
Retenção
urinária |
|
|
Rara (≥0,01% - < 0,1%) |
Alterações gerais |
Síndrome neuroléptica malignaa ; Hipotermia |
|
Distúrbios
hepatobiliares |
Hepatite (com ou sem icterícia) |
|
|
Investigações |
Elevação dos níveis de creatino fosfoquinase
no sanguem;
Agranulocitosez |
|
|
Alterações
psiquiátricas |
Sonambulismo
e outros eventos relacionados |
|
|
Alterações do sistema reprodutor e mamas |
Priapismo; Galactorréia |
|
|
Alterações
gastrointestinais |
Obstrução
intestinal / Íleo |
|
|
Muito rara (<0,01%) |
Alterações do sistema imune |
Reações anafiláticasf |
|
Desconhecida |
Distúrbios
gerais e condições do local de administração |
Abstinência
neonatalaa |
|
Distúrbios cutâneos e subcutâneos |
Reação ao medicamento com eosinofilia e
sintomas sistêmicos (DRESS) |
|
|
Distúrbios
gastrointestinais (exclusivo comprimido de liberação prolongada) |
Bezoarab |
a) Ver item "Quais
cuidados devo ter ao usar o Hemifumarato de Quetiapina?".
b) Pode ocorrer sonolência,
normalmente durante as duas primeiras semanas de tratamento, e que geralmente é
resolvida com a continuação da administração do Hemifumarato de Quetiapina.
c) Baseado no aumento de ≥ 7%
do peso corporal a partir do basal. Ocorre predominantemente durante as
primeiras semanas de tratamento, em adultos.
d) Foram observadas elevações
assintomáticas (mudança de normal a ≥ 3 x ULN a qualquer momento) dos níveis
das transaminases séricas (ALT – alanina aminotransferase, AST – aspartato
aminotransferase) ou dos níveis de gama-GT em alguns pacientes recebendo
Hemifumarato de Quetiapina. Geralmente, esses aumentos foram reversíveis no
decorrer do tratamento com Hemifumarato de Quetiapina.
e) Assim como com outros
antipsicóticos com atividade bloqueadora alfa1-adrenérgica, o Hemifumarato
de Quetiapina pode induzir hipotensão ortostática associada à tontura,
taquicardia e síncope em alguns pacientes, especialmente durante a fase inicial
de titulação da dose.
f) A inclusão da reação
anafilática é baseada em relatos pós-comercialização.
g) Em todos os estudos
clínicos de monoterapia placebo-controlados de curta duração entre pacientes
com contagem de neutrófilos basal ≥ 1,5 x 109 /L, a incidência de pelo menos uma ocorrência
da contagem de neutrófilos < 1,5 x 109 /L foi de 1,9% em pacientes tratados com
Hemifumarato de Quetiapina em comparação com 1,5% dos pacientes tratados com
placebo. A incidência ≥ 0,5 a < 1,0 x 109 /L foi 0,2% em pacientes tratados com
Hemifumarato de Quetiapina e 0,2% em pacientes tratados com placebo. Em estudos
clínicos conduzidos antes do aditamento ao protocolo para a descontinuação de
pacientes com contagem de neutrófilos <1,0 x 109 /L devido ao tratamento,
entre pacientes com contagem de neutrófilos basal ≥ 1,5 x 109 /L, a incidência de pelo
menos uma ocorrência da contagem de neutrófilos < 0,5 x 109 /L foi de 0,21% em
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina e 0% em pacientes tratados
com placebo.
h) Glicemia de jejum ≥
126mg/dL ou glicemia sem jejum ≥ 200mg/dL em pelo menos uma ocasião.
i) Aumento da taxa de
disfagia com Hemifumarato de Quetiapina versus placebo foi
observado apenas nos estudos clínicos de depressão bipolar.
j) Em estudos clínicos de
monoterapia placebo-controlados de fase aguda, que avaliaram os sintomas de
abstinência por descontinuação, a incidência agregada desses sintomas após a
interrupção abrupta foi de 12,1% para Hemifumarato de Quetiapina e 6,7% para o
placebo. A incidência agregada dos eventos adversos individuais (ex.: insônia,
náusea, cefaleia, diarreia, vômitos, tontura e irritabilidade) não
excedeu 5,3% em qualquer grupo de tratamento e geralmente foi resolvida após 1
semana da descontinuação.
k) Triglicérides ≥ 200 mg/dL
(em pacientes com idade ≥ 18 anos) ou ≥ 150 mg/dL (em pacientes com idade <
18 anos) em pelo menos uma ocasião.
l) Colesterol ≥ 240 mg/dL (em
pacientes com idade ≥ 18 anos) ou ≥ 200 mg/dL (em pacientes com idade < 18
anos) em pelo menos uma ocasião.
m) Baseado em relatórios de
eventos adversos em estudos clínicos, o aumento de creatino fosfoquinase no
sangue não está associado à síndrome neuroléptica maligna.
n) Plaquetas ≤ 100 x 109 /L em pelo menos uma
ocasião.
o) Níveis de prolactina
(pacientes com idade ≥ 18 anos): > 20µg/L em homens; > 30µg/L em mulheres
a qualquer momento.
p) Ver texto descrito a
seguir.
q) Pode levar a quedas.
r) HDL colesterol: < 40
mg/dL em homens; < 50 mg/dL em mulheres a qualquer momento.
s) Ocorreu diminuição de
hemoglobina para ≤ 13 g/dL em homens e ≤ 12 g/dL em mulheres em pelo menos uma
ocasião em 11% dos pacientes tomando Hemifumarato de Quetiapina em todos
os estudos, incluindo extensões abertas. Em estudos de curto prazo placebo-controlados,
ocorreu diminuição de hemoglobina para ≤ 13 g/dL em homens e ≤12 g/dL em
mulheres em pelo menos uma ocasião em 8,3% dos pacientes tomando Hemifumarato
de Quetiapina em comparação com 6,2% dos pacientes tomando placebo.
t) Esses relatos ocorreram
frequentemente na presença de taquicardia, tonturas, hipotensão ortostática
e/ou doença cardíaca/respiratória subjacente.
u) Baseado em mudanças a
partir da linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em
qualquer momento após a linha de base para todos os ensaios clínicos. Mudanças
no T4 total, T4 livre, T3 total e T3 livre são definidas como
< 0,8 x LLN (pmol / L) e mudança de TSH é > 5 mUI/L em qualquer momento.
v) Baseado no aumento da taxa
de vômito em pacientes idosos (≥ 65 anos de idade).
w) Baseado em mudanças da
linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em qualquer
momento após a linha de base em todos os ensaios clínicos. Alterações nos
eosinófilos são definidas como ≥ 1 x 109 células/L em qualquer momento.
x) Baseado em mudanças da
linha de base normal até o valor potencial clinicamente importante em qualquer
momento após a linha de base em todos os ensaios clínicos. Alterações nos
glóbulos brancos são definidas como ≤ 3 x 109 células/L em qualquer momento.
y) Pode ocorrer no tratamento
ou perto do início do tratamento e estar associada a hipotensão e/ou síncope.
