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Dicloridrato De Pramipexol Liberação Prolongada 0,375mg 30comprimidos
Dicloridrato de Pramipexol Liberação Prolongada 0,375MG 30Comprimidos
Quantidade
Sobre o produto
Descrição do Produto
Dicloridrato
de Pramipexol, para o que é indicado e para o que serve?
Comprimidos
Dicloridrato
de Pramipexol comprimidos é indicado para o tratamento dos sinais e
sintomas da doença de Parkinson idiopática, podendo ser usado
como monoterapia ou associado à levodopa. Também é indicado para o tratamento
sintomático da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) idiopática.
Comprimidos de liberação
prolongada
Dicloridrato
de Pramipexol comprimidos de liberação prolongada é indicado para o tratamento
dos sinais e sintomas da doença de Parkinson idiopática, podendo ser usado como
monoterapia (sem levodopa) ou associado à levodopa.
Quais as
contraindicações do Dicloridrato de Pramipexol?
Pacientes
com hipersensibilidade ao Dicloridrato de Pramipexol ou aos excipientes da
fórmula.
Tipo de
receita
C1 Branca 2 vias (Venda Sob
Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou
Psíquica)
Como usar o
Dicloridrato de Pramipexol?
Tratamento inicial
A posologia
deve ser aumentada gradualmente a partir de uma dose inicial de 0,375 mg/dia,
subdividida em três doses diárias, e deve ser aumentada a cada 5 - 7 dias.
Desde que o paciente não apresente reações adversas intoleráveis, a dose deve
ser aumentada até que se atinja o máximo efeito terapêutico.
Esquema posológico ascendente de
Dicloridrato de Pramipexol
|
Semana |
Posologia |
Dose
diária total |
|
|
1 |
Comprimidos |
0,125 mg, 3 x ao dia |
0,375 mg |
|
Comprimidos
de liberação prolongada |
1
comprimido 0,375 mg |
||
|
2 |
Comprimidos |
0,25 mg, 3 x ao dia |
0,75 mg |
|
Comprimidos
de liberação prolongada |
1
comprimido 0,75 mg |
||
|
3 |
Comprimidos |
0,5 mg, 3 x ao dia |
1,50 mg |
|
Comprimidos
de liberação prolongada |
1
comprimido 1,50 mg |
||
Se houver
necessidade de aumento da dose, acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária
até atingir a dose máxima de 4,5 mg/dia.
Tratamento de manutenção
A dose
individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg/dia e a dose máxima de
4,5 mg/dia. Nos estudos clínicos, tanto no estágio inicial como no estágio
avançado da doença, observou-se durante o aumento da dose que a eficácia
terapêutica se iniciou a partir de doses diárias de 1,5 mg. Este fato não
impede que doses maiores que 1,5 mg/dia possam propiciar um benefício
terapêutico adicional em alguns pacientes. Isto se aplica principalmente a
pacientes no estágio avançado da doença, nos quais se pretenda reduzir a dose
da levodopa.
Descontinuação do tratamento
Deve-se
diminuir a dose em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois
disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.
Pacientes em tratamento com
levodopa
Recomenda-se
redução da dose de levodopa tanto durante o aumento da dose de Dicloridrato de
Pramipexol como no tratamento de manutenção subsequente, a fim de evitar
hiperestimulação dopaminérgica.
Pacientes com insuficiência
renal
A
eliminação do Dicloridrato de Pramipexol depende da função renal.
Recomenda-se a seguinte
posologia durante o tratamento inicial:
Comprimidos
·
Pacientes
com depuração de creatinina acima de 50 mL/min: não há
necessidade de redução da dose diária ou frequência da dose.
·
Pacientes
com depuração de creatinina entre 20 e 50 mL/min: a dose diária inicial de
Dicloridrato de Pramipexol deve ser administrada em 2 tomadas, iniciando-se com
doses de 0,125 mg 2x ao dia (0,25 mg/dia). A dose máxima diária de 2,25 mg de
Dicloridrato de Pramipexol não deve ser excedida.
·
Pacientes
com depuração de creatinina menor que 20 mL/min: a dose diária de Dicloridrato
de Pramipexol deve ser administrada em dose única, iniciando-se com doses de
0,125 mg/dia. A dose máxima diária de 1,5 mg de Dicloridrato de Pramipexol não
deve ser excedida.
Se a função
renal diminuir durante o tratamento de manutenção, reduzir a dose diária de
Dicloridrato de Pramipexol na mesma proporção da diminuição da depuração da
creatinina; por exemplo, se ocorrer diminuição de 30% da depuração da
creatinina, reduzir 30% da dose diária de Dicloridrato de Pramipexol. A dose
diária pode ser administrada em 2 tomadas diárias se a depuração de creatinina
estiver entre 20 e 50 mL/min e em dose única se a depuração de creatinina
estiver menor que 20 mL/min.
Comprimidos de liberação
prolongada
·
Pacientes
com depuração de creatinina acima de 50 mL/min: não há necessidade de redução
da dose diária ou frequência da dose.
·
Pacientes
com depuração de creatinina entre 30 e 50 mL/min: o tratamento deve ser
iniciado com 0,375 mg Dicloridrato de Pramipexol comprimidos de liberação
prolongada em dias alternados. Antes de aumentar para dose diária após uma
semana, deve-se ter cautela e deve ser realizada uma cuidadosa avaliação da
resposta terapêutica e tolerabilidade. Se for necessário um aumento adicional
na dose, a dose diária deve ser aumentada em 0,375 mg de pramipexol em
intervalos semanais até uma dose máxima de 2,25 mg de pramipexol por dia.
·
Pacientes
com depuração de creatinina abaixo de 30 mL/min: não existem dados disponíveis
para o tratamento destes pacientes com Dicloridrato de Pramipexol comprimidos
de liberação prolongada. Deve-se considerar o uso de Dicloridrato de Pramipexol
comprimidos.
Se a função
renal diminuir durante o tratamento de manutenção, as recomendações acima devem
ser seguidas.
Pacientes com insuficiência
hepática
Não se
considera necessário reduzir a dose.
Exclusivo Comprimidos
Os
comprimidos devem ser ingeridos por via oral com água, com ou sem alimentos.
Doença de Parkinson
A dose
diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.
Síndrome das Pernas Inquietas
A dose
inicial recomendada de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos é 0,125 mg uma
vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com
sintomatologia adicional a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4-7 dias,
até no máximo de 0,75 mg por dia de acordo com a tabela abaixo.
Esquema posológico ascendente de
Dicloridrato de Pramipexol comprimidos
|
Etapa de
titulação |
Dose
diária (única) da noite |
|
1 |
0,125 mg |
|
2 (se
necessário) |
0,25 mg |
|
3 (se necessário) |
0,50 mg |
|
4 (se
necessário) |
0,75 mg |
Descontinuação do tratamento
Dicloridrato
de Pramipexol comprimidos pode ser descontinuado sem redução gradativa da dose.
Em um estudo clínico controlado por placebo, de 26 semanas, o retorno dos
sintomas da SPI (piora da gravidade dos sintomas comparado ao normal) foi
observado em 10% dos pacientes (14 em 135) após a interrupção abrupta do
Dicloridrato de Pramipexol. Este efeito foi similar em todas as doses.
Pacientes com insuficiência
renal
A
eliminação de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos é dependente da
função renal e está intimamente relacionada à depuração de creatinina. Com base
em estudos farmacocinéticos em pacientes com disfunção renal, pacientes com
depuração de creatinina acima de 20 mL/min não necessitam de redução da dose
diária. O uso de Dicloridrato de Pramipexol comprimidosem pacientes
portadores de SPI com disfunção renal não foi estudado.
Pacientes com insuficiência
hepática
Não há
necessidade de redução da dose, já que aproximadamente 90% do princípio ativo
absorvido é excretado através dos rins.
A segurança
e eficácia de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos não foram estabelecidas em
crianças e adolescentes com até 18 anos.
Exclusivo Comprimidos de
liberação prolongada
Os
comprimidos de liberação prolongada devem ser tomados uma vez ao dia,
aproximadamente no mesmo horário.
Devem ser
ingeridos inteiros por via oral com água e não devem ser mastigados, partidos
ou esmagados; podem ser tomados com ou sem alimentos.
Em caso de
esquecimento de dose, deve-se administrar a dose perdida em até 12 horas em
relação ao horário correto de tomada. Após 12 horas, a dose esquecida deve ser
desconsiderada e a próxima dose deve ser tomada no horário habitual.
A segurança
e eficácia de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos de liberação
prolongada não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.
