Ícone localização

Último
pedido

Ícone cesta 0
Minha cesta
R$ 0,00

Acompanhe nosso Blog

Início > Medicamentos > Sistema Nervoso > Alzheimer > Cloridrato De Donepezila + Cloridrato De Memantina 10mg+10mg 7comprimidos

Cloridrato De Donepezila + Cloridrato De Memantina 10MG+10MG 7Comprimidos

EAN: 7896004781280 Código: 512273
Avaliação Sem avaliações
ems
Produto indisponível

Quantidade

1

Forma de entrega

Calcule frete, prazo de entrega e retirada.

Sobre o produto

Descrição do Produto

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina
“Medicamento Genérico, Lei no. 9.787, de 1999”
APRESENTAÇÕES
Comprimido revestido de 10 mg + 5 mg, 10 mg + 10 mg e 10 mg + 15 mg, em embalagem contendo 7 comprimidos
revestidos. Comprimido revestido de 10 mg + 20 mg, em embalagem contendo 7, 30, 60 ou 100* comprimidos revestidos.
*Embalagem hospitalar
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de 10 mg + 5 mg contém:
cloridrato de donepezila*............................................................................................................................................ 10 mg
cloridrato de memantina**............................................................................................................................................ 5 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 4,160 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, amarelo crepúsculo laca de alumínio.
Cada comprimido revestido de 10 mg + 10 mg contém:
cloridrato de donepezila*............................................................................................................................................ 10 mg
cloridrato de memantina**.......................................................................................................................................... 10 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 8,310 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, azul de indigotina 132 laca de alumínio.
Cada comprimido revestido de 10 mg + 15 mg contém:
cloridrato de donepezila* ........................................................................................................................................... 10 mg
cloridrato de memantina**.......................................................................................................................................... 15 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 12,470 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, azul de indigotina 132 laca de alumínio, amarelo
crepúsculo laca de alumínio.
Cada comprimido revestido de 10 mg + 20 mg contém:
cloridrato de donepezila* ........................................................................................................................................... 10 mg
cloridrato de memantina**.......................................................................................................................................... 20 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 16,620 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco.
II - INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. INDICAÇÕES
O cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina, uma associação exclusiva, é indicado para o tratamento da doença
de Alzheimer moderada a grave.
A associação de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina não interfere na farmacocinética e farmacodinâmica
das duas drogas, possibilitando sua associação clínica sem interferência na eficácia e tolerabilidade das duas drogas.
O uso concomitante de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em pacientes com doença de Alzheimer
moderada a grave é mais efetivo do que o uso de cloridrato de donepezila como monoterapia.
O uso da associação proposta está indicado para pacientes em dose regular de cloridrato de donepezila 10 mg/dia há pelo
menos 4 semanas e com evolução da doença de Alzheimer para estágio de moderada ou grave mesmo em vigência do
tratamento. O uso de cloridrato de memantina em dose única têm sido estimulado, sem haver prejuízo de sua eficácia e
tolerabilidade.

A associação em dose fixa de dois medicamentos, comumente utilizados para tratamento da doença de Alzheimer
moderada e grave, facilita a posologia destas drogas e contribui para o aumento da aderência ao tratamento.
A dose final da associação é de cloridrato de donepezila 10 mg/dia e cloridrato de memantina 20 mg/dia. Como o
composto está indicado para pacientes em dose estável de cloridrato de donepezila de 10 mg/dia, a titulação de cloridrato
de memantina deverá ser realizada com acréscimos semanais de 5 mg/dia até atingir a dose recomendada de 20 mg/dia.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

O estudo duplo-cego, controlado com placebo, com associação de 20 mg/dia de cloridrato de memantina para pacientes
em doses estáveis de cloridrato de donepezila, avaliou 404 pacientes, com seguimento de 24 semanas. As medidas de
eficácia primária foram o desempenho nas escalas SIB e ADCS-ADL versão modificada com 19 itens, e de eficácia
secundária foram CIBIC-plus, NPI e behavioral rating scale for geriatric patients (BGP). Todas as medidas de eficácia,
primárias e secundárias, mostraram benefício com o uso de cloridrato de memantina associada ao cloridrato de donepezila
à avaliação final do estudo. Os EA que ocorreram em pelo menos 5% dos pacientes do grupo cloridrato de memantina e
com incidência pelo menos duas vezes maior do que no grupo placebo foram confusão e cefaleia.
Análise post hoc dos dados deste estudo avaliou três desfechos clínicos possíveis: 1) melhora cognitiva significante; 2)
estabilização em cada ou alguma das quatro medidas de desfecho; e 3) estabilização combinada entre as múltiplas medidas
de desfecho. Em todos os desfechos clínicos propostos, o uso do cloridrato de memantina foi superior ao uso do placebo,
indicando que o cloridrato de memantina associado ao cloridrato de donepezila leva à estabilização dos sintomas e
melhora cognitiva.
A análise post hoc dos dados do mesmo estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do cloridrato de memantina associado
ao cloridrato de donepezila em testes cognitivos. Para esta análise, a escala SIB foi avaliada em seus diferentes subitens
isoladamente, seus diferentes domínios previamente definidos e em três agrupamentos maiores (que englobaram todos os
domínios do teste): memória, praxia e linguagem. Para o agrupamento maior denominado memória, foram agregados os
itens memória, atenção, orientação e orientação para o nome. Para o agrupamento maior denominado linguagem, os itens
linguagem e interação social. Para o agrupamento maior denominado praxia, os itens praxia, habilidade visoespacial e
construção. A análise das subescalas em relação aos diferentes domínios ao final do estudo mostrou benefício com o uso
de cloridrato de memantina em memória, linguagem e praxia. Quanto à análise dos três agrupamentos maiores, também
houve benefício com o uso da e cloridrato de memantina nos três agrupamentos, memória, praxia e linguagem. Esses três
domínios cognitivos são centrais na doença de Alzheimer, indicando que o cloridrato de memantina associada ao
cloridrato de donepezila melhora as funções cognitivas mais afetadas na doença de Alzheimer.
As atividades da vida diária também foram estudadas em análise post hoc do mesmo estudo. Os subitens que apresentaram
benefício com o uso de cloridrato de memantina associada ao cloridrato de donepezila na escala ADCS-ADL19 foram:
cuidados pessoais, uso do banheiro, conversar, assistir televisão, ser deixado sozinho.
Esta análise mostrou que o cloridrato de memantina pode melhorar o nível de atividade funcional em pacientes com
doença de Alzheimer moderada e grave, quando associada ao uso de cloridrato de donepezila.
A análise post hoc das medidas comportamentais do estudo supracitado, com divisão da NPI em suas subescalas revelou
que houve efeito significativo com o uso de cloridrato de memantina em relação ao grupo placebo em
agitação/agressividade, hábitos alimentares, distúrbios comportamentais noturnos e irritabilidade/labilidade emocional.
Em relação ao grupo tratado com cloridrato de memantina, os pacientes que não apresentavam agitação no início do
estudo apresentaram menor incidência de agitação/agressividade nas semanas 12 e 24. Neste grupo, os pacientes
sintomáticos para agitação/agressividade no início do estudo apresentaram menor deterioração do quadro comportamental
nas semanas 12 e 24. Os cuidadores dos pacientes que receberam cloridrato de memantina apresentavam menor
sobrecarga para agitação na semana 24 em relação ao grupo tratado com placebo.
Em estudo observacional, os dados de 943 pacientes com doença de Alzheimer, com seguimento mínimo de 12 meses
foram avaliados em relação ao tempo para institucionalização e morte. Faziam uso de inibidores da acetilcolinesterase
45,0% da amostra; uso concomitante de cloridrato de memantina e inibidores da acetilcolinesterase, 14,9%; uso de
nenhuma das duas classes de medicação, 40,1%.
Comparativamente aos pacientes que não faziam tratamento específico para doença de Alzheimer, o uso de inibidores da
acetilcolinesterase acarretou em atraso significativo para a institucionalização. Este efeito foi ainda maior com a
associação de cloridrato de memantina ao tratamento. Não houve diferença em relação à mortalidade entre os três grupos.
O uso concomitante de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em pacientes com doença de Alzheimer
moderada a grave é mais efetivo do que o uso de cloridrato de donepezila como monoterapia.
WHITEHOUSE, P.J., et al. Alzheimer's disease and senile dementia: loss of neurons in the basal forebrain. Science,
v.215, p.1237-9, 1982. NORDBERG, A. Biological markers and the cholinergic hypothesis in Alzheimer’s disease. Acta
Neurol. Scand. Suppl, v.139, p.54-58, 1992. SELTZER, B. Donepezil: a review. Expert Opin Drug Metab Toxicol, v.1,
n.3, p.527-36, 2005 Drug Card for Donepezil. Disponível em: http://www.drugbank.ca/drugs/DB00843. Acesso em: abril
de 2011.
Micromedex Healthcare Series: Martindale (Donepezil Hydrocloride). Disponível em: www.portaldapesquisa.com.br.
Acesso em: março de 2011.
BLEICH, S., et al. Glutamate and the glutamate receptor system: a target for drug action. Int J Geriatr Psychiatry, v.18,
p.S33-40, 2003.
Drug Card for Memantine. Disponível em: http://www.drugbank.ca/drugs/DB01043. Acesso em: abril de 2011.

Micromedex Healthcare Series: Martindale Memantine Hydrocloride. Disponível em: www.portaldapesquisa.com.br.
Acesso em: março de 2011.
SCHMITT, F.; RYAN, M.; COOPER, G. A brief review of the pharmacologic and therapeutic aspects of memantine in
Alzheimer’s disease. Expert Opin Dru Metabol Toxicol, v.3, p.135-141, 2007.
GOMOLIN, I.H.; SMITH, C.; JEITNER, T.M. Once-daily memantine: pharmacokinetic and clinical considerations. J
Am Geriatr Soc, v.58, p.1812-3, 2010.
Ott BR, Blake LM, Kagan E, Resnick M; for the Memantine MEM-MD-11AB Study Group. Open label, multicenter, 28-
week extension study of the safety and tolerability of memantine in patients with mild to moderate Alzheimer's disease.
J Neurol 2007; 254: 351-8.
Bassil N, Grossberg GT. Novel regimens and delivery systems in the pharmacological treatment of Alzheimer's disease.
CNS Drugs 2009;23:293-307.
Tariot PN, Farlow MR, Grossberg GT, Graham SM, McDonald S, Gergel I; Memantine Study Group. Memantine
treatment in patients with moderate to severe Alzheimer disease already receiving donepezil: a randomized controlled
trial. JAMA 2004; 291: 317-24