Frequência baseada em relatos de eventos adversos de bradicardia e em eventos
relacionados em todos os ensaios clínicos com Hemifumarato de Quetiapina.
z) Com base na freqüência de
pacientes com neutropenia grave (<0.5 x 109/L) e infecções durante todos os
estudos clínicos de Hemifumarato de Quetiapina.
aa) Ver item "Quais
cuidados devo ter ao usar o Hemifumarato de Quetiapina?".
ab) Reação adversa observada
apenas em casos de superdose.
Sintomas extrapiramidais
Os
seguintes estudos clínicos (monoterapia e terapia combinada) incluem o
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina comprimido revestido
e Hemifumarato de Quetiapina comprimido de liberação prolongada.
Em estudos
clínicos placebo-controlados de curto prazo em esquizofrenia e mania bipolar, a
incidência agregada de EPS foi similar ao placebo (esquizofrenia: 7,8% para
Hemifumarato de Quetiapina e 8% para o placebo; mania bipolar: 11,2% para
Hemifumarato de Quetiapina e 11,4% para o placebo). Em estudos clínicos
placebocontrolados de curto prazo em depressão bipolar, a incidência agregada
de EPS foi de 8,9% para Hemifumarato de Quetiapina em comparação com 3,8% para
o placebo, embora a incidência de eventos adversos individuais (ex.: acatisia,
alterações extrapiramidais, tremor, discinesia, distonia, inquietação,
contração muscular involuntária, hiperatividade psicomotora e
rigidez muscular) ter sido geralmente baixa e não ter excedido 4% em qualquer
grupo de tratamento.
Em estudos
clínicos de longo prazo de esquizofrenia e transtornos afetivos bipolares, a
incidência ajustada da exposição agregada de EPS devido ao tratamento foi
similar entre o Hemifumarato de Quetiapina e o placebo.
Níveis de hormônios tireoidianos
O
tratamento com o Hemifumarato de Quetiapina foi associado com diminuições
relacionadas à dose dos níveis de hormônios da tireoide. Em estudos clínicos
placebo-controlados de curto prazo, a incidência de alterações potenciais e
clinicamente significativas dos níveis de hormônios da tireoide foram: T4 total: 3,4% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,6% para o placebo;
T4 livre: 0,7% para o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,1%
para o placebo; T3 total: 0,54% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,0% para o placebo e
T3 livre: 0,2% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,0% para o placebo.
A incidência de alterações no TSH foi de 3,2% para o Hemifumarato de
Quetiapina versus 2,7% para o placebo. Em estudos de
monoterapia placebo-controlados de curto prazo, a incidência de alterações de
reciprocidade, potencial e clinicamente significativas no T3 e no TSH foi de 0,0% tanto
para o Hemifumarato de Quetiapina e quanto para o placebo e 0,1% para
o Hemifumarato de Quetiapina versus 0,0% para o placebo
para as alterações no T4 e no
TSH. A redução do T4 total e livre foi máxima
nas primeiras seis semanas de tratamento com o Hemifumarato de Quetiapina, sem
redução adicional durante o tratamento de longo prazo. Em quase todos os casos,
a interrupção do tratamento com o Hemifumarato de Quetiapina foi associada
com a reversão dos efeitos sobre T4 total e livre, independentemente da duração
do tratamento. Em oito pacientes, onde foi medida a TBG, os níveis de TBG não
foram alterados.
Pancreatite
Pancreatite
foi relatada nos estudos clínicos e durante a experiência pós-comercialização,
no entanto, não foi estabelecida uma relação causal. Entre os relatos
pós-comercialização, muitos pacientes apresentaram fatores conhecidos por
estarem associados à pancreatite, tais como aumento das triglicérides, cálculos
biliares e o consumo de álcool.
Constipação e obstrução
intestinal
A
constipação representa um fator de risco para a obstrução intestinal. Foram
relatadas constipação e obstrução intestinal com o uso da quetiapina. Isto
inclui relatos fatais em pacientes com alto risco de obstrução intestinal,
incluindo aqueles que estavam recebendo múltiplas medicações concomitantes que
reduzem a motilidade intestinal e/ou que podem não ter relatado sintomas de
constipação.
Outros possíveis eventos
Outros
possíveis eventos foram observados em ensaios clínicos com Hemifumarato de
Quetiapina; porém, uma relação causal não foi estabelecida: agitação,
ansiedade, faringite, prurido, dor abdominal, hipotensão postural,
dor nas costas, febre, gastroenterite,
hipertonia, espasmos, depressão, ambliopia, distúrbio da fala,
hipotensão, corpo pesado, hipertensão, falta de coordenação, pensamentos
anormais, ataxia, sinusite, sudorese, infecção do
trato urinário, fadiga, letargia, congestão nasal,
artralgia, parestesia, tosse, hipersonia, congestão nasal,
doença do refluxo gastroesofágico, dor nas extremidades,
perturbações do equilíbrio, hipoestesia, parkinsonismo, anorexia, abscesso no
dente, epistaxe, agressão, rigidez musculoesquelética, superdosagem
acidental, acne, palidez, desconforto no estômago, dor de ouvido,
parestesia e sede.
Experiência pós-comercialização
As
seguintes reações adversas foram identificadas durante a comercialização de
Hemifumarato de Quetiapina. Como estas reações são relatadas voluntariamente
por população de tamanho incerto, não é sempre possível estimar com segurança a
sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao
medicamento.
As reações
adversas relatadas desde a introdução no mercado, que foram temporalmente
relacionados à terapia com Hemifumarato de Quetiapina, incluem: reação
anafilática, cardiomiopatia, reação medicamentosa com eosinofilia e
sintomas sistémicos (HID), hiponatremia, miocardite, enurese noturna,
pancreatite, amnésia retrógrada, rabdomiólise, síndrome de secreção inadequada
de hormônio antidiurético (SIADH), síndrome de Stevens-Johnson (SSJ),
e necrólise epidérmica tóxica (NET).
Em casos de
eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária
- NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm,
ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Exclusivo Comprimido Revestido
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade)
As mesmas
reações adversas acima descritas para adultos devem ser consideradas para
crianças e adolescentes.
A tabela a seguir resume as
reações adversas que ocorrem em maior frequência em crianças e adolescentes do
que em adultos ou reações adversas que não foram identificadas em pacientes
adultos.
|
Frequência |
Sistêmas |
Reações
adversas |
|
Muito comum (≥10%) |
Alterações no metabolismo e nutricional |
Aumento do apetite |
|
Investigações |
Elevações
da prolactina séricaa ;
Aumento na pressão arterialb |
|
|
Alterações gastrointestinais |
Vômito |
|
|
Comum
(≥1% - <10%) |
Alterações
respiratórias, torácicas e do mediastino |
Rinite |
|
Alterações do sistema nervoso |
Síncope |
(a) Níveis de prolactina
(pacientes < 18 anos de idade): > 20µg/L em homens; > 26µg/L em
mulheres a qualquer momento. Menos de 1% dos pacientes tiveram um aumento do
nível de prolactina > 100µg/L.