Este
medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Quais as
reações adversas e os efeitos colaterais do Dicloridrato de Pramipexol?
Doença de Parkinson
Reações muito comuns (≥1/10)
Tontura, discinesia, sonolência,
náusea.
Reações comuns (≥1/100 e
<1/10)
Comportamentos
anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e
comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, cefaleia,
distúrbios visuais incluindo diplopia, visão embaçada e acuidade visual
reduzida, hipotensão, constipação, vômito, fadiga, edema periférico,
perda de peso incluindo perda de apetite.
Reações incomuns (≥1/1.000 e
<1/100)
Pneumonia, compulsão por compras,
amnésia, delírio, hipersexualidade, aumento ou diminuição da libido, paranoia,
jogo patológico, inquietação, hipercinesia, início súbito do sono, síncope,
dispneia, soluços, hipersensibilidade, prurido, erupção cutânea (rash),
aumento de peso.
Reação rara (≥1/10.000 e <
1/1.000)
Mania.
Reações com frequência
desconhecida
Secreção
inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar,
hiperfagia, falência cardíaca, torcicolo anterior (antecolo).
A
incidência de hipotensão em comparação com placebo em pacientes sob tratamento
com Dicloridrato de Pramipexol não aumentou. Contudo, em alguns pacientes, pode
ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da
dose de Dicloridrato de Pramipexol é muito rápido. Dicloridrato de Pramipexol
pode estar associado com distúrbios da libido (aumento ou diminuição).
Os
pacientes tratados com comprimidos de cloridrato de Dicloridrato de Pramipexol
relataram a ocorrência de sono súbito durante a realização das atividades
diárias, incluindo operação de veículos automotores, algumas vezes ocasionando
acidentes. Alguns desses pacientes não relataram sinais de preocupação como
sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de
Dicloridrato de Pramipexol, a qual de acordo com o conhecimento atual sobre a
fisiologia do sono, sempre o precede. Não se evidenciou uma relação com a
duração do tratamento. Alguns pacientes estavam recebendo outros medicamentos
com propriedades potencialmente sedativas. Na maioria dos casos dos quais se
obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou
a interrupção do tratamento.
Foram
relatados casos de falência cardíaca em estudos clínicos e experiência
pós-marketing com pacientes sob o uso de Dicloridrato de Pramipexol. Em um
estudo farmacoepidemiológico o uso de Dicloridrato de Pramipexol foi associado
a um aumento do risco de falência cardíaca comparado ao não uso de Dicloridrato
de Pramipexol. Uma relação causal entre Dicloridrato de Pramipexol e falência
cardíaca ainda não foi demonstrada.
Em casos de
eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a
Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou
para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Exclusivo Comprimidos
Síndrome das Pernas Inquietas
Reação muito comum (≥1/10)
Náusea.
Reações comuns (≥1/100 e
<1/10)
Sonhos
anormais, insônia, tontura, cefaleia, sonolência, constipação, vômito, fadiga.
Reações incomuns (≥1/1.000 e
<1/100)
Confusão,
alucinações, aumento ou diminuição da libido, inquietação, discinesia, início
súbito do sono, síncope, distúrbios visuais incluindo diplopia, visão embaçada
e acuidade visual reduzida, hipotensão, dispneia, soluços, prurido, erupção
cutânea (rash), hipersensibilidade, edema periférico, perda de peso
incluindo perda de apetite, aumento de peso.
Reações com frequência
desconhecida
Pneumonia,
secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais
(refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento
compulsivo), compulsão alimentar e por compras, mania, delírio, hiperfagia,
hipersexualidade, paranoia, jogo patológico, amnésia, hipercinesia, falência
cardíaca, torcicolo anterior (antecolo).
Interação
medicamentosa: quais os efeitos de tomar Dicloridrato de Pramipexol com outros
remédios?
Verifica-se
no homem que o Dicloridrato de Pramipexol se liga às proteínas plasmáticas
em uma extensão muito baixa (<20%) e apresenta pouca biotransformação.
Portanto, é improvável que ocorram interações com outros medicamentos que
afetam a ligação com proteínas plasmáticas ou a eliminação por
biotransformação.
Medicamentos
que inibem a secreção ativa dos túbulos renais de fármacos de pH básico
(catiônicos), tais como cimetidina, ou que sejam eliminados por
meio da secreção ativa dos túbulos renais podem interagir com Dicloridrato de
Pramipexol, resultando na redução da depuração de um dos medicamentos ou de
ambos. No caso de tratamento concomitante com essa classe de medicamentos
(inclusive amantadina), deve-se ter cautela com os sinais de hiperestimulação
dopaminérgica, tais como discinesia, agitação ou alucinações. Em tais casos, é
necessária a redução da dose.
A
selegilina e a levodopa não influenciam a farmacocinética do Dicloridrato de
Pramipexol. A extensão total da absorção ou eliminação da levodopa não é
alterada pelo Dicloridrato de Pramipexol. Não foi avaliada a interação com
anticolinérgicos e amantadina. Como os anticolinérgicos são eliminados
principalmente através do metabolismo hepático, as interações farmacocinéticas
com Dicloridrato de Pramipexol são, praticamente, improváveis. É possível haver
interação com amantadina por terem a mesma via de excreção renal.
Medicamentos antipsicóticos
A
coadministração de medicamentos antipsicóticos com Dicloridrato de Pramipexol
não é recomendada, uma vez que se pode esperar efeitos antagonistas de dopamina.
Durante o
aumento da dose de Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com doença de
Parkinson, recomenda-se diminuir a dose de levodopa e manter a dose de outros
medicamentos antiparkinsonianos.
Devido aos
possíveis efeitos aditivos, recomenda-se cautela quando os pacientes estiverem
tomando, juntamente com o Dicloridrato de Pramipexol, qualquer outro
medicamento sedativo ou álcool e medicamentos que aumentem os níveis
plasmáticos de Dicloridrato de Pramipexol (por exemplo, cimetidina).
Quais
cuidados devo ter ao usar o Dicloridrato de Pramipexol?
Insuficiência Renal
Ao
prescrever Dicloridrato de Pramipexol para pacientes com insuficiência renal,
sugere-se redução da dose de acordo com o item Como usar o Dicloridrato de
Pramipexol.
Alucinações e comportamento
anormal
Alucinações
e confusão são reações adversas conhecidas do tratamento com agonistas da
dopamina e com levodopa em pacientes com a doença de Parkinson. As alucinações
foram mais frequentes quando Dicloridrato de Pramipexol comprimidos de
liberação prolongada foi administrado em associação com levodopa em pacientes
com doença de Parkinson em estágio avançado do que quando administrado como
monoterapia em pacientes com doença de Parkinson em estágio inicial da doença.
Os pacientes devem ser advertidos de que alucinações (principalmente visuais)
podem ocorrer.
Os
pacientes devem estar cientes de que podem ocorrer alucinações, o que pode
afetar negativamente a capacidade de dirigir.
Os
pacientes e cuidadores devem estar cientes de que foram relatados casos de
comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle de
impulsos e compulsões) em pacientes tratados com medicamentos com ação
dopaminérgica como, por exemplo, compulsão alimentar e por compras,
hipersexualidade e jogo patológico. Nestes casos, deve-se considerar a redução
gradativa da dose ou mesmo a descontinuação.
Pacientes com distúrbios
psicóticos
Pacientes
com distúrbios psicóticos devem ser tratados com agonistas de dopamina somente
se os benefícios potenciais superarem os riscos. A coadministração de
antipsicóticos com Dicloridrato de Pramipexol não é recomendável, uma vez que
se pode esperar efeitos antagonistas da dopamina.
Manifestação súbita de sono e
sonolência
Os
pacientes devem ser advertidos sobre os potenciais efeitos sedativos associados
ao Dicloridrato de Pramipexol, incluindo sonolência e a possibilidade de
manifestação súbita de sono (hipersonia não orgânica) durante a realização das
atividades diárias.
Considerando
que sonolência é um evento adverso frequente com consequências potencialmente
sérias, os pacientes não devem dirigir carros ou operar qualquer outra máquina
complexa até que tenham experiência suficiente com Dicloridrato de Pramipexol
comprimidos de liberação prolongada para estimar se ocorre prejuízo no
desempenho mental e/ou motor. Os pacientes devem ser aconselhados a não dirigir
ou participar de atividades potencialmente perigosas se ocorrer aumento de
sonolência ou de episódios de sono súbito durante as atividades diárias (por
exemplo, durante conversas, refeições, etc.), em qualquer momento do
tratamento, e devem consultar o médico.