Feldman HH, Schmitt FA, Olin JT; Memantine MEM-MD-02 Study Group. Activities of daily living in moderate-to-
severe Alzheimer disease: an analysis of the treatment effects of memantine in patients receiving stable donepezil

treatment. Alzheimer Dis Assoc Disord 2006;20:263-8 Cummings JL, Schneider E, Tariot PN, Graham SM; Memantine
MEM-MD-02 Study Group. Behavioral effects of memantine in Alzheimer disease patients receiving donepezil
treatment. Neurology 2006; 67: 57- 63.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

cloridrato de donepezila é um inibidor seletivo reversível da enzima acetilcolinesterase, a colinesterase predominante
no cérebro. É quimicamente conhecido como cloridrato de (±)-2,3-diidro-5,6-dimetoxi-2-[[1-(fenilmetil)-4-
piperidinil]metil]-1H-inden-1-ona. O cloridrato de donepezila é comumente mencionado na literatura farmacológica
como E2020. Sua fórmula molecular é C24H29NO3HCl e seu peso molecular é 415,96. O cloridrato de donepezila é um
pó branco cristalino totalmente solúvel em clorofórmio, solúvel em água e em ácido acético glacial, muito pouco solúvel
em etanol e em acetonitrila e praticamente insolúvel em acetato de etila e n-hexano.
cloridrato de memantina pertencente ao grupo químico adamantano (cloridrato de 1- amino-3,5-dimetiladamantano),
um antagonista não-competitivo dos canais iônicos associados a um tipo de receptor glutamatérgico, o receptor NMDA,
de afinidade moderada e dependente de voltagem.
FARMACOLOGIA CLÍNICA
As teorias atuais sobre a etiologia patológica dos sinais cognitivos e dos sintomas da doença de Alzheimer atribuem
alguns deles a uma deficiência da neurotransmissão colinérgica. Acredita-se que o cloridrato de donepezila exerça sua
ação terapêutica incrementando a função colinérgica. Isto se dá com o aumento da concentração da acetilcolina através
da inibição reversível da hidrólise pela acetilcolinesterase. Se o mecanismo de ação proposto for correto, o efeito de
cloridrato de donepezila poderá diminuir à medida que o processo da doença avança e um menor número de neurônios
permaneça funcionalmente intacto. Não há comprovação de que o cloridrato de donepezila mude o curso do processo de
demência subjacente. Existem cada vez mais indicações de que as perturbações na neurotransmissão glutamatérgica,
especialmente nos receptores NMDA, contribuem para a expressão dos sintomas e para a evolução da doença na demência
neurodegenerativa. O bloqueio destes receptores NMDA impede os efeitos de níveis patologicamente elevados de
glutamato que podem levar à disfunção neuronal e evita que o neurônio fique exposto a um influxo excessivo de cálcio,
um dos mecanismos responsáveis pela morte neuronal. O uso concomitante de cloridrato de donepezila e cloridrato de
memantina em pacientes com doença de Alzheimer moderada a grave é mais efetivo do que o uso de cloridrato de
donepezila como monoterapia.
FARMACOCINÉTICA CLÍNICA
Absorção
Os níveis plasmáticos máximos são atingidos aproximadamente 3 a 4 horas após a administração oral. As concentrações
plasmáticas e a AUC aumentaram de forma proporcional à dose. A meia-vida de distribuição terminal é de
aproximadamente 70 horas. Assim, a administração de doses únicas diárias múltiplas resulta em aproximação gradativa
do estado de equilíbrio. O estado de equilíbrio é atingido em 2- 3 semanas após o início da terapia. Uma vez atingido o
estado de equilíbrio, as concentrações plasmáticas do cloridrato de donepezila e a atividade farmacodinâmica relacionada
mostram pouca variabilidade em relação ao decorrer do dia. Os alimentos não alteraram a absorção do cloridrato de
donepezila. A memantina tem uma biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 100% e não existem indicações de
que os alimentos tenham influência na absorção. (Tmáx após 3 a 8 horas). Estudos em voluntários demonstraram
farmacocinética linear no intervalo da dose de 10 a 40 mg.
Distribuição
O cloridrato de donepezila apresenta taxa de ligação a proteínas plasmáticas humanas de 95%. Em um estudo de equilíbrio
de massa conduzido em homens voluntários saudáveis, 240 h após a administração de uma dose única de 5 mg de
cloridrato de donepezila marcado com 14C, aproximadamente 28% do fármaco marcado permaneceu não-recuperado.
Isso indica que o cloridrato de donepezila e/ou seus metabólitos podem persistir no organismo por mais de 10 dias. Doses
diárias de 20 mg de cloridrato de memantina resultam em concentrações plasmáticas no estado estável entre 70 e 150

ng/mg (0,5 – 1 μmol) com variações interindividuais de grande amplitude. Quando foram administradas doses diárias de
5 a 30 mg, foi calculada uma taxa média de Líquido Cefalorraquidiano/Soro de 0,52. O volume de distribuição é próximo
de 10 L/kg. Cerca de 45% da memantina está associada a proteínas plasmáticas.
Metabolismo e Excreção
O cloridrato de donepezila é metabolizada pelo fígado e a via predominante de eliminação da donepezila inalterada e seus
metabólitos é renal, uma vez que 79% da dose recuperada foi encontrada na urina e os 21% restantes nas fezes. Além
disso, o fármaco-mãe (donepezila) é o produto de eliminação predominante na urina. Os metabólitos mais importantes da
donepezila são o M1 e o M2 (via O-desalquilação e hidroxilação), o M11 e o M12 (via glicuronidação do M1 e do M2,
respectivamente), o M4 (via hidrólise) e o M6 (via N-oxidação). As concentrações plasmáticas da donepezila diminuíram
com meia-vida de aproximadamente 70 horas. Sexo, raça e história de tabagismo não influenciaram de modo clinicamente
significativo as concentrações plasmáticas da donepezila. A farmacocinética da donepezila ainda não foi formalmente
estudada em pacientes com doença de Alzheimer. No entanto, os níveis plasmáticos médios dos pacientes foram bem
próximos dos observados em voluntários saudáveis.
No ser humano, cerca de 80% das substâncias relacionadas com a memantina em circulação estão presentes como o
composto original. Os metabólitos principais no ser humano são o N-3,5-dimetil-gludantano, a mistura isomérica de 4- e
6-hidroxi-memantina e 1-nitroso-3,5-dimetiladamantano. Nenhum destes metabólitos demonstra atividade antagônica de
NMDA. Não foi detectado metabolismo de catálise do citocromo P450 in vitro. Num estudo com 14C-memantina
administrada oralmente, uma média de 84% da dose foi recuperada em 20 dias, 99% dos quais por excreção renal. A
memantina é eliminada de forma monoexponencial com meia vida de eliminação de 60 a 100 horas. Em voluntários com
função renal normal, a eliminação total (Cltot) tem o valor de 170 mL/min/1,73m2

e parte da eliminação renal total é
realizada por secreção tubular. A eliminação renal também envolve reabsorção tubular, provavelmente mediada por
proteínas de transporte de cátions. A taxa de eliminação renal da memantina em condições de urina alcalina poderá ser
reduzida por um fator de 7 a 9. A alcalinização da urina pode resultar de mudanças drásticas na dieta ou uma ingestão de
grande quantidade de tampões gástricos alcalinizantes.
FARMACODINÂMICA
Mecanismos de ação
O cloridrato de donepezila é um inibidor da acetilcolinesterase com pouca ação sobre a enzima butirilcolinesterase. O
índice de ligação acetilcolinesterase para butirilcolinesterase é de 1265:1. A donepezila liga-se a acetilcolinesterase em
dois sítios aniônicos e é um inibidor reversível desta enzima, com ligação de curta duração (minutos).
O efeito farmacodinâmico primário da donepezila é a inibição da acetilcolinesterase. Este efeito é mensurado nos
eritrócitos. Existe uma correlação direta e previsível entre a concentração plasmática da donepezila e a porcentagem de
inibição da acetilcolinesterase nos eritrócitos. A ação mais pertinente da donepezila é a inibição da acetilcolinesterase no
sistema nervoso central (SNC), no entanto, essa ação in vivo é de difícil avaliação.11 Estudos com tomografia por emissão
pósitron mostram que as doses habituais de donepezila (5 a 10 mg/dia) resultam em inibição central da acetilcolinesterase
menor do que nos eritrócitos.
As propriedades farmacodinâmicas e a eficácia clínica da donepezila têm sido estudadas nas doses habituais. A dose de
5 mg/dia resulta em inibição da acetilcolinesterase em eritrócitos de 65,3  5,2%, e a dose de 10 mg/dia resulta em inibição
de 77,8  2,9%. Em doses maiores, a inibição periférica assume um platô. A dose de 10 mg/dia está relacionada a maior
benefício clínico do que a dose de 5 mg/dia.
Recentemente, outros mecanismos de ação da donepezila têm sido estudados, mostrando possível atuação desta droga em
outros mecanismos patogênicos da doença de Alzheimer. Estes efeitos secundários são: 251) efeito protetor contra
neurotoxicidade da proteína -amiloidei, ii; 2) aumento dos receptores nicotínicosiii; e ação combinada anti--amiloide e
anti-excitotóxica, mediata pelos receptores nicotínicos.
A memantina é um antagonista do receptor NMDA não competitivo. A droga atua seletivamente nos receptores NMDA,
sem atividade nos receptores AMPA/cainato.
O glutamato é o principal neurotransmissor excitatório do SNC, no qual cerca de 40% das sinapses são glutamatérgicas.
O receptor NMDA é um canal iônico sensível a voltagem e ativado pelo glutamato, que permite a entrada de cálcio para
o neurônio. A ativação ocorre após a despolarização mediada por outros receptores glutamatérgicos ionotrópicos, AMPA
e cainato. Em repouso, o receptor NMDA é bloqueado por um íon magnésio. Acredita-se que a hiperatividade crônica do
receptor NMDA, levando a um influxo excessivo de cálcio, participa da patogênese da doença de Alzheimer. O influxo
excessivo de cálcio pode resultar em lesão neuronal (sináptica ou dendrítica), necrose e apoptose. A memantina liga-se
ao receptor NMDA, bloqueando a entrada de cálcio na célula durante a despolarização neuronal parcial, mas permite a
entrada do íon durante a despolarização completa. A ação da memantina é dependente da ativação anterior do receptor
NMDA pelo glutamato. Portanto, o canal deve estar aberto para que a memantina possa exercer sua ação.
A memantina liga-se ao receptor rapidamente e também se dissocia do receptor rapidamente. Esta propriedade permite a
transmissão normal do sinal em processo de aprendizado e evocação, concomitantemente à inibição da hiperativação
tônica patológica. A memantina apresenta baixa afinidade ao receptor NMDA, o que provavelmente garante um perfil de
boa tolerabilidade. Os outros antagonistas NMDA, como, por exemplo, quetamina e fenciclidina, apresentam afinidade
maior pelo receptor, levando a taxas muito altas de neurotoxicidade.
Ação neuroprotetora da memantina

A ação neuroprotetora da memantina foi demonstrada in vivo e in vitro. Diversos estudos com culturas de células,
incluindo gânglios retinianos de camundongos, neurônios hipocampais, cerebelares, corticais e mesencefálicos
demonstraram prevenção de morte celular induzida por glutamato e por NMDA. Outros experimentos mostraram ação da
memantina na redução da hiperfosforilação da proteína tauiv e na promoção da metabolização da proteína precursora do
amiloide pela via não-amiloidogênica. Esses efeitos podem contribuir para a ação da memantina nos pacientes com doença
de Alzheimer. Outros experimentos mostraram efeito protetor da memantina em neurônios expostos a insultos
excitotóxicos. Por exemplo, memantina preveniu morte celular em cultura de células ganglionares da retina causada por
aumento de cálcio e diminuição do magnésio.
Em experimentos com culturas de células corticais de camundongos expostas à proteína GP 120 do vírus da
imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1), a memantina reduziu fragmentação do DNA (característica de apoptose celular)
e aumentou a viabilidade celular. A neuroproteção da memantina associada à agressão do HIV ao SNC também foi
observada em experimentos com ratos transgênicos. Na doença de Alzheimer, a ação da memantina está associada à
excitotoxicidade glutamatérgica envolvida em sua patogênese. A observação de que a proteína -amiloide diminui a
recaptura de glutamato pelas células da glia e aumenta a toxicidade pelo glutamato confere apoio à teoria da
excitotoxicidade na patogênese da doença de Alzheimer. Os receptores NMDA e o glutamato também estão associados a
mecanismos de degradação da proteína tau, levando à morte neuronal.
A ação da memantina em reverter a perda de potenciação de longo prazo na região CA1 do hipocampo, secundária ao uso
de agonistas NMDA, leva à hipótese de que a memantina bloqueia a hiperativação tônica dos receptores NMDA na doença
de Alzheimer.