(b) Baseado nos dados lineares
clinicamente significativos (adaptados a partir dos critérios do National
Institutes of Health) ou aumentos > 20 mmHg para pressão arterial sistólica
ou > 10 mmHg para pressão arterial diastólica, a qualquer momento, em dois
estudos agudos placebo-controlados (3-6 semanas) em crianças e adolescentes.
Ganho de peso em crianças e
adolescentes
Em um
estudo clínico placebo-controlado de 6 semanas em esquizofrenia com pacientes
adolescentes (13 a 17 anos de idade), a média de aumento no peso corporal foi
2,0 Kg no grupo Hemifumarato de Quetiapina e 0,4 Kg no grupo placebo. 21% dos
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina e 7% dos pacientes tratados
com placebo adquiriram ≥ 7% do seu peso corporal.
Em um
estudo clínico placebo-controlado de 3 semanas em mania bipolar com crianças e
adolescentes (10 a 17 anos de idade), a média de aumento no peso corporal foi
1,7 Kg no grupo Hemifumarato de Quetiapina e 0,4 Kg no grupo placebo. 12% dos
pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina e 0% dos pacientes tratados
com placebo adquiriram ≥ 7% do seu peso corporal.
Em um
estudo clínico aberto que envolveu pacientes dos dois estudos citados
anteriormente, 63% dos pacientes (241/380) completaram 26 semanas de terapia
com Hemifumarato de Quetiapina. Após 26 semanas de tratamento, a média de
aumento no peso corporal foi 4,4 Kg. 45% dos pacientes adquiriram ≥ 7% do seu
peso corporal, não ajustado ao crescimento normal. A fim de ajustar para o
crescimento normal, após 26 semanas, um aumento de pelo menos 0,5 no desvio
padrão do basal no IMC foi utilizado como uma medida de uma mudança
clinicamente significativa; 18,3% dos pacientes com Hemifumarato de Quetiapina
preencheram este critério após 26 semanas de tratamento.
Sintomas extrapiramidais em
crianças e adolescentes
Em um estudo clínico de
monoterapia placebo-controlado de curto prazo em esquizofrenia com pacientes
adolescentes (13 a 17 anos de idade), a incidência agregada de EPS foi 12,9%
para Hemifumarato de Quetiapina e 5,3% para o placebo, embora a incidência dos
eventos adversos individuais (ex.: acatisia, tremor, alterações
extrapiramidais, hipocinesia, inquietação, hiperatividade psicomotora, rigidez
muscular, discinesia) foi geralmente baixa e não excedeu 4,1% em nenhum grupo
de tratamento. Em um estudo clínico de monoterapia placebo-controlado de curto
prazo em mania bipolar com crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade), a
incidência agregada de EPS foi 3,6% para Hemifumarato de Quetiapina e 1,1% para
o placebo.
Superdose: o que acontece se
tomar uma dose do Hemifumarato de Quetiapina maior do que a recomendada?
Em estudos
clínicos, a sobrevida foi relatada em superdose aguda de até 30 g de
quetiapina. A maioria dos pacientes com superdosagem não apresentou eventos
adversos ou recuperou-se completamente dos eventos adversos relatados. Morte
foi relatada em um estudo clínico seguido de superdose de 13,6 g de quetiapina
sozinha.
Na
experiência pós-comercialização, foram relatados casos raros de superdose com o
uso de quetiapina, resultando em morte ou coma.
Na
experiência pós-comercialização, foram relatados casos de prolongamento do
intervalo QT com superdose.
Pacientes
com doença cardiovascular grave pré-existente podem ter o risco aumentado dos
efeitos da superdose.
Em geral,
os sinais e sintomas relatados foram resultantes da exacerbação dos efeitos
farmacológicos conhecidos da quetiapina, isto é, sonolência e sedação,
taquicardia, hipotensão e efeitos anticolinérgicos.
Tratamento da superdose
Não há
antídoto específico para a quetiapina. Em casos de intoxicação grave,
a possibilidade do envolvimento de múltiplos fármacos deve ser considerada e
recomenda-se procedimentos de terapia intensiva, incluindo estabelecimento e
manutenção de vias aéreas desobstruídas, garantindo oxigenação e ventilação
adequadas, e monitoração e suporte do sistema cardiovascular. Neste
contexto, relatórios publicados na definição de sintomas anticolinérgicos,
descrevem uma reversão dos efeitos graves sobre o SNC, incluindo coma e
delírio, com a administração de fisostigmina intravenosa (1-2 mg), com
monitoramento contínuo do ECG.
Os casos de
hipotensão refratária a superdose de quetiapina devem ser tratados com medidas
adequadas, tais como fluidos intravenosos e/ou agentes simpatomiméticos
(adrenalina e dopamina devem ser evitadas, uma vez que a estimulação beta pode
piorar a hipotensão devido ao bloqueio alfa induzido pela quetiapina).
Supervisão
médica e monitoração cuidadosa devem ser mantidas até a recuperação do
paciente.
Em caso de
intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Exclusivo Comprimido de
Liberação Prolongada: A
superdose de Hemifumarato de Quetiapina pode levar à formação de bezoar
gástrico, e neste caso, é recomendado um método diagnóstico por imagem
apropriado para orientar o correto tratamento ao paciente. A lavagem gástrica
de rotina pode não ser efetiva na remoção do bezoar, devido à consistência
viscosa da massa formada. A remoção do bezoar medicamentoso através de
procedimento endoscópico foi realizada em vários casos com sucesso.
Interação medicamentosa: quais
os efeitos de tomar Hemifumarato de Quetiapina com outros remédios?
Devido aos
efeitos primários do Hemifumarato de Quetiapina sobre o SNC, Hemifumarato
de Quetiapina deve ser usado com cuidado em combinação com outros fármacos de
ação central e com álcool.
O uso de
Hemifumarato de Quetiapina concomitante com outros fármacos conhecidos por
causar desequilíbrio eletrolítico ou por aumentar o intervalo QT deve ser feito
com cautela.
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser utilizado com cautela em pacientes recebendo outras
medicações com efeitos anticolinérgicos (muscarínicos).
A
farmacocinética do lítio não foi alterada quando co-administrado com
Hemifumarato de Quetiapina.
As
farmacocinéticas de valproato de sódio e do Hemifumarato de Quetiapina não
foram alteradas de forma clinicamente relevantes quando co-administrados.
A
farmacocinética do Hemifumarato de Quetiapina não foi alterada de forma
significativa após a co-administração com os antipsicóticos risperidona ou haloperidol.