Hipotensão Postural
Deve-se ter
cautela nos casos de doença cardiovascular grave. Recomenda-se
monitorar a pressão sanguínea, especialmente no início do tratamento, devido ao
risco geral de hipotensão postural associada ao tratamento dopaminérgico.
Distonia
Pacientes
com doença de Parkinson podem apresentar distonia axial como torcicolo anterior
(antecolo), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou pleurotótono (flexão
lateral do tronco – Síndrome de Pisa). A distonia tem sido ocasionalmente
relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo
Dicloridrato de Pramipexol, embora uma clara relação causal não tenha sido
estabelecida. A distonia também pode ocorrer vários meses após o início ou
ajuste da medicação. Em caso de distonia, o regime da medicação dopaminérgica
deve ser revisto e um ajuste deve ser considerado.
Descontinuação do tratamento na
Doença de Parkinson
Foram
relatados sintomas sugestivos de uma síndrome neuroléptica maligna após a
interrupção abrupta do tratamento dopaminérgico.
Melanoma
Estudos
epidemiológicos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm maior
risco (aproximadamente 2 a 6 vezes maior) de desenvolver melanoma do que a
população em geral. No entanto, ainda não foi esclarecido se este aumento no
risco é devido à doença de Parkinson ou a outros fatores, como os medicamentos
utilizados no tratamento da doença de Parkinson. Por estas razões, aconselha-se
que pacientes e médicos monitorem a ocorrência de melanoma ao utilizarem
Dicloridrato de Pramipexol ou outros medicamentos dopaminérgicos.
Alterações na retina em ratos
albinos
Observaram-se
alterações patológicas (degeneração e perda de células fotorreceptoras) na
retina de ratos albinos em um estudo de carcinogenicidade de 2 anos. A
avaliação das retinas de camundongos albinos, ratos não albinos, macacos e
cobaias não revelou alterações similares. Ainda não se estabeleceu a relevância
potencial deste efeito em humanos, porém não se pode negligenciá-lo, porque
pode envolver a ruptura de um mecanismo que ocorre em todos os vertebrados
(descamação do disco).
Mania e Delírio
Os
pacientes devem ser monitorados regularmente para o controle do desenvolvimento
de mania e delírio, Pacientes e cuidadores devem ser alertados que mania e
delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol. A
redução de dose ou a descontinuação gradual devem ser consideradas se tais
sintomas se desenvolverem.
Efeitos na habilidade de dirigir
e operar máquinas
Os
pacientes devem estar cientes de que podem ocorrer alucinações, o que pode
afetar negativamente a capacidade de dirigir. Os pacientes devem ser advertidos
sobre os potenciais efeitos sedativos associados ao Dicloridrato de Pramipexol,
incluindo sonolência e a possibilidade de manifestação súbita de sono
(hipersonia não orgânica) durante a realização das atividades diárias.
Estudos de
toxicidade de doses repetidas demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol
exerce efeitos funcionais, principalmente envolvendo o SNC e, em ratos, o
sistema reprodutor das fêmeas, provavelmente devido à exacerbação dos seus
efeitos farmacodinâmicos. Investigaram-se os efeitos potenciais do Dicloridrato
de Pramipexol na função reprodutiva de ratos e coelhos. O Dicloridrato de
Pramipexol não foi teratogênico em ratos e coelhos, mas em ratos, doses tóxicas
à mãe foram embriotóxicas.
Devido ao
efeito indutor de hipoprolactinemia e ao fato da prolactina exercer um papel
importante na função reprodutiva de ratas, os efeitos do Dicloridrato de
Pramipexol na gravidez e na fertilidade da fêmea não foram totalmente
elucidados.
Um atraso
no desenvolvimento sexual (ou seja, separação prepucial e abertura do canal
vaginal) foi observado em ratos.
A
relevância em humanos é desconhecida.
O
Dicloridrato de Pramipexol não foi genotóxico. Em estudo de carcinogenicidade,
ratos machos desenvolveram hiperplasia das células de Leydig e adenomas que
podem ser explicados pela ação inibitória do Dicloridrato de Pramipexol sobre a
prolactina. Este fato não é clinicamente relevante em homens. O mesmo estudo
também demonstrou que doses de 2 mg/kg ou mais (sob a forma salina) associam-se
com degeneração da retina de ratos albinos. O mesmo efeito não ocorreu em ratos
não albinos, nem em camundongos albinos de um estudo da carcinogenicidade de 2
anos, nem em outras espécies estudadas.
Fertilidade, gravidez e lactação
Gravidez
Ainda não
se investigaram os efeitos na gravidez e lactação em humanos. O Dicloridrato de
Pramipexol não foi teratogênico em ratos e coelhos, mas, em ratos, doses
tóxicas à mãe foram embriotóxicas. Dicloridrato de Pramipexol somente deve
ser usado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos
potenciais ao feto.
Lactação
A excreção
do Dicloridrato de Pramipexol no leite de lactantes ainda não foi
estudada. Em ratas, a concentração do fármaco foi maior no leite materno do que
no plasma. Como o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol inibe a secreção da
prolactina em humanos, espera-se que ocorra inibição da lactação.
Consequentemente, Dicloridrato de Pramipexol não deve ser utilizado
durante a amamentação.
Fertilidade
Os efeitos
na fertilidade humana ainda não foram estudados. Estudos em animais não
indicaram efeitos prejudiciais diretos ou indiretos na fertilidade
masculina.
Dicloridrato
de Pramipexol está classificado na categoria de risco C na gravidez.
Este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista.
Exclusivo Comprimidos
Aumento da SPI
Os relatos
na literatura indicam que o tratamento da SPI com medicação dopaminérgica pode
resultar em aumento da síndrome, que se refere ao início precoce dos sintomas à
noite (ou mesmo à tarde), nos sintomas propriamente ditos, e da propagação dos
mesmos a outras extremidades. O aumento foi especificamente investigado em um
estudo clínico controlado de 26 semanas. A análise de Kaplan-Meier do tempo de
aumento não demonstrou nenhuma diferença significativa entre o pramipexol (N =
152) e placebo (N = 149).
Exclusivo Comprimidos de
liberação prolongada
Medicamento remanescente nas
fezes
Alguns
pacientes relataram a ocorrência de remanescentes nas fezes que se assemelham
aos comprimidos intactos de Dicloridrato de Pramipexol. Se o paciente relatar
tal situação, o médico deverá reavaliar a resposta do paciente à terapia.
Qual a ação
da substância Dicloridrato de Pramipexol?
Resultados de Eficácia
Comprimidos
Estudo
multicêntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos
conduzido pelo Parkinson Study Group (1997) para avaliar a
eficácia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP
leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a
pacientes com DP idiopática que não estavam recebendo levodopa.
O
Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente
de dose até 4,5 mg/dia. Durante a fase de titulação de dose de 7 semanas, cada
paciente foi titulado para sua máxima dose tolerada da medicação do estudo.
Isto foi seguido por um período de 24 semanas de terapia de manutenção. Durante
a fase de manutenção de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose máxima de
Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcançada durante a fase de titulação
ascendente. A dose diária média durante o período de manutenção foi de 3,8 mg.
Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose
ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manutenção, e
mensalmente durante os 3 últimos meses de manutenção. O parkinsonismo foi
medido usando-se a UPDRS (Escala de Classificação Unificada da Doença de
Parkinson). As variáveis primárias do estudo foram as alterações nos escores
UPDRS parte II (Atividades da Vida Diária - ADL) e III (motor) entre o basal e
o final do período de manutenção. As variáveis secundárias incluíram alterações
a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e
Yahr e número de dias até a falha do tratamento (definida como benefício
insatisfatório ou progressão da doença a ponto de requerer terapia adicional,
como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com
Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos
pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de
Pramipexol completaram o estudo. Destes últimos, 74% atingiram a dose-alvo de
4,5 mg/dia.
Eficácia e Segurança
Os escores
UPDRS ADL e motor diminuíram significativamente em comparação com o basal no
grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P < 0,0001): ADL médio de 8,2 no basal
versus 6,4 no final do período de manutenção (semana 24) motor médio de 18,8 no
basal versus 14,1 no final do período de manutenção. Para o placebo, os valores
basais praticamente se mantiveram: ADL médio de 8,3 no basal versus 8,7 no
final do período de manutenção Motor médio de 18,8 no basal versus 20,1 no
final do período de manutenção. Por todo o período de manutenção, a magnitude
do benefício variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os
escores motores. As diferenças emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo
de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manutenção. De todos os
eventos adversos relatados, apenas náusea, insônia, constipação, sonolência e
alucinações visuais ocorreram, significativamente, com maior frequência nos
pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em comparação com aqueles que
receberam placebo.