CONTRAINDICAÇÕES

O cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina está contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade
ao cloridrato de donepezila ou ao cloridrato de memantina ou a quaisquer excipientes usados nesta formulação.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Anestesia: o cloridrato de donepezila como um inibidor da colinesterase, pode exacerbar o relaxamento muscular tipo
succinilcolina durante anestesia.
Condições Cardiovasculares: devido a sua ação farmacológica, os inibidores da colinesterase podem ter efeitos
vagotônicos sobre a frequência cardíaca (p. ex., bradicardia). O potencial desta ação pode ser particularmente importante
em pacientes com alteração do nó sinoatrial ou outras de condução cardíaca supraventricular. Episódios de síncope foram
relatados em associações com o uso de cloridrato de donepezila.
Condições Gastrintestinais: através de sua ação primária, os inibidores da colinesterase podem aumentar a secreção
ácida gástrica devido ao aumento da atividade colinérgica. Portanto, pacientes com maior risco de desenvolver úlceras,
p.ex. aqueles com história de doença ulcerosa ou recebendo drogas anti-inflamatórias não esteroides concomitantes,
devem ser cuidadosamente monitorados quanto a sintomas de sangramento gastrintestinal ativo ou oculto. Estudos
clínicos de donepezila não demonstraram aumento, em relação ao placebo, na incidência de doença ulcerosa péptica ou
sangramento gastrintestinal. O cloridrato de donepezila, como consequência previsível de suas propriedades
farmacológicas, pode produzir diarreia, náusea e vômito. Esses efeitos, quando ocorrem, aparecem com mais frequência
na dose de 10 mg/dia do que na dose de 5 mg/dia. Na maioria dos casos, esses efeitos têm sido leves e transitórios,
algumas vezes durando de 1 a 3 semanas, e têm se resolvido com o uso continuado de donepezila. Não existem dados
sobre a utilização de cloridrato de memantina em pacientes com disfunção hepática.
Renal e Geniturinário: embora não observado em estudos clínicos com cloridrato de donepezila, os colinomiméticos
podem causar obstrução do fluxo vesical. Uma vez que não existem dados disponíveis sobre pacientes com disfunções
renais graves, o uso de cloridrato de memantina não é recomendado nestes pacientes (eliminação de creatinina inferior a
9 mL/min/1,73m2

). Alguns fatores que podem elevar o pH da urina podem requerer uma monitorização cuidadosa do
paciente em uso de cloridrato de memantina. Estes fatores incluem mudanças drásticas na dieta ou uma ingestão de grande
quantidade de antiácidos. Além disso, o pH da urina pode ser elevado por estados de acidose renal tubular (RTA) ou
infecções graves da via urinária com Proteus bacteria.
Na maioria dos estudos clínicos de cloridrato de memantina, os pacientes com infarto do miocárdio recente, insuficiência
cardíaca congestiva (NYHA III-IV) e hipertensão não controlada, foram excluídos. Consequentemente, os dados
disponíveis são limitados e os pacientes nestas condições devem ser supervisionados cuidadosamente.
Em pacientes com a função renal normal a levemente reduzida (níveis séricos de creatinina até 130 μmol/L) não é
necessário reduzir a dose de cloridrato de memantina. Em pacientes com disfunção renal moderada (eliminação de
creatinina de 40 - 60 mL/min/1,73m2

), a dose diária deverá ser reduzida para 10 mg por dia. Não existem dados

disponíveis para pacientes com disfunção renal grave.
Condições Neurológicas: acredita-se que os colinomiméticos tenham um certo potencial para causar convulsões
generalizadas. Entretanto, tal situação pode ser também uma manifestação da doença de Alzheimer. Com base em
considerações farmacológicas e relatórios de casos isolados com uso de cloridrato de memantina, é recomendada cautela
em pacientes que sofram de epilepsia. A utilização concomitante de antagonistas para o NMDA, tais como a amantadina,
cetamina, ou o dextrometorfano, deverá ser evitada. Estes compostos atuam no mesmo sistema receptor que a memantina
e, por essa razão, as reações adversas ao medicamento (principalmente relacionadas com o SNC) serão mais frequentes
ou mais acentuadas.

Condições Pulmonares: devido a suas ações colinomiméticas, os inibidores da colinesterase devem ser prescritos com
cuidado a pacientes com história de asma ou doença pulmonar obstrutiva.
Efeitos sobre a Capacidade de Dirigir Veículos e Operar Máquinas
A demência do tipo Alzheimer pode causar comprometimento do desempenho da capacidade de dirigir veículos ou operar
máquinas. Além disso, o cloridrato de donepezila pode causar fadiga, tontura e cãibras musculares, principalmente ao
iniciar ou aumentar a dose. A capacidade dos pacientes com doença de Alzheimer que recebem cloridrato de donepezila
continuar dirigindo ou operando máquinas complexas deve ser avaliada rotineiramente pelo médico responsável.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Uso geriátrico: Não foram feitos estudos farmacocinéticos formais para avaliar as diferenças eventuais na
farmacocinética de cloridrato de donepezila com relação à idade. Entretanto, as concentrações sanguíneas médias de
cloridrato de donepezila medidas durante o tratamento com a droga em pacientes idosos portadores da doença de
Alzheimer são comparáveis àquelas observadas em jovens voluntários saudáveis. Com base nos estudos clínicos, a dose
recomendada de cloridrato de memantina para pacientes de idade superior a 65 anos é de 20 mg por dia.
Gravidez e lactação: Categoria de risco na gravidez: B.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Os estudos de teratologia de donepezila conduzidos em ratas prenhes nas doses até cerca de 80 vezes a dose humana (com
base no peso corpóreo) e em coelhas prenhes nas doses até aproximadamente 50 vezes a dose humana não revelaram
evidências de potencial teratogênico. No entanto, em um estudo no qual ratas prenhes receberam aproximadamente 50
vezes a dose humana do Dia 17 da gestação ao Dia 20 pós-parto, houve pequeno aumento de natimortos e pequena
diminuição da sobrevida dos filhotes até o Dia 4 pós-parto. Não foi observado efeito na dose seguinte mais baixa testada,
aproximadamente 15 vezes a dose humana.
Não há estudos adequados ou bem-controlados em mulheres grávidas. O cloridrato de donepezila deve ser usado durante
a gravidez apenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais ao feto.
Não se sabe se o cloridrato de donepezila é excretado no leite humano e não existem estudos em mulheres lactantes.
Não existem dados clínicos sobre administração de cloridrato de memantina a grávidas. Estudos em animais indicam
potencialidade para a redução do crescimento intrauterino a níveis de exposição idênticos ou ligeiramente superiores aos
níveis humanos. O risco potencial para o ser humano é desconhecido. O cloridrato de memantina não deve ser utilizado
durante a gravidez, a menos que seja absolutamente necessária.
Não há estudos da associação de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em gestantes.
Lactação: Não se sabe se o cloridrato de donepezila é excretado no leite humano e não existem estudos em mulheres
lactantes. Não se sabe se a memantina é excretada no leite humano, porém, considerando-se a lipofilia da substância, é
provável que esta excreção ocorra. Mulheres que tomem memantina não devem amamentar. Não há estudos da associação
de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em lactantes ou lactentes.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Deve-se evitar a administração do cloridrato de donepezila concomitantemente a outros inibidores da colinesterase.
O cloridrato de donepezila e seus metabólitos não inibem o metabolismo da teofilina, varfarina, cimetidina, digoxina,
tioridazina, risperidona e sertralina em humanos. O metabolismo do cloridrato de donepezila não é alterado pela
administração concomitante de digoxina, cimetidina, tioridazina, risperidona e sertralina. Em um estudo em pacientes
com doença de Parkinson que recebem tratamento ideal com L-dopa/carbidopa, a administração do cloridrato de
donepezila por 21 dias não teve efeitos sobre os níveis sanguíneos da L-dopa ou da carbidopa. Nesse estudo, não foram
observados efeitos sobre a atividade motora. Os estudos in vitro demonstraram que a isoenzima 3A4 do citocromo P450
e, em menor grau, a 2D6 estão envolvidas no metabolismo da donepezila. Os estudos de interação medicamentosa
realizados in vitro demonstram que o cetoconazol e a quinidina, inibidores da CYP3A4 e da CYP2D6, respectivamente,
inibem o metabolismo da donepezila. Portanto, esses e outros inibidores da CYP3A4, como o itraconazol e a eritromicina,
e os inibidores da CYP2D6, como a fluoxetina, poderiam inibir o metabolismo da donepezila. Em um estudo em
voluntários saudáveis, o cetoconazol aumentou as concentrações médias da donepezila em cerca de 30%. Esses aumentos
são menores que os provocados pelo cetoconazol para outros agentes que utilizam a mesma via da CYP3A4. A
administração da donepezila não tem efeito sobre a farmacocinética do cetoconazol.
Os indutores enzimáticos, como a rifampicina, a fenitoína, a carbamazepina e o álcool, podem reduzir os níveis de
donepezila. Como a magnitude do efeito inibitório ou indutor ainda é desconhecida, essas associações medicamentosas
devem ser usadas com cautela. O cloridrato de donepezila tem potencial para interferir com medicamentos com ação
anticolinérgica. Também há potencial para atividade sinérgica com o tratamento concomitante com medicamentos como
a succinilcolina e outros bloqueadores neuromusculares, mas um estudo in vitro demonstrou que o cloridrato de
donepezila apresenta efeitos mínimos sobre a hidrólise da succinilcolina. Também existe potencial para ação sinérgica
com agonistas colinérgicos ou betabloqueadores que apresentam efeitos sobre a condução cardíaca.
Devido aos efeitos farmacológicos e ao mecanismo de ação da memantina, poderão ocorrer as seguintes interações:
• O modo de ação sugere que os efeitos da L-dopa, dos agonistas dopaminérgicos e dos anticolinérgicos poderão ser
amplificados pelo tratamento concomitante com antagonistas NMDA, como a memantina. Os efeitos de barbitúricos e
neurolépticos poderão ser reduzidos. A administração concomitante de memantina e dos agentes antiespasmódicos,
dantroleno ou baclofeno, pode alterar os efeitos destes medicamentos, podendo ser necessário um ajuste da dose.

• A utilização concomitante da memantina e amantadina deverá ser evitada, devido ao risco de psicose farmacotóxica.
Ambas as substâncias são, quimicamente, antagonistas NMDA. A mesma recomendação poderá aplicar-se para a
cetamina e o dextrometorfano (vide também ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). Existe um relato de caso clínico
publicado sobre um possível risco da combinação da memantina com a fenitoína.
• Outras substâncias ativas como cimetidina, ranitidina, procainamida, quinidina, quinina e nicotina, que utilizam o
mesmo sistema de transporte renal de cátions que a amantadina, também poderão interagir com a memantina levando a
um risco potencial de aumento dos seus níveis séricos.
• É possível que haja uma redução dos níveis séricos da hidroclorotiazida (HCT) quando esta, ou qualquer combinação
contendo hidroclorotiazida, é administrada concomitantemente com a memantina.
• Na experiência pós-comercialização foram notificados casos isolados de aumento da relação normalizada internacional
(RNI) em pacientes tratados concomitantemente com varfarina. Embora não tenha sido comprovada a existência de uma
relação causal, aconselha-se uma monitorização rigorosa do tempo de protrombina ou da INR em pacientes que estejam
em uso simultâneo de anticoagulantes orais.
Em estudos farmacocinéticos (PK) de dose única realizados em sujeitos jovens e saudáveis, não se observou qualquer
interação relevante à substância ativa da memantina com gliburida/metformina ou com donepezila. Num estudo clínico
em indivíduos jovens e saudáveis não se observou qualquer efeito relevante da memantina na farmacocinética da
galantamina. A memantina não inibiu as CYP 1A2, 2A6, 2C9, 2D6, 2E1, 3A, flavina contendo monoxigenase, epóxido
hidrolase ou a sulfatação in vitro.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.
O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
Comprimido revestido de 10 mg + 5 mg
Comprimido revestido na cor salmão, circular, biconvexo e liso.
Comprimido revestido de 10 mg + 10 mg
Comprimido revestido na cor azul, circular, biconvexo e liso.
Comprimido revestido de 10 mg + 15 mg
Comprimido revestido na cor cinza, circular, biconvexo e liso.
Comprimido revestido de 10 mg + 20 mg
Comprimido revestido na cor branca, circular, biconvexo e liso.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

O cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina deve ser administrado via oral, uma vez ao dia, com ou sem
alimento.
É recomendado o uso da associação para pacientes em dose regular de cloridrato de donepezila 10 mg/dia há pelo menos
4 semanas e com evolução da doença de Alzheimer para estágio de moderada ou grave mesmo em vigência do tratamento.
A dose final a ser atingida da associação é de cloridrato de donepezila 10 mg/dia e memantina 20 mg/dia. Como o
composto está indicado para pacientes em dose estável de cloridrato de donepezila de 10 mg/dia, a titulação do cloridrato
de memantina deverá ser realizada com acréscimos semanais de 5 mg/dia até atingir a dose recomendada de 20 mg/dia.
Dessa forma, a posologia é:
1) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 5 mg, 1 comprimido ao dia, por 7 dias consecutivos,
seguido de;
2) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 10 mg, 1 comprimido ao dia, por 7 dias consecutivos,
seguido de;
3) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 15 mg, 1 comprimido ao dia por 7 dias consecutivos,
seguido de;
4) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 20 mg, 1 comprimido ao dia para uso contínuo.
Comprometimento Renal e Hepático
Os pacientes com insuficiência hepática leve a moderada ou renal podem seguir um esquema posológico semelhante
porque a depuração do cloridrato de donepezila não é significativamente alterada por essas condições. Não existem dados
sobre a utilização de cloridrato de memantina em pacientes com disfunção hepática.
Em pacientes com a função renal ligeiramente alterada (depuração da creatinina 50-80 mL/min) não é necessário ajuste
de dose de cloridrato de memantina. Em pacientes com comprometimento renal moderado (depuração da creatinina de

30-49 mL/min) a dose diária deverá ser 10 mg por dia. Se bem tolerada após pelo menos 7 dias de tratamento, a dose
poderá ser aumentada até 20 mg/dia de acordo com o esquema de titulação padrão. Em pacientes com comprometimento
renal grave (depuração da creatinina 5-29 mL/min) a dose diária deverá ser de 10 mg por dia.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

REAÇÕES ADVERSAS

Estudos Clínicos
cloridrato de donepezila
Os eventos adversos mais comuns (incidência > 5 e o dobro da frequência com o placebo) foram diarreia, cãibras
musculares, fadiga, náusea, vômitos e insônia.
Os outros eventos adversos comuns (incidência > 5 e > placebo) foram cefaleia, dor, acidente, resfriado comum, distúrbios
abdominais e tontura (Tabela 1).
Foram observados casos de síncope, bradicardia, bloqueio sinoatrial e bloqueio atrioventricular. Não foram observadas
anormalidades relevantes nos valores laboratoriais associados ao tratamento, com exceção dos pequenos aumentos das
concentrações séricas de creatinina quinase muscular.
Tabela 1. Eventos Adversos Relatados nos Estudos Clínicos Controlados em no Mínimo 2% dos Pacientes em uso
de cloridrato de donepezila e com frequência mais alta que no Grupo Placebo.
SISTEMA CORPÓREO / EVENTO ADVERSO Placebo
(n=355)

donepezila
(n=747)

Porcentagem de Pacientes com Algum Efeito
Adverso

72% 74%

Corpo como um todo
Cefaleia 9% 10%
Dor, vários locais 8% 9%
Acidente 6% 7%
Fadiga 3% 5%
Sistema Cardiovascular
Síncope 1% 2%
Sistema Digestivo
Náusea 6% 11%
Diarreia 5% 10%
Vômitos 3% 5%
Anorexia 2% 4%
Sistema Musculoesquelético
Cãibras musculares 2% 6%
Sistema Nervoso
Insônia 6% 9%
Tontura 6% 8%
Experiência Pós-Comercialização
Tem havido relatos pós-comercialização de alucinações, agitação, comportamento agressivo, convulsão, hepatite, úlcera
gástrica, úlcera duodenal e hemorragia gastrintestinal.
cloridrato de memantina
Nos estudos clínicos sobre demência leve a grave, envolvendo 1784 pacientes tratados com cloridrato de memantina e
1595 pacientes tratados com placebo, os índices globais de incidência de reações adversas com cloridrato de memantina
não foram diferentes dos do tratamento com placebo; as reações adversas foram normalmente de intensidade leve a
moderada. As reações adversas mais frequentes e que registraram uma maior incidência no grupo do cloridrato de
memantina do que no grupo placebo foram tonturas (6,3% vs 5,6%, respectivamente), cefaleias (5,2% vs 3,9%),
constipação (4,6% vs 2,6%), sonolência (3,4% vs 2,2%) e hipertensão (4,1% vs 2,8%). A tabela 2 lista todas as reações
adversas registradas durante os estudos clínicos com cloridrato de memantina e desde que foi introduzido no mercado.
Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.
As reações adversas são classificadas de acordo com as classes de sistemas de órgãos, usando a seguinte convenção:
muito comum (> 1/10), comum (> 1/100 a ˂ 1/10), incomum (> 1/1.000 e ˂ 1/100), raro (> 1/10.000 e ˂ 1/1.000), muito
raro (˂ 1/10.000), desconhecido (não pode ser estimado com os dados atuais).
Tabela 2. Reações adversas registradas durante os estudos clínicos com cloridrato de memantina.
Infecções e infestações Incomum Infecções fúngicas
Distúrbios do sistema imunológico Comum Hipersensibilidade ao medicamento
Distúrbios psiquiátricos Comum Sonolência

Incomum
Incomum
Desconhecido

Confusão
Alucinações1
Reações psicóticas2

Doenças do sistema nervoso Comum
Incomum
Muito raros

Tonturas
Alterações na marcha
Convulsões
Distúrbios cardíacos Incomum Falência cardíaca
Vasculopatias Comum
Incomum

Hipertensão
Trombose venosa/tromboembolia

Distúrbios respiratórios, torácicos e
mediastinos

Comum Dispneia

Distúrbios gastrointestinais Comum
Incomum
Desconhecido

Constipação
Vômitos
Pancreatite2

Distúrbios gerais e alterações no
local de administração

Comum
Incomum

Cefaleia
Fadiga

1As alucinações foram essencialmente observadas em pacientes com doença de Alzheimer grave.
2 Casos isolados notificados no âmbito da experiência pós-comercialização. A doença de Alzheimer tem sido associada a
depressão, pensamentos suicidas e suicídio. Na fase de experiência pós-comercialização estes efeitos foram notificados
em pacientes tratados com o cloridrato de memantina.
Associação cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina
Em estudos com a associação cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina, os principais eventos adversos
encontrados estão listados na tabela abaixo com as respectivas incidências (Tabela 3).
Tabela 3. Principais eventos adversos observados em estudo com a associação cloridrato de donepezila e cloridrato
de memantina.
Eventos adversos Incidência (%)
Agitação 9,4
Confusão 7,9
Quedas 7,4
Sintomas que mimetizam a gripe 7,4
Tontura 6,9
Cefaleia 6,4
Infecção do trato urinário 5,9
Incontinência urinária 5,4
Lesão acidental 5,0
Infecção da via respiratória superior 5,0
Edema periférico 5,0
Diarreia 4,5
Incontinência fecal 2,0
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

SUPERDOSE

Dados de Estudos em Animais
As doses letais medianas estimadas ou a dose letal do cloridrato de donepezila após a administração de uma dose única
oral em camundongos, ratos e cães é de 45, 32 e 15 mg/kg, respectivamente, ou aproximadamente 225, 160 e 75 vezes a
dose humana recomendada máxima de 10 mg por dia. Foram observados em animais sinais de estímulo colinérgico
relacionados à dose que incluíram movimento espontâneo reduzido, posição ventral, marcha cambaleante,
lacrimejamento, convulsões clônicas, depressão respiratória, salivação, miose, fasciculação, tremores e diminuição da
temperatura da superfície corpórea.
Sintomas da Superdosagem
A superdosagem com inibidores da colinesterase pode resultar em crise colinérgica caracterizada por náusea grave,
vômitos, salivação, sudorese, bradicardia, hipotensão, depressão respiratória, colapso e convulsões. Existe a possibilidade
de aumento da fraqueza muscular, que pode resultar em óbito se os músculos respiratórios forem envolvidos.

A experiência com superdose de cloridrato de memantina obtida a partir dos estudos clínicos e na experiência pós-
comercialização é limitada.

Os sintomas na superdosagem de memantina são: psicose tóxica incluindo alucinações, nervosismo, mudanças no
comportamento, tremor e outros sintomas relacionados com o SNC. Outras reações incluem: acatisia, inquietação,
aumento da atividade motora, insônia e depressão. Superdoses com valores relativamente grandes (200 mg e 105 mg/dia
durante 3 dias, respectivamente) têm sido associadas a sintomas de cansaço, fraqueza e/ou diarreia ou a nenhum sintoma.

Em casos de superdose abaixo dos 140 mg ou de dose desconhecida, os pacientes apresentaram sintomas de origem no
sistema nervoso central (confusão, torpor, sonolência, vertigens, agitação, agressão, alucinações e distúrbios da marcha)
e/ou de origem gastrointestinal (vômitos e diarreia).
No caso mais extremo de superdose, o paciente sobreviveu a uma ingestão de 2000 mg da memantina com efeitos no
sistema nervoso central (coma durante 10 dias, seguido de diplopia e agitação). O paciente recebeu tratamento sintomático
e plasmaforese. O paciente foi recuperado sem sequelas permanentes. Num caso de superdosagem suicida, o paciente
sobreviveu à ingestão de até 400 mg de memantina com efeitos no sistema nervoso central (ex: inquietação, psicose,
alucinações visuais, proconvulsão, sonolência, estupor e inconsciência) que desapareceram sem sequelas permanentes.
Tratamento
Como em qualquer caso de superdosagem, medidas gerais de suporte devem ser adotadas. Os anticolinérgicos terciários,
como a atropina, podem ser eficazes na superdosagem com o cloridrato de donepezila. Não se sabe se o cloridrato de
donepezila e/ou seus metabólitos podem ser removidos por diálise (hemodiálise, diálise peritoneal ou hemofiltração).
Deve-se fazer sempre que apropriado, os procedimentos clínicos padrão para a remoção da substância ativa, como por
exemplo lavagem gástrica, utilização de carvão ativo (interrupção da recirculação entero-hepática potencial), acidificação
da urina ou diurese forçada, tão rápido quanto possível, após a ingestão oral. O vômito não deve ser induzido, devido ao
risco de convulsões pela superdosagem de memantina. Pacientes nos quais a superdosagem foi intencional devem ter
acompanhamento psiquiátrico.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Detalhes do Produto

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina
“Medicamento Genérico, Lei no. 9.787, de 1999”
APRESENTAÇÕES
Comprimido revestido de 10 mg + 5 mg, 10 mg + 10 mg e 10 mg + 15 mg, em embalagem contendo 7 comprimidos
revestidos. Comprimido revestido de 10 mg + 20 mg, em embalagem contendo 7, 30, 60 ou 100* comprimidos revestidos.
*Embalagem hospitalar
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de 10 mg + 5 mg contém:
cloridrato de donepezila*............................................................................................................................................ 10 mg
cloridrato de memantina**............................................................................................................................................ 5 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 4,160 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, amarelo crepúsculo laca de alumínio.
Cada comprimido revestido de 10 mg + 10 mg contém:
cloridrato de donepezila*............................................................................................................................................ 10 mg
cloridrato de memantina**.......................................................................................................................................... 10 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 8,310 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, azul de indigotina 132 laca de alumínio.
Cada comprimido revestido de 10 mg + 15 mg contém:
cloridrato de donepezila* ........................................................................................................................................... 10 mg
cloridrato de memantina**.......................................................................................................................................... 15 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 12,470 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, azul de indigotina 132 laca de alumínio, amarelo
crepúsculo laca de alumínio.
Cada comprimido revestido de 10 mg + 20 mg contém:
cloridrato de donepezila* ........................................................................................................................................... 10 mg
cloridrato de memantina**.......................................................................................................................................... 20 mg
excipiente*** q.s.p................................................................................................................................................ 1 com rev
*equivalente a 9,120 mg de donepezila.
**equivalente a 16,620 mg de memantina base.
***lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, povidona, amido pré-gelatinizado, dióxido de silício, estearato
de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco.
II - INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. INDICAÇÕES
O cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina, uma associação exclusiva, é indicado para o tratamento da doença
de Alzheimer moderada a grave.
A associação de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina não interfere na farmacocinética e farmacodinâmica
das duas drogas, possibilitando sua associação clínica sem interferência na eficácia e tolerabilidade das duas drogas.
O uso concomitante de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em pacientes com doença de Alzheimer
moderada a grave é mais efetivo do que o uso de cloridrato de donepezila como monoterapia.
O uso da associação proposta está indicado para pacientes em dose regular de cloridrato de donepezila 10 mg/dia há pelo
menos 4 semanas e com evolução da doença de Alzheimer para estágio de moderada ou grave mesmo em vigência do
tratamento. O uso de cloridrato de memantina em dose única têm sido estimulado, sem haver prejuízo de sua eficácia e
tolerabilidade.