Entretanto, a co-administração de Hemifumarato de Quetiapina com tioridazina
causou elevação do clearance do Hemifumarato de Quetiapina.
O Hemifumarato
de Quetiapina não induziu os sistemas enzimáticos hepáticos envolvidos no
metabolismo da antipirina. Entretanto, em um estudo de múltiplas doses em
pacientes para avaliar a farmacocinética do Hemifumarato de Quetiapina
administrada antes e durante tratamento com carbamazepina (um
conhecido indutor de enzima hepática), a co-administração de carbamazepina
aumentou significativamente a depuração do Hemifumarato de Quetiapina. Este
aumento da depuração reduziu a exposição sistêmica ao Hemifumarato de
Quetiapina (medida pela AUC) para uma média de 13% da exposição durante
administração do o Hemifumarato de Quetiapina em monoterapia; embora um
maior efeito tenha sido observado em muitos pacientes. Como consequência desta
interação, pode ocorrer diminuição da concentração plasmática do Hemifumarato
de Quetiapina e, consequentemente, um aumento da dose de Hemifumarato de
Quetiapina deve ser considerado em cada paciente, dependendo da resposta
clínica.
·
Exclusivo Comprimido Revestido: Deve-se notar que a dose máxima diária
recomendada de Hemifumarato de Quetiapina é 600 a 800 mg/dia dependendo da
indicação.
·
Exclusivo Comprimdio de Liberação Prolongada: A segurança de doses acima
de 800 mg/dia não foi estabelecida nos estudos clínicos.
Tratamentos
contínuos em altas doses devem ser considerados somente como resultado de
considerações cuidadosas da avaliação do risco/benefício para cada paciente. A
co-administração de Hemifumarato de Quetiapina e outro indutor de enzima
microssomal, fenitoína, também causou aumentos na depuração do o Hemifumarato
de Quetiapina.
Doses
elevadas de Hemifumarato de Quetiapina podem ser necessárias para manter o
controle dos sintomas psicóticos em pacientes que estejam recebendo
concomitantemente Hemifumarato de Quetiapina e fenitoína ou outros indutores de
enzimas hepáticas (por exemplo: barbituratos, rifampicina, etc.).
Pode ser necessária a redução de dose de Hemifumarato de Quetiapina se a
fenitoína, a carbamazepina ou outro indutor de enzimas hepáticas forem
retirados e substituídos por um agente não indutor (por exemplo: valproato de
sódio).
A CYP3A4 é
a principal enzima responsável pelo metabolismo do o Hemifumarato de
Quetiapina mediado pelo citocromo P450. A farmacocinética do o
Hemifumarato de Quetiapina não foi alterada após co-administração com cimetidina,
um conhecido inibidor da enzima P450. A farmacocinética
do Hemifumarato de Quetiapina não foi significativamente alterada após
co-administração com os antidepressivos imipramina (um conhecido inibidor da
CYP2D6) ou fluoxetina (um conhecido inibidor da CYP3A4 e da CYP2D6). Em estudos
de múltiplas doses em voluntários sadios para avaliar a farmacocinética
do o Hemifumarato de Quetiapina antes da administração e durante o
tratamento com cetoconazol, a co-administração do cetoconazol
resultou em aumento na média da Cmáx e da AUC do o Hemifumarato de Quetiapina
de 235% e 522%, respectivamente, correspondendo a uma diminuição da depuração
oral média de 84%. A meia-vida média do o Hemifumarato de Quetiapina
aumentou de 2,6 para 6,8 horas, mas o tmax médio ficou inalterado. Devido ao
potencial para uma interação de magnitude semelhante em uso clínico, a dose de
Hemifumarato de Quetiapina deve ser reduzida durante o uso concomitante do
Hemifumarato de Quetiapina e potentes inibidores da CYP3A4 (como antifúngicos
do tipo azóis, antibióticos macrolídeos e inibidores da protease).
Houve relatos de resultados
falso-positivos em ensaios imunoenzimáticos para metadona e
antidepressivos tricíclicos em pacientes que tenham tomado o Hemifumarato de
Quetiapina. É recomendado que imunoensaios de varredura de resultado
questionável sejam confirmados por técnica cromatográfica apropriada.
Quais cuidados devo ter ao usar
o Hemifumarato de Quetiapina?
Ideação
suicida e comportamento suicida ou piora clínica
A depressão
está associada a aumento de risco de ideação suicida, auto-mutilação e
comportamento suicida. Este risco persiste até ocorrer uma remissão
significativa. Como a melhora clinica pode não ocorrer nas primeiras semanas de
tratamento, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados até que a melhora
ocorra. A experiência clínica demonstra que o risco de suicídio pode aumentar
nos primeiros estágios da recuperação.
Outros
transtornos psiquiátricos para os quais o Hemifumarato de Quetiapina é
prescrita também podem estar associados ao aumento do risco de comportamento
suicida.*
*Exclusivo
Comprimido de Liberação Prolongada: Além disso, essas condições podem ser
associadas a episódios de depressão maior. As mesmas precauções observadas no
tratamento de pacientes com episódios de depressão maior devem ser tomadas
durante o tratamento de pacientes com outros transtornos psiquiátricos.
Pacientes
com histórico de comportamento suicida ou aqueles que apresentavam um grau
significativo de ideação suicida antes do início do tratamento são conhecidos
por apresentar altos riscos de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio e
devem ser cuidadosamente monitorados durante o tratamento. Uma metanálise da
FDA de estudos clínicos placebo-controlados com fármacos antidepressivos em
aproximadamente 4400 crianças e adolescentes e 77000 pacientes adultos com
transtornos psiquiátricos mostrou um aumento de risco de comportamento suicida
com antidepressivos em comparação com o placebo em crianças, adolescentes e
jovens com menos de 25 anos de idade. Esta metanálise não incluiu estudos
envolvendo o Hemifumarato de Quetiapina.
Neutropenia e agranulocitose
Neutropenia
grave (<0,5 x 109 /L) sem infecção foi
raramente relatada nos estudos clínicos de curto prazo placebo controlados em
monoterapia com Hemifumarato de Quetiapina. Há relatos de agranulocitose
(neutropenia grave com infecção) entre todos os pacientes tratados com Hemifumarato
de Quetiapina nos ensaios clínicos (rara) assim como no período
pós-comercialização (incluindo casos fatais). A maioria desses casos de
neutropenia grave ocorreram dentro dos primeiros dois meses do início de
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina. Aparentemente não houve relação com
a dose. Os possíveis fatores de risco para neutropenia incluem a baixa contagem
de leucócitos preexistente e histórico de neutropenia induzida por fármacos.
O Hemifumarato de Quetiapina deve ser descontinuada em pacientes com
contagem de neutrófilos <1,0 x 109 /L. Esses pacientes devem ser observados
quanto aos sinais e sintomas de infecção e contagem de neutrófilos (até 1,5 x
109 /L).