Alucinações
ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de
Pramipexol, porém frequentemente se resolveram com redução da dose do
medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de
Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes)
teve múltiplas razões para a descontinuação, sendo as mais comuns queixas
gastrintestinais (10 pacientes), alucinações (7 pacientes) e sonolência ou
fadiga (5 pacientes).
No geral, o
Dicloridrato de Pramipexol não foi associado com alterações significativas na
pressão arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematológicos ou de bioquímica
sérica.1
Em outro
ensaio clínico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo,
duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multicêntrico para comparar a
eficácia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento
adicional (add on). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doença
de Parkinson avançada e complicações do tratamento, tais como flutuações
motoras, foi incluído no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma
medicação antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34)
versus placebo (n=44). Na randomização houve uma estratificação em quatro
grupos de acordo com uma dose diária de levodopa alta (> 600 mg) ou baixa (≤
600 mg) e com ou sem outra medicação antiparkinsoniana. As doses diárias da medicação
do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titulação de
dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg até
5,0 mg/dia, seguido por um período de manutenção de 4 semanas. O desfecho
primário foi a alteração no escore UPDRS total no final do intervalo de
manutenção comparado com o basal. Os desfechos secundários foram as alterações
no final do intervalo de manutenção em comparação com o basal nos subescores
UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da
vida diária [ADL]), III (exame motor) e IV (complicações da terapia)), na
escala Schwab e England, na escala de discinesia na doença de Parkinson, no
diário dos pacientes e na avaliação clínica global. A segurança e a tolerabilidade
foram avaliadas com base em exames neurológicos, medições de pressão arterial e
frequência de pulso, ECG, investigações laboratoriais de rotina e eventos
adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de
Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore
UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em comparação
com 12,2% com o placebo (P<0,001), representando uma redução de 20,1%. Para
o escore UPDRS total, uma diferença significativa entre o tratamento e o
placebo foi alcançada já na semana 1 e manteve-se até o final do período de
tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6
pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes
(27%) no grupo do placebo. Uma deterioração foi registrada em 2 pacientes (6%)
em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do
placebo. Nos demais pacientes, as avaliações no basal e no final da fase de
manutenção foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e
England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi
superior em comparação com o placebo; melhora no período “on” em 52% dos
pacientes versus 18%; no período “off” em 54% dos pacientes versus 27%.
Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em função da
administração de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam
Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redução geral nos períodos “off”
de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo “on” por dia – em comparação com
um aumento em períodos “off” de 2% com o placebo. O Dicloridrato de
Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado.
Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agitação e sonhos vívidos (ambos 11,8%)
foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato
de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).2
Doença de Parkinson
A eficácia
de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos manteve-se por todo o período de
duração dos estudos clínicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses.
Em estudos abertos, em andamento, iniciados há mais de 3 anos, não se
verificaram sinais de diminuição da eficácia.
Síndrome das Pernas Inquietas
A eficácia
de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos foi avaliada em 4 estudos
controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com Síndrome das
Pernas Inquietas (SPI) de moderada à muito grave. A eficácia foi demonstrada em
estudos controlados em pacientes tratados por até 12 semanas e sustentou-se por
um período de 9 meses. A eficácia de Dicloridrato de
Pramipexol comprimidos foi mantida durante estudos abertos com duração
superior a 1 ano.3 Em um estudo clínico
controlado por placebo de 26 semanas, a eficácia do Dicloridrato de Pramipexol
foi confirmada em pacientes com SPI de moderada à grave.
Referências
Bibliográficas
1- Shannon KM, Bennett JP,
Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in
mild to moderate Parkinson’s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.
2- Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance
of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced
Parkinson’s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre
study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.
3- Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised,
double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg
pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in
out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46
weeks. 17 June
2005 (U05-1394-01).
Comprimidos de liberação
prolongada
Em 3
estudos duplos-cegos, randomizados, multicêntricos e controlados por placebo,
na avaliação da eficácia e segurança do Dicloridrato de Pramipexol em
comprimidos de liberação prolongada uma vez ao dia e de liberação imediata
(IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols1 concluíram que dos 507
pacientes elegíveis ao tratamento, a eficácia do comprimido de liberação
prolongada foi comparável e descritivamente demonstrada já na semana 33 do
estudo, em doses diárias equivalentes ao comprimido de liberação imediata, e em
relação à segurança, a apresentou menores índices de efeitos colaterais (54,9%)
comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de liberação
imediata (64%).
Poewe e
cols2 demonstraram também
resultados semelhantes em termos de eficácia e segurança em relação a ambos os
comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados
discretamente inferiores ao placebo em relação à incidência de eventos
adversos. A conclusão desses autores foi de não inferioridade em relação às
apresentações, tanto em termos de eficácia quanto à tolerabilidade.
Dansirikul
e cols3 analisaram o comportamento
sob a ótica da farmacocinética entre os comprimidos revestido e
comprimidos de liberação prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se
em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais
de absorção de Dicloridrato de Pramipexol, concluíram após 2 anos e 9 meses de
estudo que os parâmetros farmacocinéticos de Dicloridrato de Pramipexol de
liberação imediata tomado 3 vezes ao dia é comparável ao de liberação
prolongada em dose única diária, com melhor tolerabilidade e semelhante
eficácia.
Doença de Parkinson
Lilienthal
e cols4 constataram que a eficácia de
Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o período de duração dos estudos
clínicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos,
em andamento, iniciados há mais de 3 anos, não se verificaram sinais de
diminuição da eficácia.
A eficácia
e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de liberação imediata para o
comprimido de liberação prolongada na mesma dose diária foi avaliada em um
estudo clínico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols5 em pacientes com doença de
Parkinson precoce.
A eficácia
foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87
pacientes, 82,8% não tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e
3,4% tiveram a dose diminuída. A alteração da linha de base foi considerada não
clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que não cumpriram com os
critérios de manutenção da eficácia na pontuação UPDRS partes II + III. Um
paciente que realizou a troca apresentou reação adversa, levando à
descontinuação da terapia.
Detalhes do Produto
Dicloridrato
de Pramipexol, para o que é indicado e para o que serve?
Comprimidos
Dicloridrato
de Pramipexol comprimidos é indicado para o tratamento dos sinais e
sintomas da doença de Parkinson idiopática, podendo ser usado
como monoterapia ou associado à levodopa. Também é indicado para o tratamento
sintomático da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) idiopática.
Comprimidos de liberação
prolongada
Dicloridrato
de Pramipexol comprimidos de liberação prolongada é indicado para o tratamento
dos sinais e sintomas da doença de Parkinson idiopática, podendo ser usado como
monoterapia (sem levodopa) ou associado à levodopa.
Quais as
contraindicações do Dicloridrato de Pramipexol?
Pacientes
com hipersensibilidade ao Dicloridrato de Pramipexol ou aos excipientes da
fórmula.
Tipo de
receita
C1 Branca 2 vias (Venda Sob
Prescrição Médica - Este medicamento pode causar Dependência Física ou
Psíquica)
Como usar o
Dicloridrato de Pramipexol?
Tratamento inicial
A posologia
deve ser aumentada gradualmente a partir de uma dose inicial de 0,375 mg/dia,
subdividida em três doses diárias, e deve ser aumentada a cada 5 - 7 dias.
Desde que o paciente não apresente reações adversas intoleráveis, a dose deve
ser aumentada até que se atinja o máximo efeito terapêutico.
Esquema posológico ascendente de
Dicloridrato de Pramipexol
|
Semana |
Posologia |
Dose
diária total |
|
|
1 |
Comprimidos |
0,125 mg, 3 x ao dia |
0,375 mg |
|
Comprimidos
de liberação prolongada |
1
comprimido 0,375 mg |
||
|
2 |
Comprimidos |
0,25 mg, 3 x ao dia |
0,75 mg |
|
Comprimidos
de liberação prolongada |
1
comprimido 0,75 mg |
||
|
3 |
Comprimidos |
0,5 mg, 3 x ao dia |
1,50 mg |
|
Comprimidos
de liberação prolongada |
1
comprimido 1,50 mg |
||
Se houver
necessidade de aumento da dose, acrescentar semanalmente 0,75 mg à dose diária
até atingir a dose máxima de 4,5 mg/dia.
Tratamento de manutenção
A dose
individual deve situar-se no intervalo entre 0,375 mg/dia e a dose máxima de
4,5 mg/dia. Nos estudos clínicos, tanto no estágio inicial como no estágio
avançado da doença, observou-se durante o aumento da dose que a eficácia
terapêutica se iniciou a partir de doses diárias de 1,5 mg. Este fato não
impede que doses maiores que 1,5 mg/dia possam propiciar um benefício
terapêutico adicional em alguns pacientes. Isto se aplica principalmente a
pacientes no estágio avançado da doença, nos quais se pretenda reduzir a dose
da levodopa.