A associação em dose fixa de dois medicamentos, comumente utilizados para tratamento da doença de Alzheimer
moderada e grave, facilita a posologia destas drogas e contribui para o aumento da aderência ao tratamento.
A dose final da associação é de cloridrato de donepezila 10 mg/dia e cloridrato de memantina 20 mg/dia. Como o
composto está indicado para pacientes em dose estável de cloridrato de donepezila de 10 mg/dia, a titulação de cloridrato
de memantina deverá ser realizada com acréscimos semanais de 5 mg/dia até atingir a dose recomendada de 20 mg/dia.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

O estudo duplo-cego, controlado com placebo, com associação de 20 mg/dia de cloridrato de memantina para pacientes
em doses estáveis de cloridrato de donepezila, avaliou 404 pacientes, com seguimento de 24 semanas. As medidas de
eficácia primária foram o desempenho nas escalas SIB e ADCS-ADL versão modificada com 19 itens, e de eficácia
secundária foram CIBIC-plus, NPI e behavioral rating scale for geriatric patients (BGP). Todas as medidas de eficácia,
primárias e secundárias, mostraram benefício com o uso de cloridrato de memantina associada ao cloridrato de donepezila
à avaliação final do estudo. Os EA que ocorreram em pelo menos 5% dos pacientes do grupo cloridrato de memantina e
com incidência pelo menos duas vezes maior do que no grupo placebo foram confusão e cefaleia.
Análise post hoc dos dados deste estudo avaliou três desfechos clínicos possíveis: 1) melhora cognitiva significante; 2)
estabilização em cada ou alguma das quatro medidas de desfecho; e 3) estabilização combinada entre as múltiplas medidas
de desfecho. Em todos os desfechos clínicos propostos, o uso do cloridrato de memantina foi superior ao uso do placebo,
indicando que o cloridrato de memantina associado ao cloridrato de donepezila leva à estabilização dos sintomas e
melhora cognitiva.
A análise post hoc dos dados do mesmo estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do cloridrato de memantina associado
ao cloridrato de donepezila em testes cognitivos. Para esta análise, a escala SIB foi avaliada em seus diferentes subitens
isoladamente, seus diferentes domínios previamente definidos e em três agrupamentos maiores (que englobaram todos os
domínios do teste): memória, praxia e linguagem. Para o agrupamento maior denominado memória, foram agregados os
itens memória, atenção, orientação e orientação para o nome. Para o agrupamento maior denominado linguagem, os itens
linguagem e interação social. Para o agrupamento maior denominado praxia, os itens praxia, habilidade visoespacial e
construção. A análise das subescalas em relação aos diferentes domínios ao final do estudo mostrou benefício com o uso
de cloridrato de memantina em memória, linguagem e praxia. Quanto à análise dos três agrupamentos maiores, também
houve benefício com o uso da e cloridrato de memantina nos três agrupamentos, memória, praxia e linguagem. Esses três
domínios cognitivos são centrais na doença de Alzheimer, indicando que o cloridrato de memantina associada ao
cloridrato de donepezila melhora as funções cognitivas mais afetadas na doença de Alzheimer.
As atividades da vida diária também foram estudadas em análise post hoc do mesmo estudo. Os subitens que apresentaram
benefício com o uso de cloridrato de memantina associada ao cloridrato de donepezila na escala ADCS-ADL19 foram:
cuidados pessoais, uso do banheiro, conversar, assistir televisão, ser deixado sozinho.
Esta análise mostrou que o cloridrato de memantina pode melhorar o nível de atividade funcional em pacientes com
doença de Alzheimer moderada e grave, quando associada ao uso de cloridrato de donepezila.
A análise post hoc das medidas comportamentais do estudo supracitado, com divisão da NPI em suas subescalas revelou
que houve efeito significativo com o uso de cloridrato de memantina em relação ao grupo placebo em
agitação/agressividade, hábitos alimentares, distúrbios comportamentais noturnos e irritabilidade/labilidade emocional.
Em relação ao grupo tratado com cloridrato de memantina, os pacientes que não apresentavam agitação no início do
estudo apresentaram menor incidência de agitação/agressividade nas semanas 12 e 24. Neste grupo, os pacientes
sintomáticos para agitação/agressividade no início do estudo apresentaram menor deterioração do quadro comportamental
nas semanas 12 e 24. Os cuidadores dos pacientes que receberam cloridrato de memantina apresentavam menor
sobrecarga para agitação na semana 24 em relação ao grupo tratado com placebo.
Em estudo observacional, os dados de 943 pacientes com doença de Alzheimer, com seguimento mínimo de 12 meses
foram avaliados em relação ao tempo para institucionalização e morte. Faziam uso de inibidores da acetilcolinesterase
45,0% da amostra; uso concomitante de cloridrato de memantina e inibidores da acetilcolinesterase, 14,9%; uso de
nenhuma das duas classes de medicação, 40,1%.
Comparativamente aos pacientes que não faziam tratamento específico para doença de Alzheimer, o uso de inibidores da
acetilcolinesterase acarretou em atraso significativo para a institucionalização. Este efeito foi ainda maior com a
associação de cloridrato de memantina ao tratamento. Não houve diferença em relação à mortalidade entre os três grupos.
O uso concomitante de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em pacientes com doença de Alzheimer
moderada a grave é mais efetivo do que o uso de cloridrato de donepezila como monoterapia.
WHITEHOUSE, P.J., et al. Alzheimer's disease and senile dementia: loss of neurons in the basal forebrain. Science,
v.215, p.1237-9, 1982. NORDBERG, A. Biological markers and the cholinergic hypothesis in Alzheimer’s disease. Acta
Neurol. Scand. Suppl, v.139, p.54-58, 1992. SELTZER, B. Donepezil: a review. Expert Opin Drug Metab Toxicol, v.1,
n.3, p.527-36, 2005 Drug Card for Donepezil. Disponível em: http://www.drugbank.ca/drugs/DB00843. Acesso em: abril
de 2011.
Micromedex Healthcare Series: Martindale (Donepezil Hydrocloride). Disponível em: www.portaldapesquisa.com.br.
Acesso em: março de 2011.
BLEICH, S., et al. Glutamate and the glutamate receptor system: a target for drug action. Int J Geriatr Psychiatry, v.18,
p.S33-40, 2003.
Drug Card for Memantine. Disponível em: http://www.drugbank.ca/drugs/DB01043. Acesso em: abril de 2011.

Micromedex Healthcare Series: Martindale Memantine Hydrocloride. Disponível em: www.portaldapesquisa.com.br.
Acesso em: março de 2011.
SCHMITT, F.; RYAN, M.; COOPER, G. A brief review of the pharmacologic and therapeutic aspects of memantine in
Alzheimer’s disease. Expert Opin Dru Metabol Toxicol, v.3, p.135-141, 2007.
GOMOLIN, I.H.; SMITH, C.; JEITNER, T.M. Once-daily memantine: pharmacokinetic and clinical considerations. J
Am Geriatr Soc, v.58, p.1812-3, 2010.
Ott BR, Blake LM, Kagan E, Resnick M; for the Memantine MEM-MD-11AB Study Group. Open label, multicenter, 28-
week extension study of the safety and tolerability of memantine in patients with mild to moderate Alzheimer's disease.
J Neurol 2007; 254: 351-8.
Bassil N, Grossberg GT. Novel regimens and delivery systems in the pharmacological treatment of Alzheimer's disease.
CNS Drugs 2009;23:293-307.
Tariot PN, Farlow MR, Grossberg GT, Graham SM, McDonald S, Gergel I; Memantine Study Group. Memantine
treatment in patients with moderate to severe Alzheimer disease already receiving donepezil: a randomized controlled
trial. JAMA 2004; 291: 317-24

Feldman HH, Schmitt FA, Olin JT; Memantine MEM-MD-02 Study Group. Activities of daily living in moderate-to-
severe Alzheimer disease: an analysis of the treatment effects of memantine in patients receiving stable donepezil

treatment. Alzheimer Dis Assoc Disord 2006;20:263-8 Cummings JL, Schneider E, Tariot PN, Graham SM; Memantine
MEM-MD-02 Study Group. Behavioral effects of memantine in Alzheimer disease patients receiving donepezil
treatment. Neurology 2006; 67: 57- 63.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

cloridrato de donepezila é um inibidor seletivo reversível da enzima acetilcolinesterase, a colinesterase predominante
no cérebro. É quimicamente conhecido como cloridrato de (±)-2,3-diidro-5,6-dimetoxi-2-[[1-(fenilmetil)-4-
piperidinil]metil]-1H-inden-1-ona. O cloridrato de donepezila é comumente mencionado na literatura farmacológica
como E2020. Sua fórmula molecular é C24H29NO3HCl e seu peso molecular é 415,96. O cloridrato de donepezila é um
pó branco cristalino totalmente solúvel em clorofórmio, solúvel em água e em ácido acético glacial, muito pouco solúvel
em etanol e em acetonitrila e praticamente insolúvel em acetato de etila e n-hexano.
cloridrato de memantina pertencente ao grupo químico adamantano (cloridrato de 1- amino-3,5-dimetiladamantano),
um antagonista não-competitivo dos canais iônicos associados a um tipo de receptor glutamatérgico, o receptor NMDA,
de afinidade moderada e dependente de voltagem.
FARMACOLOGIA CLÍNICA
As teorias atuais sobre a etiologia patológica dos sinais cognitivos e dos sintomas da doença de Alzheimer atribuem
alguns deles a uma deficiência da neurotransmissão colinérgica. Acredita-se que o cloridrato de donepezila exerça sua
ação terapêutica incrementando a função colinérgica. Isto se dá com o aumento da concentração da acetilcolina através
da inibição reversível da hidrólise pela acetilcolinesterase. Se o mecanismo de ação proposto for correto, o efeito de
cloridrato de donepezila poderá diminuir à medida que o processo da doença avança e um menor número de neurônios
permaneça funcionalmente intacto. Não há comprovação de que o cloridrato de donepezila mude o curso do processo de
demência subjacente. Existem cada vez mais indicações de que as perturbações na neurotransmissão glutamatérgica,
especialmente nos receptores NMDA, contribuem para a expressão dos sintomas e para a evolução da doença na demência
neurodegenerativa. O bloqueio destes receptores NMDA impede os efeitos de níveis patologicamente elevados de
glutamato que podem levar à disfunção neuronal e evita que o neurônio fique exposto a um influxo excessivo de cálcio,
um dos mecanismos responsáveis pela morte neuronal. O uso concomitante de cloridrato de donepezila e cloridrato de
memantina em pacientes com doença de Alzheimer moderada a grave é mais efetivo do que o uso de cloridrato de
donepezila como monoterapia.
FARMACOCINÉTICA CLÍNICA
Absorção
Os níveis plasmáticos máximos são atingidos aproximadamente 3 a 4 horas após a administração oral. As concentrações
plasmáticas e a AUC aumentaram de forma proporcional à dose. A meia-vida de distribuição terminal é de
aproximadamente 70 horas. Assim, a administração de doses únicas diárias múltiplas resulta em aproximação gradativa
do estado de equilíbrio. O estado de equilíbrio é atingido em 2- 3 semanas após o início da terapia. Uma vez atingido o
estado de equilíbrio, as concentrações plasmáticas do cloridrato de donepezila e a atividade farmacodinâmica relacionada
mostram pouca variabilidade em relação ao decorrer do dia. Os alimentos não alteraram a absorção do cloridrato de
donepezila. A memantina tem uma biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 100% e não existem indicações de
que os alimentos tenham influência na absorção. (Tmáx após 3 a 8 horas). Estudos em voluntários demonstraram
farmacocinética linear no intervalo da dose de 10 a 40 mg.
Distribuição
O cloridrato de donepezila apresenta taxa de ligação a proteínas plasmáticas humanas de 95%. Em um estudo de equilíbrio
de massa conduzido em homens voluntários saudáveis, 240 h após a administração de uma dose única de 5 mg de
cloridrato de donepezila marcado com 14C, aproximadamente 28% do fármaco marcado permaneceu não-recuperado.
Isso indica que o cloridrato de donepezila e/ou seus metabólitos podem persistir no organismo por mais de 10 dias. Doses
diárias de 20 mg de cloridrato de memantina resultam em concentrações plasmáticas no estado estável entre 70 e 150