Houve casos
de agranulocitose em pacientes sem fatores de risco preexistentes. A
neutropenia deve ser considerada em pacientes com infecção, especialmente na
ausência de fatores de predisposição óbvios, ou em pacientes com febre
inexplicável, e devem ser tratadas de modo clinicamente apropriado.
Aumentos de glicose no sangue e
hiperglicemia
Aumentos de
glicose no sangue e hiperglicemia, e relatos ocasionais de diabetes foram
observados nos estudos clínicos com Hemifumarato de Quetiapina. Embora uma
relação causal com o diabetes não tenha sido estabelecida, pacientes que
apresentem risco para desenvolver diabetes são aconselhados a fazer
monitoramento clínico apropriado. Do mesmo modo, pacientes diabéticos devem ser
monitorados para possível exacerbação.
Lipídeos
Aumentos de
triglicérides e colesterol e diminuição de HDL foram observados nos estudos
clínicos com Hemifumarato de Quetiapina. Mudanças no perfil lipídico devem ser
clinicamente controladas.
Fatores Metabólicos
Em alguns
pacientes observou-se nos estudos clínicos o agravamento de mais de um dos
fatores metabólicos de peso, glicemia e lipídeos. Alterações nesses parâmetros
devem ser clinicamente controladas.
Doenças concomitantes
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser usado com precaução em pacientes com doença
cardiovascular conhecida, doença vascular cerebral ou outras condições
que predisponham à hipotensão.
Hemifumarato
de Quetiapina pode induzir hipotensão ortostática, especialmente durante o
período inicial de titulação da dose.
Em
pacientes com histórico ou em risco para apneia do sono e que estão recebendo
concomitantemente depressivos do sistema nervoso central (SNC), Hemifumarato de
Quetiapina deve ser utilizado com cautela.
Disfagia
Disfagia e
aspiração têm sido relatadas com Hemifumarato de Quetiapina. Embora uma relação
causal com pneumonia por aspiração não tenha sido estabelecida, Hemifumarato de
Quetiapina deve ser usado com cautela em pacientes com risco de pneumonia por
aspiração.
Sintomas extrapiramidais (EPS)
Em estudos
clínicos placebo-controlados em esquizofrenia e mania bipolar, a incidência de
EPS não foi diferente do placebo em toda a faixa de doses recomendada. Isto é
um fator preditivo de que a quetiapina tenha menor potencial de induzir
discinesia tardia em pacientes portadores de esquizofrenia e mania bipolar em
comparação com agentes antipsicóticos típicos. Em estudos clínicos
placebo-controlados de curto prazo em depressão bipolar, a incidência de EPS
foi maior em pacientes tratados com Hemifumarato de Quetiapina do que nos
pacientes tratados com placebo.
Síndrome neuroléptica maligna
Um complexo
de sintomas potencialmente fatal, por vezes referido como SNM – Síndrome
Neuroléptica Maligna tem sido relatada em associação com a administração de
fármacos antipsicóticos, incluindo Hemifumarato de Quetiapina. Casos raros de
SNM já foram relatados com Hemifumarato de Quetiapina. As manifestações
clínicas da SNM são hiperpirexia, rigidez muscular, estado mental alterado e
evidência de instabilidade autonôma (pulso ou pressão arterial irregular,
taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca). Sinais adicionais podem incluir
aumento da creatina fosfoquinase, mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência
renal aguda.
A avaliação
diagnóstica dos pacientes com esta síndrome é complicada. Para chegar a
um diagnóstico, é importante excluir os casos em que quadro clínico
inclua tanto doença médica grave (por exemplo, pneumonia, infecção sistêmica,
etc.) e não tratada ou sinais e sintomas extrapiramidais (EPS) inadequadamente
tratados. Outras considerações importantes no diagnóstico diferencial incluem a
toxicidade centro anticolinérgico, insolação, febre medicamentosa e patologia
primária do Sistema Nervoso Central (SNC).
A gestão do SNM deve incluir:
·
Interrupção
imediata dos fármacos antipsicóticos e outros medicamentos não essenciais para
a terapia concomitante;
·
Tratamento
sintomático intensivo e acompanhamento médico;
·
O
tratamento de quaisquer problemas médicos sérios concomitantes para os quais
estão disponíveis tratamentos específicos.
Não existe
um acordo geral sobre os regimes de tratamento farmacológicos específicos para
SNM.
Se um
paciente requerer tratamento com droga antipsicótica após recuperação de SNM, a
reintrodução da terapia medicamentosa deve ser cuidadosamente considerada. O
paciente deve ser cuidadosamente monitorado quando o reaparecimento de SNM for
relatado.
Discinesia tardia
Uma
síndrome de movimentos discinéticos involuntários potencialmente irreversível
pode se desenvolver em pacientes tratados com medicamentos antipsicóticos,
incluindo Hemifumarato de Quetiapina. Embora a prevalência da síndrome pareça
ser maior entre idosos, especialmente mulheres idosas, não é possível confiar
em estimativas de prevalência para prever, no início do tratamento
antipsicótico, quais pacientes são propensos a desenvolver a síndrome. É
desconhecido, se medicamentos antipsicóticos diferem quanto ao potencial de
causar discinesia tardia.
Acredita-se
que o risco de desenvolver discinesia tardia e a probabilidade de que ele se
torne irreversível aumentam à medida que a duração do tratamento e da dose
cumulativa total de medicamentos antipsicóticos administrados ao paciente
aumenta. No entanto, a síndrome pode se desenvolver, embora muito menos
frequente, após períodos de tratamento relativamente curtos em doses baixas ou
podem mesmo surgir, após a interrupção do tratamento.
Não há
nenhum tratamento conhecido para casos estabelecidos de discinesia tardia,
embora a síndrome possa diminuir, parcial ou totalmente, se o tratamento
antipsicótico for retirado. O tratamento antipsicótico, em si, no entanto, pode
suprimir (ou parcialmente suprimir) os sinais e sintomas da síndrome e, assim,
pode mascarar o processo subjacente. O efeito que a supressão sintomática tem
sobre o efeito de longo prazo da síndrome é desconhecido.
Tendo em
conta estas considerações, Hemifumarato de Quetiapina deve ser prescrito de
maneira a minimizar uma possível ocorrência de discinesia tardia. O tratamento
crônico de antipsicótico geralmente deve ser reservado para pacientes que
parecem sofrer de uma doença crónica que responde a antipsicóticos, e, para
quem os tratamentos alternativos, igualmente eficazes, mas potencialmente menos
prejudiciais não estão disponíveis ou adequados. Deve-se buscar a menor dose e
a duração mais curta de tratamento que produza uma resposta clínica
satisfatória em pacientes que necessitam de tratamento crônico. A necessidade
de tratamento contínuo deve ser reavaliada periodicamente.
Se os
sinais e sintomas de discinesia tardia se apresentarem em um paciente em
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina, a descontinuação do medicamento deve
ser considerada. No entanto, alguns pacientes podem necessitar do tratamento
com Hemifumarato de Quetiapina, apesar da presença da síndrome.