Descontinuação do tratamento
Deve-se
diminuir a dose em 0,75 mg por dia até que a dose diária atinja 0,75 mg. Depois
disso, a dose deve ser reduzida em 0,375 mg por dia.
Pacientes em tratamento com
levodopa
Recomenda-se
redução da dose de levodopa tanto durante o aumento da dose de Dicloridrato de
Pramipexol como no tratamento de manutenção subsequente, a fim de evitar
hiperestimulação dopaminérgica.
Pacientes com insuficiência
renal
A
eliminação do Dicloridrato de Pramipexol depende da função renal.
Recomenda-se a seguinte
posologia durante o tratamento inicial:
Comprimidos
·
Pacientes
com depuração de creatinina acima de 50 mL/min: não há
necessidade de redução da dose diária ou frequência da dose.
·
Pacientes
com depuração de creatinina entre 20 e 50 mL/min: a dose diária inicial de
Dicloridrato de Pramipexol deve ser administrada em 2 tomadas, iniciando-se com
doses de 0,125 mg 2x ao dia (0,25 mg/dia). A dose máxima diária de 2,25 mg de
Dicloridrato de Pramipexol não deve ser excedida.
·
Pacientes
com depuração de creatinina menor que 20 mL/min: a dose diária de Dicloridrato
de Pramipexol deve ser administrada em dose única, iniciando-se com doses de
0,125 mg/dia. A dose máxima diária de 1,5 mg de Dicloridrato de Pramipexol não
deve ser excedida.
Se a função
renal diminuir durante o tratamento de manutenção, reduzir a dose diária de
Dicloridrato de Pramipexol na mesma proporção da diminuição da depuração da
creatinina; por exemplo, se ocorrer diminuição de 30% da depuração da
creatinina, reduzir 30% da dose diária de Dicloridrato de Pramipexol. A dose
diária pode ser administrada em 2 tomadas diárias se a depuração de creatinina
estiver entre 20 e 50 mL/min e em dose única se a depuração de creatinina
estiver menor que 20 mL/min.
Comprimidos de liberação
prolongada
·
Pacientes
com depuração de creatinina acima de 50 mL/min: não há necessidade de redução
da dose diária ou frequência da dose.
·
Pacientes
com depuração de creatinina entre 30 e 50 mL/min: o tratamento deve ser
iniciado com 0,375 mg Dicloridrato de Pramipexol comprimidos de liberação
prolongada em dias alternados. Antes de aumentar para dose diária após uma
semana, deve-se ter cautela e deve ser realizada uma cuidadosa avaliação da
resposta terapêutica e tolerabilidade. Se for necessário um aumento adicional
na dose, a dose diária deve ser aumentada em 0,375 mg de pramipexol em
intervalos semanais até uma dose máxima de 2,25 mg de pramipexol por dia.
·
Pacientes
com depuração de creatinina abaixo de 30 mL/min: não existem dados disponíveis
para o tratamento destes pacientes com Dicloridrato de Pramipexol comprimidos
de liberação prolongada. Deve-se considerar o uso de Dicloridrato de Pramipexol
comprimidos.
Se a função
renal diminuir durante o tratamento de manutenção, as recomendações acima devem
ser seguidas.
Pacientes com insuficiência
hepática
Não se
considera necessário reduzir a dose.
Exclusivo Comprimidos
Os
comprimidos devem ser ingeridos por via oral com água, com ou sem alimentos.
Doença de Parkinson
A dose
diária total deve ser dividida em três tomadas diárias.
Síndrome das Pernas Inquietas
A dose
inicial recomendada de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos é 0,125 mg uma
vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir. Para pacientes com
sintomatologia adicional a dose pode ser aumentada ou ajustada a cada 4-7 dias,
até no máximo de 0,75 mg por dia de acordo com a tabela abaixo.
Esquema posológico ascendente de
Dicloridrato de Pramipexol comprimidos
|
Etapa de
titulação |
Dose
diária (única) da noite |
|
1 |
0,125 mg |
|
2 (se
necessário) |
0,25 mg |
|
3 (se necessário) |
0,50 mg |
|
4 (se
necessário) |
0,75 mg |
Descontinuação do tratamento
Dicloridrato
de Pramipexol comprimidos pode ser descontinuado sem redução gradativa da dose.
Em um estudo clínico controlado por placebo, de 26 semanas, o retorno dos
sintomas da SPI (piora da gravidade dos sintomas comparado ao normal) foi
observado em 10% dos pacientes (14 em 135) após a interrupção abrupta do
Dicloridrato de Pramipexol. Este efeito foi similar em todas as doses.
Pacientes com insuficiência
renal
A
eliminação de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos é dependente da
função renal e está intimamente relacionada à depuração de creatinina. Com base
em estudos farmacocinéticos em pacientes com disfunção renal, pacientes com
depuração de creatinina acima de 20 mL/min não necessitam de redução da dose
diária. O uso de Dicloridrato de Pramipexol comprimidosem pacientes
portadores de SPI com disfunção renal não foi estudado.
Pacientes com insuficiência
hepática
Não há
necessidade de redução da dose, já que aproximadamente 90% do princípio ativo
absorvido é excretado através dos rins.
A segurança
e eficácia de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos não foram estabelecidas em
crianças e adolescentes com até 18 anos.
Exclusivo Comprimidos de
liberação prolongada
Os
comprimidos de liberação prolongada devem ser tomados uma vez ao dia,
aproximadamente no mesmo horário.
Devem ser
ingeridos inteiros por via oral com água e não devem ser mastigados, partidos
ou esmagados; podem ser tomados com ou sem alimentos.
Em caso de
esquecimento de dose, deve-se administrar a dose perdida em até 12 horas em
relação ao horário correto de tomada. Após 12 horas, a dose esquecida deve ser
desconsiderada e a próxima dose deve ser tomada no horário habitual.
A segurança
e eficácia de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos de liberação
prolongada não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com até 18 anos.
Este
medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Quais as
reações adversas e os efeitos colaterais do Dicloridrato de Pramipexol?
Doença de Parkinson
Reações muito comuns (≥1/10)
Tontura, discinesia, sonolência,
náusea.
Reações comuns (≥1/100 e
<1/10)
Comportamentos
anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e
comportamento compulsivo), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, cefaleia,
distúrbios visuais incluindo diplopia, visão embaçada e acuidade visual
reduzida, hipotensão, constipação, vômito, fadiga, edema periférico,
perda de peso incluindo perda de apetite.
Reações incomuns (≥1/1.000 e
<1/100)
Pneumonia, compulsão por compras,
amnésia, delírio, hipersexualidade, aumento ou diminuição da libido, paranoia,
jogo patológico, inquietação, hipercinesia, início súbito do sono, síncope,
dispneia, soluços, hipersensibilidade, prurido, erupção cutânea (rash),
aumento de peso.
Reação rara (≥1/10.000 e <
1/1.000)
Mania.
Reações com frequência
desconhecida
Secreção
inadequada do hormônio antidiurético, compulsão alimentar,
hiperfagia, falência cardíaca, torcicolo anterior (antecolo).
A
incidência de hipotensão em comparação com placebo em pacientes sob tratamento
com Dicloridrato de Pramipexol não aumentou. Contudo, em alguns pacientes, pode
ocorrer hipotensão no início do tratamento, principalmente quando o aumento da
dose de Dicloridrato de Pramipexol é muito rápido. Dicloridrato de Pramipexol
pode estar associado com distúrbios da libido (aumento ou diminuição).
Os
pacientes tratados com comprimidos de cloridrato de Dicloridrato de Pramipexol
relataram a ocorrência de sono súbito durante a realização das atividades
diárias, incluindo operação de veículos automotores, algumas vezes ocasionando
acidentes. Alguns desses pacientes não relataram sinais de preocupação como
sonolência, o que é comum em pacientes tomando doses acima de 1,5 mg/dia de
Dicloridrato de Pramipexol, a qual de acordo com o conhecimento atual sobre a
fisiologia do sono, sempre o precede. Não se evidenciou uma relação com a
duração do tratamento. Alguns pacientes estavam recebendo outros medicamentos
com propriedades potencialmente sedativas. Na maioria dos casos dos quais se
obtiveram informações, os episódios não se repetiram após a redução da dose ou
a interrupção do tratamento.