ng/mg (0,5 – 1 μmol) com variações interindividuais de grande amplitude. Quando foram administradas doses diárias de
5 a 30 mg, foi calculada uma taxa média de Líquido Cefalorraquidiano/Soro de 0,52. O volume de distribuição é próximo
de 10 L/kg. Cerca de 45% da memantina está associada a proteínas plasmáticas.
Metabolismo e Excreção
O cloridrato de donepezila é metabolizada pelo fígado e a via predominante de eliminação da donepezila inalterada e seus
metabólitos é renal, uma vez que 79% da dose recuperada foi encontrada na urina e os 21% restantes nas fezes. Além
disso, o fármaco-mãe (donepezila) é o produto de eliminação predominante na urina. Os metabólitos mais importantes da
donepezila são o M1 e o M2 (via O-desalquilação e hidroxilação), o M11 e o M12 (via glicuronidação do M1 e do M2,
respectivamente), o M4 (via hidrólise) e o M6 (via N-oxidação). As concentrações plasmáticas da donepezila diminuíram
com meia-vida de aproximadamente 70 horas. Sexo, raça e história de tabagismo não influenciaram de modo clinicamente
significativo as concentrações plasmáticas da donepezila. A farmacocinética da donepezila ainda não foi formalmente
estudada em pacientes com doença de Alzheimer. No entanto, os níveis plasmáticos médios dos pacientes foram bem
próximos dos observados em voluntários saudáveis.
No ser humano, cerca de 80% das substâncias relacionadas com a memantina em circulação estão presentes como o
composto original. Os metabólitos principais no ser humano são o N-3,5-dimetil-gludantano, a mistura isomérica de 4- e
6-hidroxi-memantina e 1-nitroso-3,5-dimetiladamantano. Nenhum destes metabólitos demonstra atividade antagônica de
NMDA. Não foi detectado metabolismo de catálise do citocromo P450 in vitro. Num estudo com 14C-memantina
administrada oralmente, uma média de 84% da dose foi recuperada em 20 dias, 99% dos quais por excreção renal. A
memantina é eliminada de forma monoexponencial com meia vida de eliminação de 60 a 100 horas. Em voluntários com
função renal normal, a eliminação total (Cltot) tem o valor de 170 mL/min/1,73m2

e parte da eliminação renal total é
realizada por secreção tubular. A eliminação renal também envolve reabsorção tubular, provavelmente mediada por
proteínas de transporte de cátions. A taxa de eliminação renal da memantina em condições de urina alcalina poderá ser
reduzida por um fator de 7 a 9. A alcalinização da urina pode resultar de mudanças drásticas na dieta ou uma ingestão de
grande quantidade de tampões gástricos alcalinizantes.
FARMACODINÂMICA
Mecanismos de ação
O cloridrato de donepezila é um inibidor da acetilcolinesterase com pouca ação sobre a enzima butirilcolinesterase. O
índice de ligação acetilcolinesterase para butirilcolinesterase é de 1265:1. A donepezila liga-se a acetilcolinesterase em
dois sítios aniônicos e é um inibidor reversível desta enzima, com ligação de curta duração (minutos).
O efeito farmacodinâmico primário da donepezila é a inibição da acetilcolinesterase. Este efeito é mensurado nos
eritrócitos. Existe uma correlação direta e previsível entre a concentração plasmática da donepezila e a porcentagem de
inibição da acetilcolinesterase nos eritrócitos. A ação mais pertinente da donepezila é a inibição da acetilcolinesterase no
sistema nervoso central (SNC), no entanto, essa ação in vivo é de difícil avaliação.11 Estudos com tomografia por emissão
pósitron mostram que as doses habituais de donepezila (5 a 10 mg/dia) resultam em inibição central da acetilcolinesterase
menor do que nos eritrócitos.
As propriedades farmacodinâmicas e a eficácia clínica da donepezila têm sido estudadas nas doses habituais. A dose de
5 mg/dia resulta em inibição da acetilcolinesterase em eritrócitos de 65,3  5,2%, e a dose de 10 mg/dia resulta em inibição
de 77,8  2,9%. Em doses maiores, a inibição periférica assume um platô. A dose de 10 mg/dia está relacionada a maior
benefício clínico do que a dose de 5 mg/dia.
Recentemente, outros mecanismos de ação da donepezila têm sido estudados, mostrando possível atuação desta droga em
outros mecanismos patogênicos da doença de Alzheimer. Estes efeitos secundários são: 251) efeito protetor contra
neurotoxicidade da proteína -amiloidei, ii; 2) aumento dos receptores nicotínicosiii; e ação combinada anti--amiloide e
anti-excitotóxica, mediata pelos receptores nicotínicos.
A memantina é um antagonista do receptor NMDA não competitivo. A droga atua seletivamente nos receptores NMDA,
sem atividade nos receptores AMPA/cainato.
O glutamato é o principal neurotransmissor excitatório do SNC, no qual cerca de 40% das sinapses são glutamatérgicas.
O receptor NMDA é um canal iônico sensível a voltagem e ativado pelo glutamato, que permite a entrada de cálcio para
o neurônio. A ativação ocorre após a despolarização mediada por outros receptores glutamatérgicos ionotrópicos, AMPA
e cainato. Em repouso, o receptor NMDA é bloqueado por um íon magnésio. Acredita-se que a hiperatividade crônica do
receptor NMDA, levando a um influxo excessivo de cálcio, participa da patogênese da doença de Alzheimer. O influxo
excessivo de cálcio pode resultar em lesão neuronal (sináptica ou dendrítica), necrose e apoptose. A memantina liga-se
ao receptor NMDA, bloqueando a entrada de cálcio na célula durante a despolarização neuronal parcial, mas permite a
entrada do íon durante a despolarização completa. A ação da memantina é dependente da ativação anterior do receptor
NMDA pelo glutamato. Portanto, o canal deve estar aberto para que a memantina possa exercer sua ação.
A memantina liga-se ao receptor rapidamente e também se dissocia do receptor rapidamente. Esta propriedade permite a
transmissão normal do sinal em processo de aprendizado e evocação, concomitantemente à inibição da hiperativação
tônica patológica. A memantina apresenta baixa afinidade ao receptor NMDA, o que provavelmente garante um perfil de
boa tolerabilidade. Os outros antagonistas NMDA, como, por exemplo, quetamina e fenciclidina, apresentam afinidade
maior pelo receptor, levando a taxas muito altas de neurotoxicidade.
Ação neuroprotetora da memantina

A ação neuroprotetora da memantina foi demonstrada in vivo e in vitro. Diversos estudos com culturas de células,
incluindo gânglios retinianos de camundongos, neurônios hipocampais, cerebelares, corticais e mesencefálicos
demonstraram prevenção de morte celular induzida por glutamato e por NMDA. Outros experimentos mostraram ação da
memantina na redução da hiperfosforilação da proteína tauiv e na promoção da metabolização da proteína precursora do
amiloide pela via não-amiloidogênica. Esses efeitos podem contribuir para a ação da memantina nos pacientes com doença
de Alzheimer. Outros experimentos mostraram efeito protetor da memantina em neurônios expostos a insultos
excitotóxicos. Por exemplo, memantina preveniu morte celular em cultura de células ganglionares da retina causada por
aumento de cálcio e diminuição do magnésio.
Em experimentos com culturas de células corticais de camundongos expostas à proteína GP 120 do vírus da
imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1), a memantina reduziu fragmentação do DNA (característica de apoptose celular)
e aumentou a viabilidade celular. A neuroproteção da memantina associada à agressão do HIV ao SNC também foi
observada em experimentos com ratos transgênicos. Na doença de Alzheimer, a ação da memantina está associada à
excitotoxicidade glutamatérgica envolvida em sua patogênese. A observação de que a proteína -amiloide diminui a
recaptura de glutamato pelas células da glia e aumenta a toxicidade pelo glutamato confere apoio à teoria da
excitotoxicidade na patogênese da doença de Alzheimer. Os receptores NMDA e o glutamato também estão associados a
mecanismos de degradação da proteína tau, levando à morte neuronal.
A ação da memantina em reverter a perda de potenciação de longo prazo na região CA1 do hipocampo, secundária ao uso
de agonistas NMDA, leva à hipótese de que a memantina bloqueia a hiperativação tônica dos receptores NMDA na doença
de Alzheimer.

CONTRAINDICAÇÕES

O cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina está contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade
ao cloridrato de donepezila ou ao cloridrato de memantina ou a quaisquer excipientes usados nesta formulação.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Anestesia: o cloridrato de donepezila como um inibidor da colinesterase, pode exacerbar o relaxamento muscular tipo
succinilcolina durante anestesia.
Condições Cardiovasculares: devido a sua ação farmacológica, os inibidores da colinesterase podem ter efeitos
vagotônicos sobre a frequência cardíaca (p. ex., bradicardia). O potencial desta ação pode ser particularmente importante
em pacientes com alteração do nó sinoatrial ou outras de condução cardíaca supraventricular. Episódios de síncope foram
relatados em associações com o uso de cloridrato de donepezila.
Condições Gastrintestinais: através de sua ação primária, os inibidores da colinesterase podem aumentar a secreção
ácida gástrica devido ao aumento da atividade colinérgica. Portanto, pacientes com maior risco de desenvolver úlceras,
p.ex. aqueles com história de doença ulcerosa ou recebendo drogas anti-inflamatórias não esteroides concomitantes,
devem ser cuidadosamente monitorados quanto a sintomas de sangramento gastrintestinal ativo ou oculto. Estudos
clínicos de donepezila não demonstraram aumento, em relação ao placebo, na incidência de doença ulcerosa péptica ou
sangramento gastrintestinal. O cloridrato de donepezila, como consequência previsível de suas propriedades
farmacológicas, pode produzir diarreia, náusea e vômito. Esses efeitos, quando ocorrem, aparecem com mais frequência
na dose de 10 mg/dia do que na dose de 5 mg/dia. Na maioria dos casos, esses efeitos têm sido leves e transitórios,
algumas vezes durando de 1 a 3 semanas, e têm se resolvido com o uso continuado de donepezila. Não existem dados
sobre a utilização de cloridrato de memantina em pacientes com disfunção hepática.
Renal e Geniturinário: embora não observado em estudos clínicos com cloridrato de donepezila, os colinomiméticos
podem causar obstrução do fluxo vesical. Uma vez que não existem dados disponíveis sobre pacientes com disfunções
renais graves, o uso de cloridrato de memantina não é recomendado nestes pacientes (eliminação de creatinina inferior a
9 mL/min/1,73m2