Convulsões
Durante os
ensaios clínicos, convulsões ocorreram em 0,5% (20/3490) dos pacientes tratados
com Hemifumarato de Quetiapina em comparação com 0,2% (2/954) no grupo placebo
e 0,7% (4/527) no grupo controle com medicamento ativo. Tal como acontece com
outros antipsicóticos, Hemifumarato de Quetiapina deve ser usado com precaução
em pacientes com histórico de convulsões ou com condições que potencialmente
diminuam o limiar convulsivo, por exemplo, Alzheimer.
As condições que diminuem o limiar convulsivo podem ser mais prevalentes na
população de 65 anos ou mais.
Prolongamento do intervalo QT
Em estudos
clínicos, o Hemifumarato de Quetiapina não foi associada a aumento
persistente no intervalo QT absoluto. Entretanto, na experiência
pós-comercialização houve casos relatados de prolongamento do intervalo QT com
superdose (ver item Superdose). Assim como com outros antipsicóticos,
o Hemifumarato de Quetiapina deve ser prescrita com cautela a pacientes
com distúrbios cardiovasculares ou histórico familiar de prolongamento de
intervalo QT. O Hemifumarato de Quetiapina também deve ser prescrita com cautela
tanto com medicamentos conhecidos por aumentar o intervalo QT como em
concomitância com neurolépticos, especialmente para pacientes com risco
aumentado de prolongamento do intervalo QT, como pacientes idosos, pacientes
com síndrome congênita de intervalo QT longo, insuficiência cardíaca congestiva,
hipertrofia cardíaca, hipocalemia ou hipomagnesemia.
Cardiomiopatias e Miocardites
Cardiomiopatias
e miocardites foram reportadas em estudos clínicos e na experiência
póscomercialização, entretanto a relação causal com o Hemifumarato de
Quetiapina não foi estabelecia. O tratamento com Hemifumarato de Quetiapina,
para pacientes com suspeita de cardiomiopatia ou miocardites, deve ser
reavaliado.
Reações Adversas Cutâneas Graves
Reações
Adversas Cutâneas Graves (SCARs), incluindo síndrome de Stevens-Johnsons (SJS),
Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN) e reações ao medicamento com eosinofilia e
sintomas sistêmicos (DRESS) são reações adversas potencialmente fatais que
foram reportadas durante a exposição ao Hemifumarato de Quetiapina. SCARs
normalmente são apresentadas como uma combinação dos seguintes sintomas:
erupção cutânea extensa ou dermatite esfoliativa, febre,
linfadenopatia e possível eosinofilia. Descontinue o uso de Hemifumarato de
Quetiapina caso ocorram Reações Adversas Cutâneas Graves.
Descontinuação
Sintomas de
abstinência por descontinuação aguda como insônia, náusea e vômito têm sido
descritos após interrupção abrupta do tratamento com fármacos antipsicóticos
como o Hemifumarato de Quetiapina. É aconselhada a descontinuação gradual por
um período de pelo menos uma a duas semanas.
Uso indevido e abuso
Casos de
uso indevido e abuso têm sido reportados. É necessário cuidado ao prescrever
Hemifumarato de Quetiapina para pacientes com histórico de abuso de drogas ou
álcool.
Efeitos anticolinérgicos
(muscarínico)
A
norquetiapina, um metabólito ativo do Hemifumarato de Quetiapina, tem afinidade
moderada à alta por vários subtipos de receptores muscarínicos. Isto contribui
para as reações adversas a medicamentos (ADRs) que refletem os efeitos
anticolinérgico, quando Hemifumarato de Quetiapina é utilizado nas doses
recomendadas, concomitantemente a outras medicações com efeito anticolinérgico
e quando estabelecida uma superdose.
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser utilizado com cautela por pacientes recebendo
medicamentos que apresentam efeitos anticolinérgicos (muscarínicos).
Hemifumarato
de Quetiapina deve ser utilizado com cautela em pacientes com diagnóstico atual
ou histórico de retenção urinária, hipertrofia prostática clinicamente
significativa, obstrução intestinal ou condições relacionadas, pressão
intraocular elevada ou glaucoma de ângulo fechado.
Interações
O uso
concomitante de Hemifumarato de Quetiapina com indutores de enzimas hepáticas,
como carbamazepina, pode diminuir substancialmente a exposição sistêmica ao
Hemifumarato de Quetiapina. Dependendo da resposta clínica, altas doses de
Hemifumarato de Quetiapina podem ser consideradas, se usado concomitantemente
com indutores de enzimas hepáticas.
Durante a
administração concomitante de fármacos inibidores potentes da CYP3A4 (como
antifúngicos azóis, antibióticos macrolídeos e inibidores da protease), as
concentrações plasmáticas desses podem estar significativamente aumentadas,
conforme observado em pacientes nos estudos clínicos. Como consequência, doses
reduzidas de Hemifumarato de Quetiapina devem ser usadas. Considerações
especiais devem ser feitas em idosos e pacientes debilitados. A relação
risco/benefício precisa ser considerada como base individual em todos os
pacientes.
Para informações referentes a
ajuste de dose para pacientes idosos, crianças e adolescentes, pacientes com
insuficiência renal e hepática:
Pacientes idosos com demência
Hemifumarato
de Quetiapina não está aprovado para o tratamento de pacientes idosos com
psicose relacionada à demência.
Exclusivo Comprimido Revestido
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade):
Embora nem
todas as reações adversas identificadas em pacientes adultos tenham sido
observadas nos estudos clínicos com Hemifumarato de Quetiapina em crianças e
adolescentes, as mesmas precauções e advertências mencionadas para adultos
devem ser consideradas para crianças e adolescentes. Além disso, alterações na
pressão arterial, testes de função tireoidiana, ganho de peso e elevação dos
níveis de prolactina foram observados e devem ser clinicamente monitorados.
Dados de
segurança de longo prazo, por mais de 26 semanas de tratamento com Hemifumarato
de Quetiapina, incluindo crescimento, maturação e desenvolvimento
comportamental, não estão disponíveis para crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade).
Níveis de prolactina:
Em dois
estudos clínicos agudos placebo-controlados em pacientes pediátricos (de 10 a
17 anos), a incidência de pacientes que apresentaram níveis de prolactina
normais na inclusão e que foi alterado para um valor clinicamente importante em
qualquer momento do estudo foi 11,3% (13,4% em meninos e 8,7% em meninas) no
grupo Hemifumarato de Quetiapina e 2,63% (4,0% em meninos e 0,0% em meninas) no
grupo placebo.
As
consequências clínicas do aumento dos níveis de prolactina podem incluir
amenorréia, galactorréia e ginecomastia.