Foram
relatados casos de falência cardíaca em estudos clínicos e experiência
pós-marketing com pacientes sob o uso de Dicloridrato de Pramipexol. Em um
estudo farmacoepidemiológico o uso de Dicloridrato de Pramipexol foi associado
a um aumento do risco de falência cardíaca comparado ao não uso de Dicloridrato
de Pramipexol. Uma relação causal entre Dicloridrato de Pramipexol e falência
cardíaca ainda não foi demonstrada.
Em casos de
eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a
Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou
para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Exclusivo Comprimidos
Síndrome das Pernas Inquietas
Reação muito comum (≥1/10)
Náusea.
Reações comuns (≥1/100 e
<1/10)
Sonhos
anormais, insônia, tontura, cefaleia, sonolência, constipação, vômito, fadiga.
Reações incomuns (≥1/1.000 e
<1/100)
Confusão,
alucinações, aumento ou diminuição da libido, inquietação, discinesia, início
súbito do sono, síncope, distúrbios visuais incluindo diplopia, visão embaçada
e acuidade visual reduzida, hipotensão, dispneia, soluços, prurido, erupção
cutânea (rash), hipersensibilidade, edema periférico, perda de peso
incluindo perda de apetite, aumento de peso.
Reações com frequência
desconhecida
Pneumonia,
secreção inadequada do hormônio antidiurético, comportamentos anormais
(refletindo sintomas de transtornos do controle dos impulsos e comportamento
compulsivo), compulsão alimentar e por compras, mania, delírio, hiperfagia,
hipersexualidade, paranoia, jogo patológico, amnésia, hipercinesia, falência
cardíaca, torcicolo anterior (antecolo).
Interação
medicamentosa: quais os efeitos de tomar Dicloridrato de Pramipexol com outros
remédios?
Verifica-se
no homem que o Dicloridrato de Pramipexol se liga às proteínas plasmáticas
em uma extensão muito baixa (<20%) e apresenta pouca biotransformação.
Portanto, é improvável que ocorram interações com outros medicamentos que
afetam a ligação com proteínas plasmáticas ou a eliminação por
biotransformação.
Medicamentos
que inibem a secreção ativa dos túbulos renais de fármacos de pH básico
(catiônicos), tais como cimetidina, ou que sejam eliminados por
meio da secreção ativa dos túbulos renais podem interagir com Dicloridrato de
Pramipexol, resultando na redução da depuração de um dos medicamentos ou de
ambos. No caso de tratamento concomitante com essa classe de medicamentos
(inclusive amantadina), deve-se ter cautela com os sinais de hiperestimulação
dopaminérgica, tais como discinesia, agitação ou alucinações. Em tais casos, é
necessária a redução da dose.
A
selegilina e a levodopa não influenciam a farmacocinética do Dicloridrato de
Pramipexol. A extensão total da absorção ou eliminação da levodopa não é
alterada pelo Dicloridrato de Pramipexol. Não foi avaliada a interação com
anticolinérgicos e amantadina. Como os anticolinérgicos são eliminados
principalmente através do metabolismo hepático, as interações farmacocinéticas
com Dicloridrato de Pramipexol são, praticamente, improváveis. É possível haver
interação com amantadina por terem a mesma via de excreção renal.
Medicamentos antipsicóticos
A
coadministração de medicamentos antipsicóticos com Dicloridrato de Pramipexol
não é recomendada, uma vez que se pode esperar efeitos antagonistas de dopamina.
Durante o
aumento da dose de Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com doença de
Parkinson, recomenda-se diminuir a dose de levodopa e manter a dose de outros
medicamentos antiparkinsonianos.
Devido aos
possíveis efeitos aditivos, recomenda-se cautela quando os pacientes estiverem
tomando, juntamente com o Dicloridrato de Pramipexol, qualquer outro
medicamento sedativo ou álcool e medicamentos que aumentem os níveis
plasmáticos de Dicloridrato de Pramipexol (por exemplo, cimetidina).
Quais
cuidados devo ter ao usar o Dicloridrato de Pramipexol?
Insuficiência Renal
Ao
prescrever Dicloridrato de Pramipexol para pacientes com insuficiência renal,
sugere-se redução da dose de acordo com o item Como usar o Dicloridrato de
Pramipexol.
Alucinações e comportamento
anormal
Alucinações
e confusão são reações adversas conhecidas do tratamento com agonistas da
dopamina e com levodopa em pacientes com a doença de Parkinson. As alucinações
foram mais frequentes quando Dicloridrato de Pramipexol comprimidos de
liberação prolongada foi administrado em associação com levodopa em pacientes
com doença de Parkinson em estágio avançado do que quando administrado como
monoterapia em pacientes com doença de Parkinson em estágio inicial da doença.
Os pacientes devem ser advertidos de que alucinações (principalmente visuais)
podem ocorrer.
Os
pacientes devem estar cientes de que podem ocorrer alucinações, o que pode
afetar negativamente a capacidade de dirigir.
Os
pacientes e cuidadores devem estar cientes de que foram relatados casos de
comportamentos anormais (refletindo sintomas de transtornos do controle de
impulsos e compulsões) em pacientes tratados com medicamentos com ação
dopaminérgica como, por exemplo, compulsão alimentar e por compras,
hipersexualidade e jogo patológico. Nestes casos, deve-se considerar a redução
gradativa da dose ou mesmo a descontinuação.
Pacientes com distúrbios
psicóticos
Pacientes
com distúrbios psicóticos devem ser tratados com agonistas de dopamina somente
se os benefícios potenciais superarem os riscos. A coadministração de
antipsicóticos com Dicloridrato de Pramipexol não é recomendável, uma vez que
se pode esperar efeitos antagonistas da dopamina.
Manifestação súbita de sono e
sonolência
Os
pacientes devem ser advertidos sobre os potenciais efeitos sedativos associados
ao Dicloridrato de Pramipexol, incluindo sonolência e a possibilidade de
manifestação súbita de sono (hipersonia não orgânica) durante a realização das
atividades diárias.
Considerando
que sonolência é um evento adverso frequente com consequências potencialmente
sérias, os pacientes não devem dirigir carros ou operar qualquer outra máquina
complexa até que tenham experiência suficiente com Dicloridrato de Pramipexol
comprimidos de liberação prolongada para estimar se ocorre prejuízo no
desempenho mental e/ou motor. Os pacientes devem ser aconselhados a não dirigir
ou participar de atividades potencialmente perigosas se ocorrer aumento de
sonolência ou de episódios de sono súbito durante as atividades diárias (por
exemplo, durante conversas, refeições, etc.), em qualquer momento do
tratamento, e devem consultar o médico.
Hipotensão Postural
Deve-se ter
cautela nos casos de doença cardiovascular grave. Recomenda-se
monitorar a pressão sanguínea, especialmente no início do tratamento, devido ao
risco geral de hipotensão postural associada ao tratamento dopaminérgico.
Distonia
Pacientes
com doença de Parkinson podem apresentar distonia axial como torcicolo anterior
(antecolo), camptocormia (flexão anterior do tronco) ou pleurotótono (flexão
lateral do tronco – Síndrome de Pisa). A distonia tem sido ocasionalmente
relatada após o início do tratamento com agonistas dopaminérgicos, incluindo
Dicloridrato de Pramipexol, embora uma clara relação causal não tenha sido
estabelecida. A distonia também pode ocorrer vários meses após o início ou
ajuste da medicação. Em caso de distonia, o regime da medicação dopaminérgica
deve ser revisto e um ajuste deve ser considerado.
Descontinuação do tratamento na
Doença de Parkinson
Foram
relatados sintomas sugestivos de uma síndrome neuroléptica maligna após a
interrupção abrupta do tratamento dopaminérgico.
Melanoma
Estudos
epidemiológicos demonstraram que pacientes com doença de Parkinson têm maior
risco (aproximadamente 2 a 6 vezes maior) de desenvolver melanoma do que a
população em geral. No entanto, ainda não foi esclarecido se este aumento no
risco é devido à doença de Parkinson ou a outros fatores, como os medicamentos
utilizados no tratamento da doença de Parkinson. Por estas razões, aconselha-se
que pacientes e médicos monitorem a ocorrência de melanoma ao utilizarem
Dicloridrato de Pramipexol ou outros medicamentos dopaminérgicos.
Alterações na retina em ratos
albinos
Observaram-se
alterações patológicas (degeneração e perda de células fotorreceptoras) na
retina de ratos albinos em um estudo de carcinogenicidade de 2 anos. A
avaliação das retinas de camundongos albinos, ratos não albinos, macacos e
cobaias não revelou alterações similares. Ainda não se estabeleceu a relevância
potencial deste efeito em humanos, porém não se pode negligenciá-lo, porque
pode envolver a ruptura de um mecanismo que ocorre em todos os vertebrados
(descamação do disco).