). Alguns fatores que podem elevar o pH da urina podem requerer uma monitorização cuidadosa do
paciente em uso de cloridrato de memantina. Estes fatores incluem mudanças drásticas na dieta ou uma ingestão de grande
quantidade de antiácidos. Além disso, o pH da urina pode ser elevado por estados de acidose renal tubular (RTA) ou
infecções graves da via urinária com Proteus bacteria.
Na maioria dos estudos clínicos de cloridrato de memantina, os pacientes com infarto do miocárdio recente, insuficiência
cardíaca congestiva (NYHA III-IV) e hipertensão não controlada, foram excluídos. Consequentemente, os dados
disponíveis são limitados e os pacientes nestas condições devem ser supervisionados cuidadosamente.
Em pacientes com a função renal normal a levemente reduzida (níveis séricos de creatinina até 130 μmol/L) não é
necessário reduzir a dose de cloridrato de memantina. Em pacientes com disfunção renal moderada (eliminação de
creatinina de 40 - 60 mL/min/1,73m2

), a dose diária deverá ser reduzida para 10 mg por dia. Não existem dados

disponíveis para pacientes com disfunção renal grave.
Condições Neurológicas: acredita-se que os colinomiméticos tenham um certo potencial para causar convulsões
generalizadas. Entretanto, tal situação pode ser também uma manifestação da doença de Alzheimer. Com base em
considerações farmacológicas e relatórios de casos isolados com uso de cloridrato de memantina, é recomendada cautela
em pacientes que sofram de epilepsia. A utilização concomitante de antagonistas para o NMDA, tais como a amantadina,
cetamina, ou o dextrometorfano, deverá ser evitada. Estes compostos atuam no mesmo sistema receptor que a memantina
e, por essa razão, as reações adversas ao medicamento (principalmente relacionadas com o SNC) serão mais frequentes
ou mais acentuadas.

Condições Pulmonares: devido a suas ações colinomiméticas, os inibidores da colinesterase devem ser prescritos com
cuidado a pacientes com história de asma ou doença pulmonar obstrutiva.
Efeitos sobre a Capacidade de Dirigir Veículos e Operar Máquinas
A demência do tipo Alzheimer pode causar comprometimento do desempenho da capacidade de dirigir veículos ou operar
máquinas. Além disso, o cloridrato de donepezila pode causar fadiga, tontura e cãibras musculares, principalmente ao
iniciar ou aumentar a dose. A capacidade dos pacientes com doença de Alzheimer que recebem cloridrato de donepezila
continuar dirigindo ou operando máquinas complexas deve ser avaliada rotineiramente pelo médico responsável.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Uso geriátrico: Não foram feitos estudos farmacocinéticos formais para avaliar as diferenças eventuais na
farmacocinética de cloridrato de donepezila com relação à idade. Entretanto, as concentrações sanguíneas médias de
cloridrato de donepezila medidas durante o tratamento com a droga em pacientes idosos portadores da doença de
Alzheimer são comparáveis àquelas observadas em jovens voluntários saudáveis. Com base nos estudos clínicos, a dose
recomendada de cloridrato de memantina para pacientes de idade superior a 65 anos é de 20 mg por dia.
Gravidez e lactação: Categoria de risco na gravidez: B.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Os estudos de teratologia de donepezila conduzidos em ratas prenhes nas doses até cerca de 80 vezes a dose humana (com
base no peso corpóreo) e em coelhas prenhes nas doses até aproximadamente 50 vezes a dose humana não revelaram
evidências de potencial teratogênico. No entanto, em um estudo no qual ratas prenhes receberam aproximadamente 50
vezes a dose humana do Dia 17 da gestação ao Dia 20 pós-parto, houve pequeno aumento de natimortos e pequena
diminuição da sobrevida dos filhotes até o Dia 4 pós-parto. Não foi observado efeito na dose seguinte mais baixa testada,
aproximadamente 15 vezes a dose humana.
Não há estudos adequados ou bem-controlados em mulheres grávidas. O cloridrato de donepezila deve ser usado durante
a gravidez apenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais ao feto.
Não se sabe se o cloridrato de donepezila é excretado no leite humano e não existem estudos em mulheres lactantes.
Não existem dados clínicos sobre administração de cloridrato de memantina a grávidas. Estudos em animais indicam
potencialidade para a redução do crescimento intrauterino a níveis de exposição idênticos ou ligeiramente superiores aos
níveis humanos. O risco potencial para o ser humano é desconhecido. O cloridrato de memantina não deve ser utilizado
durante a gravidez, a menos que seja absolutamente necessária.
Não há estudos da associação de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em gestantes.
Lactação: Não se sabe se o cloridrato de donepezila é excretado no leite humano e não existem estudos em mulheres
lactantes. Não se sabe se a memantina é excretada no leite humano, porém, considerando-se a lipofilia da substância, é
provável que esta excreção ocorra. Mulheres que tomem memantina não devem amamentar. Não há estudos da associação
de cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina em lactantes ou lactentes.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Deve-se evitar a administração do cloridrato de donepezila concomitantemente a outros inibidores da colinesterase.
O cloridrato de donepezila e seus metabólitos não inibem o metabolismo da teofilina, varfarina, cimetidina, digoxina,
tioridazina, risperidona e sertralina em humanos. O metabolismo do cloridrato de donepezila não é alterado pela
administração concomitante de digoxina, cimetidina, tioridazina, risperidona e sertralina. Em um estudo em pacientes
com doença de Parkinson que recebem tratamento ideal com L-dopa/carbidopa, a administração do cloridrato de
donepezila por 21 dias não teve efeitos sobre os níveis sanguíneos da L-dopa ou da carbidopa. Nesse estudo, não foram
observados efeitos sobre a atividade motora. Os estudos in vitro demonstraram que a isoenzima 3A4 do citocromo P450
e, em menor grau, a 2D6 estão envolvidas no metabolismo da donepezila. Os estudos de interação medicamentosa
realizados in vitro demonstram que o cetoconazol e a quinidina, inibidores da CYP3A4 e da CYP2D6, respectivamente,
inibem o metabolismo da donepezila. Portanto, esses e outros inibidores da CYP3A4, como o itraconazol e a eritromicina,
e os inibidores da CYP2D6, como a fluoxetina, poderiam inibir o metabolismo da donepezila. Em um estudo em
voluntários saudáveis, o cetoconazol aumentou as concentrações médias da donepezila em cerca de 30%. Esses aumentos
são menores que os provocados pelo cetoconazol para outros agentes que utilizam a mesma via da CYP3A4. A
administração da donepezila não tem efeito sobre a farmacocinética do cetoconazol.
Os indutores enzimáticos, como a rifampicina, a fenitoína, a carbamazepina e o álcool, podem reduzir os níveis de
donepezila. Como a magnitude do efeito inibitório ou indutor ainda é desconhecida, essas associações medicamentosas
devem ser usadas com cautela. O cloridrato de donepezila tem potencial para interferir com medicamentos com ação
anticolinérgica. Também há potencial para atividade sinérgica com o tratamento concomitante com medicamentos como
a succinilcolina e outros bloqueadores neuromusculares, mas um estudo in vitro demonstrou que o cloridrato de
donepezila apresenta efeitos mínimos sobre a hidrólise da succinilcolina. Também existe potencial para ação sinérgica
com agonistas colinérgicos ou betabloqueadores que apresentam efeitos sobre a condução cardíaca.
Devido aos efeitos farmacológicos e ao mecanismo de ação da memantina, poderão ocorrer as seguintes interações:
• O modo de ação sugere que os efeitos da L-dopa, dos agonistas dopaminérgicos e dos anticolinérgicos poderão ser
amplificados pelo tratamento concomitante com antagonistas NMDA, como a memantina. Os efeitos de barbitúricos e
neurolépticos poderão ser reduzidos. A administração concomitante de memantina e dos agentes antiespasmódicos,
dantroleno ou baclofeno, pode alterar os efeitos destes medicamentos, podendo ser necessário um ajuste da dose.

• A utilização concomitante da memantina e amantadina deverá ser evitada, devido ao risco de psicose farmacotóxica.
Ambas as substâncias são, quimicamente, antagonistas NMDA. A mesma recomendação poderá aplicar-se para a
cetamina e o dextrometorfano (vide também ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). Existe um relato de caso clínico
publicado sobre um possível risco da combinação da memantina com a fenitoína.
• Outras substâncias ativas como cimetidina, ranitidina, procainamida, quinidina, quinina e nicotina, que utilizam o
mesmo sistema de transporte renal de cátions que a amantadina, também poderão interagir com a memantina levando a
um risco potencial de aumento dos seus níveis séricos.
• É possível que haja uma redução dos níveis séricos da hidroclorotiazida (HCT) quando esta, ou qualquer combinação
contendo hidroclorotiazida, é administrada concomitantemente com a memantina.
• Na experiência pós-comercialização foram notificados casos isolados de aumento da relação normalizada internacional
(RNI) em pacientes tratados concomitantemente com varfarina. Embora não tenha sido comprovada a existência de uma
relação causal, aconselha-se uma monitorização rigorosa do tempo de protrombina ou da INR em pacientes que estejam
em uso simultâneo de anticoagulantes orais.
Em estudos farmacocinéticos (PK) de dose única realizados em sujeitos jovens e saudáveis, não se observou qualquer
interação relevante à substância ativa da memantina com gliburida/metformina ou com donepezila. Num estudo clínico
em indivíduos jovens e saudáveis não se observou qualquer efeito relevante da memantina na farmacocinética da
galantamina. A memantina não inibiu as CYP 1A2, 2A6, 2C9, 2D6, 2E1, 3A, flavina contendo monoxigenase, epóxido
hidrolase ou a sulfatação in vitro.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Conservar em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.
O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
Comprimido revestido de 10 mg + 5 mg
Comprimido revestido na cor salmão, circular, biconvexo e liso.
Comprimido revestido de 10 mg + 10 mg
Comprimido revestido na cor azul, circular, biconvexo e liso.
Comprimido revestido de 10 mg + 15 mg
Comprimido revestido na cor cinza, circular, biconvexo e liso.
Comprimido revestido de 10 mg + 20 mg
Comprimido revestido na cor branca, circular, biconvexo e liso.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

O cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina deve ser administrado via oral, uma vez ao dia, com ou sem
alimento.
É recomendado o uso da associação para pacientes em dose regular de cloridrato de donepezila 10 mg/dia há pelo menos
4 semanas e com evolução da doença de Alzheimer para estágio de moderada ou grave mesmo em vigência do tratamento.
A dose final a ser atingida da associação é de cloridrato de donepezila 10 mg/dia e memantina 20 mg/dia. Como o
composto está indicado para pacientes em dose estável de cloridrato de donepezila de 10 mg/dia, a titulação do cloridrato
de memantina deverá ser realizada com acréscimos semanais de 5 mg/dia até atingir a dose recomendada de 20 mg/dia.
Dessa forma, a posologia é:
1) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 5 mg, 1 comprimido ao dia, por 7 dias consecutivos,
seguido de;
2) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 10 mg, 1 comprimido ao dia, por 7 dias consecutivos,
seguido de;
3) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 15 mg, 1 comprimido ao dia por 7 dias consecutivos,
seguido de;
4) cloridrato de donepezila + cloridrato de memantina 10 mg + 20 mg, 1 comprimido ao dia para uso contínuo.
Comprometimento Renal e Hepático
Os pacientes com insuficiência hepática leve a moderada ou renal podem seguir um esquema posológico semelhante
porque a depuração do cloridrato de donepezila não é significativamente alterada por essas condições. Não existem dados
sobre a utilização de cloridrato de memantina em pacientes com disfunção hepática.
Em pacientes com a função renal ligeiramente alterada (depuração da creatinina 50-80 mL/min) não é necessário ajuste
de dose de cloridrato de memantina. Em pacientes com comprometimento renal moderado (depuração da creatinina de