Efeitos sobre a capacidade de
dirigir veículos e operar máquinas
Devido ao
seu efeito primário no SNC, o Hemifumarato de Quetiapina pode interferir em
atividades que requeiram um maior alerta mental. Portanto, pacientes devem
ser orientados a não dirigir veículos ou operar máquinas até que a
suscetibilidade individual seja conhecida.
Uso durante a gravidez e
lactação
Categoria
de risco na gravidez: C.
Este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista.
A segurança
e a eficácia de Hemifumarato de Quetiapina durante a gestação humana não foram
estabelecidas. Foram relatados sintomas de abstinência neonatal após algumas
gravidezes durante as quais o Hemifumarato de Quetiapina foi usada.
Portanto, Hemifumarato de Quetiapina só deve ser usado durante a gravidez se os
benefícios justificarem os riscos potenciais.
Foram
publicados relatos sobre a excreção de Hemifumarato de Quetiapina durante a
amamentação, no entanto, o nível de excreção não foi consistente. As mulheres
que estiverem amamentando devem ser aconselhadas a evitar a amamentação
enquanto fazem uso de Hemifumarato de Quetiapina.
Este medicamento contém lactose
(19,00 mg/comprimido de 25 mg; 20,70 mg/comprimido de 100 mg; 41,40
mg/comprimido de 200 mg), portanto, deve ser usado com cautela por pacientes
com intolerância a lactose.
Qual a ação da substância
Hemifumarato de Quetiapina?
Resultados
de Eficácia
Comprimido Revestido
Estudos
clínicos demonstraram que Hemifumarato de Quetiapina é eficaz quando
administrado 2 vezes ao dia, apesar do Hemifumarato de Quetiapina ter uma
meia-vida farmacocinética de 7 horas. Isto é sustentado por dados de um estudo
de tomografia com emissão de pósitrons (PET), que identificou
que para o Hemifumarato de Quetiapina, a ocupação dos receptores 5HT2 e dos
receptores de dopamina D2 é mantida por até 12 horas.1
A segurança
e a eficácia de doses maiores que 800 mg/dia não foram avaliadas.
Esquizofrenia
Em estudos
clínicos, Hemifumarato de Quetiapina mostrou ser eficaz no tratamento dos
sintomas positivos e negativos da esquizofrenia. Em estudos comparativos
Hemifumarato de Quetiapina demonstrou ser tão eficaz quanto os agentes
antipsicóticos, tais como clorpromazina e haloperidol.2
Monoterapia ou adjuvante no
tratamento de episódios de mania associados ao transtorno afetivo bipolar
Em estudos
clínicos, Hemifumarato de Quetiapina demonstrou ser efetivo como monoterapia ou
em terapia adjuvante na redução dos sintomas de mania em pacientes com mania
bipolar. A média de dose da última semana de Hemifumarato de Quetiapina em
respondedores foi de aproximadamente 600 mg/dia e aproximadamente 85% dos
respondedores estão dentro da faixa de dose de 400 a 800 mg/dia.3
Episódios de depressão
associados ao transtorno afetivo bipolar
Em quatro
estudos clínicos, que incluíram pacientes com transtorno afetivo bipolar I,
bipolar II e pacientes com ou sem ciclagem rápida, Hemifumarato de Quetiapina
demonstrou ser efetivo em pacientes com depressão bipolar nas doses de 300 e
600 mg/dia, entretanto, não foi visto benefício adicional com doses de 600 mg
durante tratamento de curto prazo.
Nestes
quatro estudos, Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo na redução
da escala total MADRS (Escala de Montgomery-Asberg para Depressão). O efeito
antidepressivo de Hemifumarato de Quetiapina foi significativo no dia 8 (semana
1) e foi mantido até o final dos estudos (semana 8). O tratamento com
Hemifumarato de Quetiapina 300 ou 600 mg à noite reduziu os sintomas de
depressão e de ansiedade em pacientes com depressão bipolar. Houve menos
episódios de mania emergente do tratamento com cada uma das doses de
Hemifumarato de Quetiapina do que com placebo. Em três dos quatro estudos, para
os grupos de dose 300 mg e 600 mg, foi observada uma melhora estatisticamente
significativa em relação ao placebo na redução de pensamentos suicidas medido
pelo item 10 da MADRS e em 2 dos 3 estudos, para o grupo de dose 300 mg, foi
observada melhora da qualidade de vida e da satisfação relatada para várias
áreas funcionais, medidas usando o Questionário de Satisfação e Qualidade de
Vida (Q-LES-Q (SF)).
A
manutenção da eficácia antidepressiva foi estabelecida em adultos em dois
estudos clínicos de depressão bipolar com Hemifumarato de Quetiapina. Esses
estudos incluíram uma fase aguda placebo-controlada de 8 semanas seguida por
uma fase contínua placebo-controlada de pelo menos 26 semanas e de até 52
semanas de duração. Os pacientes tinham que estar estáveis no término da fase
aguda para serem randomizados para a fase contínua. Em ambos os estudos,
Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo aumentando o tempo até a
recorrência de qualquer evento de humor (depressão, misto ou de mania). A
redução de risco dos estudos agrupados foi de 49%. O risco de um evento de
humor para Hemifumarato de Quetiapina versus placebo foi
reduzido em 41% com a dose de 300 mg e em 55% com a dose de 600 mg.
Manutenção do transtorno afetivo
bipolar I em combinação com os estabilizadores de humor lítio ou valproato
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina no tratamento de manutenção do transtorno afetivo
bipolar em combinação foi estabelecida em dois estudos clínicos
placebo-controlados em 1326 pacientes, que estavam de acordo com os critérios
DSM-IV para transtorno bipolar I. Os estudos incluíram pacientes cujo episódio
de humor mais recente foi de mania, depressivo ou misto, com ou sem
características psicóticas. Na fase aberta do estudo, foi exigido que os
pacientes fossem estabilizados com Hemifumarato de Quetiapina em combinação com
estabilizador de humor (lítio ou valproato) por um mínimo de 12 semanas para
serem randomizados. Na fase de randomização, alguns pacientes continuaram o
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina (400 a 800mg/dia com uma dose média
de 507 mg/dia) em combinação com estabilizador de humor (lítio ou valproato) e
outros receberam placebo em combinação com estabilizador de humor (lítio ou
valproato) por até 104 semanas.
No desfecho
primário em cada estudo, Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo no
aumento do tempo até a recorrência de qualquer evento de humor (de mania, misto
ou depressivo). Nestes estudos em combinação, o risco de qualquer evento de
humor foi reduzido em 70% com o tratamento de Hemifumarato de Quetiapina em
comparação ao placebo. O período no qual 20% dos pacientes apresentaram
recorrência de qualquer evento de humor foi de 220 dias para pacientes tratados
com Hemifumarato de Quetiapina e de 29 dias para pacientes tratados com
placebo, quando combinados com lítio ou valproato.
24% dos
pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina apresentaram um evento de humor
antes da semana 28 versus 60% dos pacientes no grupo placebo
neste mesmo período.