Mania e Delírio
Os
pacientes devem ser monitorados regularmente para o controle do desenvolvimento
de mania e delírio, Pacientes e cuidadores devem ser alertados que mania e
delírio podem ocorrer em pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol. A
redução de dose ou a descontinuação gradual devem ser consideradas se tais
sintomas se desenvolverem.
Efeitos na habilidade de dirigir
e operar máquinas
Os
pacientes devem estar cientes de que podem ocorrer alucinações, o que pode
afetar negativamente a capacidade de dirigir. Os pacientes devem ser advertidos
sobre os potenciais efeitos sedativos associados ao Dicloridrato de Pramipexol,
incluindo sonolência e a possibilidade de manifestação súbita de sono
(hipersonia não orgânica) durante a realização das atividades diárias.
Estudos de
toxicidade de doses repetidas demonstraram que o Dicloridrato de Pramipexol
exerce efeitos funcionais, principalmente envolvendo o SNC e, em ratos, o
sistema reprodutor das fêmeas, provavelmente devido à exacerbação dos seus
efeitos farmacodinâmicos. Investigaram-se os efeitos potenciais do Dicloridrato
de Pramipexol na função reprodutiva de ratos e coelhos. O Dicloridrato de
Pramipexol não foi teratogênico em ratos e coelhos, mas em ratos, doses tóxicas
à mãe foram embriotóxicas.
Devido ao
efeito indutor de hipoprolactinemia e ao fato da prolactina exercer um papel
importante na função reprodutiva de ratas, os efeitos do Dicloridrato de
Pramipexol na gravidez e na fertilidade da fêmea não foram totalmente
elucidados.
Um atraso
no desenvolvimento sexual (ou seja, separação prepucial e abertura do canal
vaginal) foi observado em ratos.
A
relevância em humanos é desconhecida.
O
Dicloridrato de Pramipexol não foi genotóxico. Em estudo de carcinogenicidade,
ratos machos desenvolveram hiperplasia das células de Leydig e adenomas que
podem ser explicados pela ação inibitória do Dicloridrato de Pramipexol sobre a
prolactina. Este fato não é clinicamente relevante em homens. O mesmo estudo
também demonstrou que doses de 2 mg/kg ou mais (sob a forma salina) associam-se
com degeneração da retina de ratos albinos. O mesmo efeito não ocorreu em ratos
não albinos, nem em camundongos albinos de um estudo da carcinogenicidade de 2
anos, nem em outras espécies estudadas.
Fertilidade, gravidez e lactação
Gravidez
Ainda não
se investigaram os efeitos na gravidez e lactação em humanos. O Dicloridrato de
Pramipexol não foi teratogênico em ratos e coelhos, mas, em ratos, doses
tóxicas à mãe foram embriotóxicas. Dicloridrato de Pramipexol somente deve
ser usado durante a gravidez se os benefícios potenciais justificarem os riscos
potenciais ao feto.
Lactação
A excreção
do Dicloridrato de Pramipexol no leite de lactantes ainda não foi
estudada. Em ratas, a concentração do fármaco foi maior no leite materno do que
no plasma. Como o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol inibe a secreção da
prolactina em humanos, espera-se que ocorra inibição da lactação.
Consequentemente, Dicloridrato de Pramipexol não deve ser utilizado
durante a amamentação.
Fertilidade
Os efeitos
na fertilidade humana ainda não foram estudados. Estudos em animais não
indicaram efeitos prejudiciais diretos ou indiretos na fertilidade
masculina.
Dicloridrato
de Pramipexol está classificado na categoria de risco C na gravidez.
Este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista.
Exclusivo Comprimidos
Aumento da SPI
Os relatos
na literatura indicam que o tratamento da SPI com medicação dopaminérgica pode
resultar em aumento da síndrome, que se refere ao início precoce dos sintomas à
noite (ou mesmo à tarde), nos sintomas propriamente ditos, e da propagação dos
mesmos a outras extremidades. O aumento foi especificamente investigado em um
estudo clínico controlado de 26 semanas. A análise de Kaplan-Meier do tempo de
aumento não demonstrou nenhuma diferença significativa entre o pramipexol (N =
152) e placebo (N = 149).
Exclusivo Comprimidos de
liberação prolongada
Medicamento remanescente nas
fezes
Alguns
pacientes relataram a ocorrência de remanescentes nas fezes que se assemelham
aos comprimidos intactos de Dicloridrato de Pramipexol. Se o paciente relatar
tal situação, o médico deverá reavaliar a resposta do paciente à terapia.
Qual a ação
da substância Dicloridrato de Pramipexol?
Resultados de Eficácia
Comprimidos
Estudo
multicêntrico (18 centros), randomizado, duplo-cego e de grupos paralelos
conduzido pelo Parkinson Study Group (1997) para avaliar a
eficácia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol em pacientes com DP
leve a moderada, avaliou um total de 335 pacientes cujo ingresso foi restrito a
pacientes com DP idiopática que não estavam recebendo levodopa.
O
Dicloridrato de Pramipexol foi administrado de acordo com um esquema ascendente
de dose até 4,5 mg/dia. Durante a fase de titulação de dose de 7 semanas, cada
paciente foi titulado para sua máxima dose tolerada da medicação do estudo.
Isto foi seguido por um período de 24 semanas de terapia de manutenção. Durante
a fase de manutenção de 6 meses, os mesmos permaneceram na dose máxima de
Dicloridrato de Pramipexol ou placebo alcançada durante a fase de titulação
ascendente. A dose diária média durante o período de manutenção foi de 3,8 mg.
Os pacientes foram avaliados semanalmente durante o intervalo de dose
ascendente, a cada duas semanas durante os primeiros 3 meses de manutenção, e
mensalmente durante os 3 últimos meses de manutenção. O parkinsonismo foi
medido usando-se a UPDRS (Escala de Classificação Unificada da Doença de
Parkinson). As variáveis primárias do estudo foram as alterações nos escores
UPDRS parte II (Atividades da Vida Diária - ADL) e III (motor) entre o basal e
o final do período de manutenção. As variáveis secundárias incluíram alterações
a partir do basal nos componentes individuais da UPDRS, estadiamento de Hoenh e
Yahr e número de dias até a falha do tratamento (definida como benefício
insatisfatório ou progressão da doença a ponto de requerer terapia adicional,
como a levodopa). Um total de 164 pacientes foi randomizado para o grupo com
Dicloridrato de Pramipexol e 171 para o grupo com placebo. Ao todo, 80% dos
pacientes que receberam placebo e 83% daqueles tratados com Dicloridrato de
Pramipexol completaram o estudo. Destes últimos, 74% atingiram a dose-alvo de
4,5 mg/dia.
Eficácia e Segurança
Os escores
UPDRS ADL e motor diminuíram significativamente em comparação com o basal no
grupo do Dicloridrato de Pramipexol (P < 0,0001): ADL médio de 8,2 no basal
versus 6,4 no final do período de manutenção (semana 24) motor médio de 18,8 no
basal versus 14,1 no final do período de manutenção. Para o placebo, os valores
basais praticamente se mantiveram: ADL médio de 8,3 no basal versus 8,7 no
final do período de manutenção Motor médio de 18,8 no basal versus 20,1 no
final do período de manutenção. Por todo o período de manutenção, a magnitude
do benefício variou de 22 a 29% para os escores de ADL e 25% a 31% para os
escores motores. As diferenças emergiram na semana 3 (1,5 mg/dia) do intervalo
de dose ascendente e persistiram por toda a fase de manutenção. De todos os
eventos adversos relatados, apenas náusea, insônia, constipação, sonolência e
alucinações visuais ocorreram, significativamente, com maior frequência nos
pacientes tratados com Dicloridrato de Pramipexol em comparação com aqueles que
receberam placebo.
Alucinações
ocorreram em aproximadamente 10% dos pacientes tratados com Dicloridrato de
Pramipexol, porém frequentemente se resolveram com redução da dose do
medicamento. A maior parte dos pacientes no grupo com Dicloridrato de
Pramipexol que descontinuaram o estudo devido a eventos adversos (18 pacientes)
teve múltiplas razões para a descontinuação, sendo as mais comuns queixas
gastrintestinais (10 pacientes), alucinações (7 pacientes) e sonolência ou
fadiga (5 pacientes).