30-49 mL/min) a dose diária deverá ser 10 mg por dia. Se bem tolerada após pelo menos 7 dias de tratamento, a dose
poderá ser aumentada até 20 mg/dia de acordo com o esquema de titulação padrão. Em pacientes com comprometimento
renal grave (depuração da creatinina 5-29 mL/min) a dose diária deverá ser de 10 mg por dia.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

REAÇÕES ADVERSAS

Estudos Clínicos
cloridrato de donepezila
Os eventos adversos mais comuns (incidência > 5 e o dobro da frequência com o placebo) foram diarreia, cãibras
musculares, fadiga, náusea, vômitos e insônia.
Os outros eventos adversos comuns (incidência > 5 e > placebo) foram cefaleia, dor, acidente, resfriado comum, distúrbios
abdominais e tontura (Tabela 1).
Foram observados casos de síncope, bradicardia, bloqueio sinoatrial e bloqueio atrioventricular. Não foram observadas
anormalidades relevantes nos valores laboratoriais associados ao tratamento, com exceção dos pequenos aumentos das
concentrações séricas de creatinina quinase muscular.
Tabela 1. Eventos Adversos Relatados nos Estudos Clínicos Controlados em no Mínimo 2% dos Pacientes em uso
de cloridrato de donepezila e com frequência mais alta que no Grupo Placebo.
SISTEMA CORPÓREO / EVENTO ADVERSO Placebo
(n=355)

donepezila
(n=747)

Porcentagem de Pacientes com Algum Efeito
Adverso

72% 74%

Corpo como um todo
Cefaleia 9% 10%
Dor, vários locais 8% 9%
Acidente 6% 7%
Fadiga 3% 5%
Sistema Cardiovascular
Síncope 1% 2%
Sistema Digestivo
Náusea 6% 11%
Diarreia 5% 10%
Vômitos 3% 5%
Anorexia 2% 4%
Sistema Musculoesquelético
Cãibras musculares 2% 6%
Sistema Nervoso
Insônia 6% 9%
Tontura 6% 8%
Experiência Pós-Comercialização
Tem havido relatos pós-comercialização de alucinações, agitação, comportamento agressivo, convulsão, hepatite, úlcera
gástrica, úlcera duodenal e hemorragia gastrintestinal.
cloridrato de memantina
Nos estudos clínicos sobre demência leve a grave, envolvendo 1784 pacientes tratados com cloridrato de memantina e
1595 pacientes tratados com placebo, os índices globais de incidência de reações adversas com cloridrato de memantina
não foram diferentes dos do tratamento com placebo; as reações adversas foram normalmente de intensidade leve a
moderada. As reações adversas mais frequentes e que registraram uma maior incidência no grupo do cloridrato de
memantina do que no grupo placebo foram tonturas (6,3% vs 5,6%, respectivamente), cefaleias (5,2% vs 3,9%),
constipação (4,6% vs 2,6%), sonolência (3,4% vs 2,2%) e hipertensão (4,1% vs 2,8%). A tabela 2 lista todas as reações
adversas registradas durante os estudos clínicos com cloridrato de memantina e desde que foi introduzido no mercado.
Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.
As reações adversas são classificadas de acordo com as classes de sistemas de órgãos, usando a seguinte convenção:
muito comum (> 1/10), comum (> 1/100 a ˂ 1/10), incomum (> 1/1.000 e ˂ 1/100), raro (> 1/10.000 e ˂ 1/1.000), muito
raro (˂ 1/10.000), desconhecido (não pode ser estimado com os dados atuais).
Tabela 2. Reações adversas registradas durante os estudos clínicos com cloridrato de memantina.
Infecções e infestações Incomum Infecções fúngicas
Distúrbios do sistema imunológico Comum Hipersensibilidade ao medicamento
Distúrbios psiquiátricos Comum Sonolência

Incomum
Incomum
Desconhecido

Confusão
Alucinações1
Reações psicóticas2

Doenças do sistema nervoso Comum
Incomum
Muito raros

Tonturas
Alterações na marcha
Convulsões
Distúrbios cardíacos Incomum Falência cardíaca
Vasculopatias Comum
Incomum

Hipertensão
Trombose venosa/tromboembolia

Distúrbios respiratórios, torácicos e
mediastinos

Comum Dispneia

Distúrbios gastrointestinais Comum
Incomum
Desconhecido

Constipação
Vômitos
Pancreatite2

Distúrbios gerais e alterações no
local de administração

Comum
Incomum

Cefaleia
Fadiga

1As alucinações foram essencialmente observadas em pacientes com doença de Alzheimer grave.
2 Casos isolados notificados no âmbito da experiência pós-comercialização. A doença de Alzheimer tem sido associada a
depressão, pensamentos suicidas e suicídio. Na fase de experiência pós-comercialização estes efeitos foram notificados
em pacientes tratados com o cloridrato de memantina.
Associação cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina
Em estudos com a associação cloridrato de donepezila e cloridrato de memantina, os principais eventos adversos
encontrados estão listados na tabela abaixo com as respectivas incidências (Tabela 3).
Tabela 3. Principais eventos adversos observados em estudo com a associação cloridrato de donepezila e cloridrato
de memantina.
Eventos adversos Incidência (%)
Agitação 9,4
Confusão 7,9
Quedas 7,4
Sintomas que mimetizam a gripe 7,4
Tontura 6,9
Cefaleia 6,4
Infecção do trato urinário 5,9
Incontinência urinária 5,4
Lesão acidental 5,0
Infecção da via respiratória superior 5,0
Edema periférico 5,0
Diarreia 4,5
Incontinência fecal 2,0
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

SUPERDOSE

Dados de Estudos em Animais
As doses letais medianas estimadas ou a dose letal do cloridrato de donepezila após a administração de uma dose única
oral em camundongos, ratos e cães é de 45, 32 e 15 mg/kg, respectivamente, ou aproximadamente 225, 160 e 75 vezes a
dose humana recomendada máxima de 10 mg por dia. Foram observados em animais sinais de estímulo colinérgico
relacionados à dose que incluíram movimento espontâneo reduzido, posição ventral, marcha cambaleante,
lacrimejamento, convulsões clônicas, depressão respiratória, salivação, miose, fasciculação, tremores e diminuição da
temperatura da superfície corpórea.
Sintomas da Superdosagem
A superdosagem com inibidores da colinesterase pode resultar em crise colinérgica caracterizada por náusea grave,
vômitos, salivação, sudorese, bradicardia, hipotensão, depressão respiratória, colapso e convulsões. Existe a possibilidade
de aumento da fraqueza muscular, que pode resultar em óbito se os músculos respiratórios forem envolvidos.

A experiência com superdose de cloridrato de memantina obtida a partir dos estudos clínicos e na experiência pós-
comercialização é limitada.

Os sintomas na superdosagem de memantina são: psicose tóxica incluindo alucinações, nervosismo, mudanças no
comportamento, tremor e outros sintomas relacionados com o SNC. Outras reações incluem: acatisia, inquietação,
aumento da atividade motora, insônia e depressão. Superdoses com valores relativamente grandes (200 mg e 105 mg/dia
durante 3 dias, respectivamente) têm sido associadas a sintomas de cansaço, fraqueza e/ou diarreia ou a nenhum sintoma.

Em casos de superdose abaixo dos 140 mg ou de dose desconhecida, os pacientes apresentaram sintomas de origem no
sistema nervoso central (confusão, torpor, sonolência, vertigens, agitação, agressão, alucinações e distúrbios da marcha)
e/ou de origem gastrointestinal (vômitos e diarreia).
No caso mais extremo de superdose, o paciente sobreviveu a uma ingestão de 2000 mg da memantina com efeitos no
sistema nervoso central (coma durante 10 dias, seguido de diplopia e agitação). O paciente recebeu tratamento sintomático
e plasmaforese. O paciente foi recuperado sem sequelas permanentes. Num caso de superdosagem suicida, o paciente
sobreviveu à ingestão de até 400 mg de memantina com efeitos no sistema nervoso central (ex: inquietação, psicose,
alucinações visuais, proconvulsão, sonolência, estupor e inconsciência) que desapareceram sem sequelas permanentes.
Tratamento
Como em qualquer caso de superdosagem, medidas gerais de suporte devem ser adotadas. Os anticolinérgicos terciários,
como a atropina, podem ser eficazes na superdosagem com o cloridrato de donepezila. Não se sabe se o cloridrato de
donepezila e/ou seus metabólitos podem ser removidos por diálise (hemodiálise, diálise peritoneal ou hemofiltração).
Deve-se fazer sempre que apropriado, os procedimentos clínicos padrão para a remoção da substância ativa, como por
exemplo lavagem gástrica, utilização de carvão ativo (interrupção da recirculação entero-hepática potencial), acidificação
da urina ou diurese forçada, tão rápido quanto possível, após a ingestão oral. O vômito não deve ser induzido, devido ao
risco de convulsões pela superdosagem de memantina. Pacientes nos quais a superdosagem foi intencional devem ter
acompanhamento psiquiátrico.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Estrela Estrela Estrela Estrela Estrela
() avaliações
Efetue o login para avaliar o produto
5 estrelas
0
4 estrelas
0
3 estrelas
0
2 estrelas
0
1 estrela
0

Nada por aqui… ainda

Este produto ainda não possui nenhuma avaliação. Comece a comprar e avalie nossos produtos!

Fazer login

Avaliações de Clientes

Visa mastercard Hipercard Elo Pix Boleto Diners Club american express
Atendimento

Atendimento ao cliente

Sac

(16) 3362-7304 Seg a Sex - 08h00 às 18h00 Sábado - 08h00 às 12h00 Whatsapp (16) 3362-7304 [email protected]

Televendas São Carlos

0800 700 7300 (16) 3362-7300 Seg a Sex - 07h00 às 23h00 Sábado,dom e feriados - 07h00 às 23h00

Redes sociais

Rosario

Farmacia Nossa Senhora do Rosário LTDA | CNPJ: 59.603.977/0036-76 | I.E. 637.101.464.119 | Avenida Doutor Carlos Botelho, 1900 | Centro | São Carlos (SP) | CEP 13560250 | Dúvidas, elogios e reclamações: Telefone (16) 33627304 | Horário de atendimento: Segunda a Sexta das 8h às 18h, exceto feriados | Farmacêutico Responsável: Janaina Cristina Terruggi | CRF 47.716 | AFE: 0142251 | CMVS - 354890622-477-000031-1-5. As informações contidas neste site não devem ser usadas para automedicação e não substituem, em hipótese alguma, as orientações dadas pelo profissional da área médica. Somente o médico está apto a diagnosticar qualquer problema de saúde e prescrever o tratamento adequado. Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado. Maiores esclarecimentos, consultar o site: www.anvisa.gov.br. Os preços e promoções divulgados no site são válidos apenas para compras feitas pela Internet e podem variar conforme região de entrega. Em caso de divergência, o preço válido é o do carrinho de compras. Imagens meramente ilustrativas. A Farmácia Rosário trabalha com as tecnologias mais avançadas de proteção de dados, para que você possa realizar suas compras com tranquilidade. A privacidade e a segurança dos clientes são compromissos da Farmácia Rosário. Todos os pedidos efetuados estão sujeitos à confirmação da disponibilidade de produto em nosso estoque.

CNPJ: 59.603.977/0036-76Razão Social: Farmacia Nossa Senhora do Rosario Ltda@ 2023 Farmacia Rosario. Todos direitos reservados.

Anvisa

A Rosário segue as determinações da Anvisa.

Desenvolvido por: Logo RetailON