46% dos
pacientes no grupo Hemifumarato de Quetiapina apresentaram um evento de humor
antes da semana 52 versus 80% dos pacientes no grupo placebo
neste mesmo período.
Monoterapia no tratamento de
manutenção no transtorno bipolar
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina em monoterapia no tratamento de manutenção foi
verificada em um estudo placebo-controlado com 1226 pacientes que preenchiam o
critério DSM-IV para Transtorno Bipolar I. O estudo incluiu pacientes com
episódios mais recentes de humor de mania, misto ou depressão, com ou sem
características psicóticas. Na fase aberta, foi requerido pacientes
estabilizados com Hemifumarato de Quetiapina por no mínimo de 4 semanas para
serem randomizados. Na fase randomizada, alguns pacientes continuaram o
tratamento com Hemifumarato de Quetiapina (300 mg a 800 mg/dia, dose média de
546 mg/dia), enquanto outros receberam lítio ou placebo por até 104 semanas. O
resultado primário mostrou que Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo
no aumento do tempo até recorrência de qualquer evento de humor (mania, misto
ou depressão). A redução de risco foi de 74%, 73%, e 75% para eventos de humor,
mania e depressivos, respectivamente.
Em um
estudo de longo prazo (até dois anos de tratamento) avaliando a prevenção de
recorrência em pacientes com mania, depressão ou episódios mistos de humor,
Hemifumarato de Quetiapina foi superior ao placebo no aumento do tempo de
recorrência de qualquer evento de humor (maníaco, depressivo ou misto), em
pacientes com transtorno bipolar I. O número de pacientes com evento de humor
foi de 91 (22,5%) no grupo de Hemifumarato de Quetiapina, 208 (51,5%) no grupo
placebo e 95 (26,1%) nos grupos de tratamento com lítio, respectivamente. Em
pacientes que responderam ao Hemifumarato de Quetiapina, quando se compara a
continuação do tratamento com Hemifumarato de Quetiapina à mudança para o
lítio, os resultados indicaram que a mudança para o tratamento com lítio não
parece estar associada a um aumento do tempo de recorrência de evento de humor.
Ideação suicida e comportamento
suicida ou piora clínica
Em estudos
clínicos placebo-controlados de curto prazo abrangendo todas as indicações e
idades, a incidência de comportamentos suicidas foi 0,8% tanto para
Hemifumarato de Quetiapina (76/9327) como para placebo (37/4845).
Nos estudos
de pacientes com esquizofrenia, a incidência de comportamentos suicidas foi de
1,4% (3/212) para o Hemifumarato de Quetiapina e 1,6% (1/62) para o
placebo em pacientes com idades entre 18 e 24 anos, 0,8% (13/1663) para
o Hemifumarato de Quetiapina e 1,1% (5/463) para o placebo em pacientes ≥
25 anos de idade e 1,4% (2/147) para o Hemifumarato de Quetiapina e 1,3%
(1/75) para o placebo em pacientes < 18 anos de idade.
Nos estudos
de pacientes com mania bipolar, a incidência de comportamentos suicidas foi de
0% tanto para o Hemifumarato de Quetiapina (0/60) como para o placebo
(0/58) em pacientes com idades entre 18 e 24 anos, 1,2% tanto para
o Hemifumarato de Quetiapina (6/496) como para o placebo (6/503) em
pacientes ≥ 25 anos de idade e 1,0% (2/193) para o Hemifumarato de
Quetiapina e 0% (0/90) para o placebo em pacientes < 18 anos de idade.
Nos estudos
de pacientes com depressão bipolar com episódios de depressão no transtorno
afetivo bipolar tipo I, a incidência de comportamentos suicidas foi de 3,0%
(7/233) para o Hemifumarato de Quetiapina e 0% (0/120) para o placebo em
pacientes com idade entre 18 e 24 anos e 1,8% tanto para o Hemifumarato de
Quetiapina (19/1616) como para o placebo (11/622) em pacientes ≥ 25 anos de
idade. Não existem estudos conduzidos em pacientes com idade < 18 anos com
depressão bipolar.
Cataratas / opacidade do
cristalino
Em um
estudo clínico para avaliar o potencial do Hemifumarato de Quetiapina versus risperidona
de causar catarata no tratamento de longo prazo de pacientes
com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, Hemifumarato de Quetiapina em
doses de 200-800 mg/dia foi não-inferior para a taxa de eventos em 2 anos de
aumento do grau de opacidade do cristalino (opalescência nuclear, e padrões
subcapsular cortical e posterior do LOCS II) LOCS II (Sistema de Classificação
de Opacidade do Cristalino II) em comparação com a risperidona em doses de 2 a
8 mg/dia em pacientes com pelo menos 21 meses de exposição.
Adolescentes (13 a 17 anos de
idade)
Esquizofrenia:
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina no tratamento de esquizofrenia em adolescentes
foi demonstrada em um estudo clínico duplo-cego, placebo-controlado, de 6
semanas. Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV para
esquizofrenia foram randomizados em um dos três grupos de tratamento:
Hemifumarato de Quetiapina 400 mg/dia (n= 73), Hemifumarato de Quetiapina 800
mg/dia (n= 74) ou placebo (n= 75). A medicação do estudo foi iniciada com 50
mg/dia e no Dia 2 aumentou para 100 mg/dia. Posteriormente, a dose foi titulada
para uma dose alvo de 400 ou 800 mg com aumentos de 100 mg/dia, administrada
duas ou três vezes ao dia. A variável primária de eficácia foi a mudança média
a partir do basal na escala total da PANSS.
Os
resultados do estudo demonstraram a eficácia de Hemifumarato de Quetiapina 400
mg/dia e 800 mg/dia em comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 800
mg em comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.
Crianças e adolescentes (10 a 17
anos de idade)
Episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar:
A eficácia
de Hemifumarato de Quetiapina no tratamento de episódios de mania associados ao
transtorno afetivo bipolar em crianças e adolescentes foi demonstrada em um
estudo clínico multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado de três semanas.
Pacientes que preencheram o critério de diagnóstico DSM-IV para episódios de
mania foram randomizados em um dos três grupos de tratamento - Hemifumarato de
Quetiapina 400 mg/dia (n= 95), Hemifumarato de Quetiapina 600 mg/dia (n= 98) ou
placebo (n= 91).
A medicação
do estudo foi iniciada com 50 mg/dia e no Dia 2 aumentou para 100 mg/dia.
Posteriormente, a dose foi titulada para uma dose alvo de 400 ou 600 mg com
aumentos de 100 mg/dia, administrada duas ou três vezes ao dia. A variável
primária de eficácia foi a mudança média a partir do basal no escore total da
YMRS.
Os resultados do estudo
demonstraram a eficácia superior de Hemifumarato de Quetiapina 400 mg/dia e 600
mg/dia em comparação ao placebo. A maior eficácia da dose de 600 mg em
comparação com a dose de 400 mg não foi estabelecida.
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