No geral, o
Dicloridrato de Pramipexol não foi associado com alterações significativas na
pressão arterial, pulso, ECG ou quaisquer testes hematológicos ou de bioquímica
sérica.1
Em outro
ensaio clínico conduzido por Pinter e cols, (1999) de Fase II, prospectivo,
duplo-cego, controlado com placebo, randomizado e multicêntrico para comparar a
eficácia e a tolerabilidade do Dicloridrato de Pramipexol como medicamento
adicional (add on). Para isso, 78 pacientes de ambos os sexos com doença
de Parkinson avançada e complicações do tratamento, tais como flutuações
motoras, foi incluído no estudo e alocado para tratamento, adicionado a uma
medicação antiparkinsoniana estabilizada, com Dicloridrato de Pramipexol (n=34)
versus placebo (n=44). Na randomização houve uma estratificação em quatro
grupos de acordo com uma dose diária de levodopa alta (> 600 mg) ou baixa (≤
600 mg) e com ou sem outra medicação antiparkinsoniana. As doses diárias da medicação
do estudo foram ajustadas individualmente durante um intervalo de titulação de
dose de 7 semanas, com as doses sendo incrementadas semanalmente de 0,2 mg até
5,0 mg/dia, seguido por um período de manutenção de 4 semanas. O desfecho
primário foi a alteração no escore UPDRS total no final do intervalo de
manutenção comparado com o basal. Os desfechos secundários foram as alterações
no final do intervalo de manutenção em comparação com o basal nos subescores
UPDRS (partes I (atividade mental, comportamento e humor), II (atividades da
vida diária [ADL]), III (exame motor) e IV (complicações da terapia)), na
escala Schwab e England, na escala de discinesia na doença de Parkinson, no
diário dos pacientes e na avaliação clínica global. A segurança e a tolerabilidade
foram avaliadas com base em exames neurológicos, medições de pressão arterial e
frequência de pulso, ECG, investigações laboratoriais de rotina e eventos
adversos. Houve uma melhora significativa no grupo do Dicloridrato de
Pramipexol nos escores UPDRS total e subescores partes II, III e IV. O escore
UPDRS total diminuiu em 37,3% com o Dicloridrato de Pramipexol em comparação
com 12,2% com o placebo (P<0,001), representando uma redução de 20,1%. Para
o escore UPDRS total, uma diferença significativa entre o tratamento e o
placebo foi alcançada já na semana 1 e manteve-se até o final do período de
tratamento. Uma melhora no estadiamento de Hoenh e Yahr foi observada em 6
pacientes (18%) no grupo do Dicloridrato de Pramipexol comparado com 12 pacientes
(27%) no grupo do placebo. Uma deterioração foi registrada em 2 pacientes (6%)
em tratamento com Dicloridrato de Pramipexol e em 4 pacientes (9%) no grupo do
placebo. Nos demais pacientes, as avaliações no basal e no final da fase de
manutenção foram similares. Com base nos resultados obtidos na escala Schwab e
England, foi evidente que o tratamento com Dicloridrato de Pramipexol foi
superior em comparação com o placebo; melhora no período “on” em 52% dos
pacientes versus 18%; no período “off” em 54% dos pacientes versus 27%.
Nenhum efeito significativo sobre discinesias foi observado em função da
administração de Dicloridrato de Pramipexol. Os pacientes que receberam
Dicloridrato de Pramipexol relataram uma redução geral nos períodos “off”
de 12% - resultando em mais 1,7 hora de tempo “on” por dia – em comparação com
um aumento em períodos “off” de 2% com o placebo. O Dicloridrato de
Pramipexol mostrou um baixo perfil de efeitos colaterais e foi bem tolerado.
Fadiga (29,4%), discinesia (14,7%), agitação e sonhos vívidos (ambos 11,8%)
foram os eventos adversos mais proeminentes com o tratamento com Dicloridrato
de Pramipexol (versus 4,5%, 4,5%, 6,8% e 0% com o placebo, respectivamente).2
Doença de Parkinson
A eficácia
de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos manteve-se por todo o período de
duração dos estudos clínicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses.
Em estudos abertos, em andamento, iniciados há mais de 3 anos, não se
verificaram sinais de diminuição da eficácia.
Síndrome das Pernas Inquietas
A eficácia
de Dicloridrato de Pramipexol comprimidos foi avaliada em 4 estudos
controlados com placebo em aproximadamente 1.000 pacientes com Síndrome das
Pernas Inquietas (SPI) de moderada à muito grave. A eficácia foi demonstrada em
estudos controlados em pacientes tratados por até 12 semanas e sustentou-se por
um período de 9 meses. A eficácia de Dicloridrato de
Pramipexol comprimidos foi mantida durante estudos abertos com duração
superior a 1 ano.3 Em um estudo clínico
controlado por placebo de 26 semanas, a eficácia do Dicloridrato de Pramipexol
foi confirmada em pacientes com SPI de moderada à grave.
Referências
Bibliográficas
1- Shannon KM, Bennett JP,
Friedman JH. Efficacy of pramipexole, a novel dopamine agonist, as monotherapy in
mild to moderate Parkinson’s disease. Neurology 1997; 49 (3): 724-728.
2- Pinter MM, Pogarell O, Oertel WH. Efficacy, safety and tolerance
of non-ergoline dopamine agonist pramipexole in the treatment of advanced
Parkinson’s disease: double blind, placebo controlled, randomized, multicentre
study. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1999; 66 (4): 436-441.
3- Oertel W, Schindler T, Reess J, Koester J. A randomised,
double-blind, placebo controlled dose titration trial with 0.125 - 0.75 mg
pramipexole (Sifrol) orally to investigate the safety and efficacy in
out-patients with idiopathic Restless Legs Syndrome for 6 weeks followed by 46
weeks. 17 June
2005 (U05-1394-01).
Comprimidos de liberação
prolongada
Em 3
estudos duplos-cegos, randomizados, multicêntricos e controlados por placebo,
na avaliação da eficácia e segurança do Dicloridrato de Pramipexol em
comprimidos de liberação prolongada uma vez ao dia e de liberação imediata
(IR) 3 vezes ao dia, em doses tituladas e depois em doses fixas, Shapira e cols1 concluíram que dos 507
pacientes elegíveis ao tratamento, a eficácia do comprimido de liberação
prolongada foi comparável e descritivamente demonstrada já na semana 33 do
estudo, em doses diárias equivalentes ao comprimido de liberação imediata, e em
relação à segurança, a apresentou menores índices de efeitos colaterais (54,9%)
comparado ao placebo (55,6%) e ao Dicloridrato de Pramipexol de liberação
imediata (64%).
Poewe e
cols2 demonstraram também
resultados semelhantes em termos de eficácia e segurança em relação a ambos os
comprimidos de Dicloridrato de Pramipexol (IR e ER), com resultados
discretamente inferiores ao placebo em relação à incidência de eventos
adversos. A conclusão desses autores foi de não inferioridade em relação às
apresentações, tanto em termos de eficácia quanto à tolerabilidade.
Dansirikul
e cols3 analisaram o comportamento
sob a ótica da farmacocinética entre os comprimidos revestido e
comprimidos de liberação prologanda de Dicloridrato de Pramipexol. Baseando-se
em 699 pacientes, predominantemente caucasianos e em dois modelos compartimentais
de absorção de Dicloridrato de Pramipexol, concluíram após 2 anos e 9 meses de
estudo que os parâmetros farmacocinéticos de Dicloridrato de Pramipexol de
liberação imediata tomado 3 vezes ao dia é comparável ao de liberação
prolongada em dose única diária, com melhor tolerabilidade e semelhante
eficácia.
Doença de Parkinson
Lilienthal
e cols4 constataram que a eficácia de
Dicloridrato de Pramipexol manteve-se por todo o período de duração dos estudos
clínicos controlados, que foi de aproximadamente 6 meses. Em estudos abertos,
em andamento, iniciados há mais de 3 anos, não se verificaram sinais de
diminuição da eficácia.
A eficácia
e a tolerabilidade da troca noturna do comprimido de liberação imediata para o
comprimido de liberação prolongada na mesma dose diária foi avaliada em um
estudo clínico duplo-cego por Debove-Debieuvre e cols5 em pacientes com doença de
Parkinson precoce.
A eficácia
foi mantida em 87 dos 103 pacientes que fizeram a troca de terapia. Desses 87
pacientes, 82,8% não tiveram a dose alterada, 13,8% tiveram aumento da dose e
3,4% tiveram a dose diminuída. A alteração da linha de base foi considerada não
clinicamente relevante para metade dos 16 pacientes que não cumpriram com os
critérios de manutenção da eficácia na pontuação UPDRS partes II + III. Um
paciente que realizou a troca apresentou reação adversa, levando à
descontinuação da terapia.
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